Analisando a final entre Djokovic e Tsitsipas
Por José Nilton Dalcim
13 de junho de 2021 às 10:04

Terceiro set
5-2 –
Sérvio passa por game de final tenso, já que sacou com 30-30. Tirou uma curtinha da cartola e fechou com um forehand cruzado na linha. Vai poder jogar solto na devolução agora.
4-2 –
Djokovic confirmou a quebra, algo essencial para retomar de vez sua confiança, e grego cometeu duas duplas faltas antes de enfim marcar o segundo game no set.
3-1 –
No game mais longo da partida, com mais de 11 minutos, Djokovic lutou muito e precisou de cinco break-points para iniciar reação na partida. Grego foi corajoso, salvou-se com três winners, mas o primeiro saque não funcionou.
1-1 –
Djokovic voltou bem, com menor margem de erro. Tentou pressionar o saque do adversário, mas de novo o grego reagiu com frieza.
Segundo set

Sérvio jogou mal o game inicial do segundo set e isso foi essencial para dar mais confiança ao grego. Número 1 passou então a arriscar além da conta. Fez algumas ótimas jogadas, mas não fez o grego jogar, que ainda parece ser o melhor caminho. A sensação é que faltou energia e o final do set mostrou um Djokovic fragilizado. Além de sacar bem, grego ainda fez muito menos erros (2 a 10) e liderou nos winners (9 a 6).
2-6 –
Djoko arriscou tudo nas devoluções, acertou a primeira mas falhou em todas as demais e mal esboçou reação no set-point. Vai imediatamente ao vestiário.
2-5 –
Espero estar enganado, mas Djokovic perdeu demais intensidade e a postura de risco – incluindo exageros nas deixadas, o que indica desejo de encurtar pontos – pode ser um perigoso sinal de estafa física ou mental.
2-4 –
Neste set, Tsitsipas só perdeu 2 dos 12 pontos em que acertou o primeiro serviço e esse deve ser o crucial para que ele sustente a quebra.
1-3 –
Djokovic parece ter adotado uma postura mais agressiva e isso lhe custou erros. Cabeça do grego continua firme.
0-2 –
Grego sofreu com as devoluções bem feitas, mas conseguiu confirmar a quebra. Lob foi grande lance de Djokovic, que aposta nas curtinhas ainda mais.
0-1 –
Outro game ruim de serviço de Djokovic, talvez ainda com a cabeça nas chances perdidas no set anterior.
Primeiro set

Um ótimo primeiro set, sem que os dois tenham mostrado nervosismo exagerado. Jogaram de forma ofensiva. Djokovic sacou muito bem até a reta final do set, mas falhou justamente na hora de fechar. Grego teve set-point na devolução com 4/5, segurou a cabeça no tiebreak e continua firme na postura ofensiva. Fez 18 winners, sendo 7 aces. Curiosamente, ganhou o set com apenas 62% de pontos vencidos quando acertou o primeiro saque.
6-7 –
Tiebreak cheio de emoções. Djokovic começou mal com dupla falta, reagiu muito bem arriscando voleios. Grego salvou set-point de forma incrível, puro reflexo num forehand milimétrico. Aí sacou bem e foi firme na troca. Grego não perdeu tiebreaks neste torneio, Djoko perde o quarto em cinco jogados.
6-6 –
Djokovic joga seu pior game na partida na hora de fechar. Não sacou bem e deixou Tsitsipas iniciar os pontos de forma agressiva, com bolas profundas. Vamos ao tiebreak, que é justo pelo equilíbrio do set. Grego ganhou seus três tiebreaks no torneio.
6-5 –
Sem o primeiro saque, Tsitsipas entrou na correria e aí o sérvio é muito mais sólido. Balançou o adversário o tempo todo e consegue quebra essencial.
5-5 –
Djokovic passa primeiro susto e salva set-point, tendo jogado com cautela e dado pequena sorte ao obter uma cruzada que saiu baixa e lenta demais. Faltou ao grego coragem para arriscar, mas é admissível pelo tamanho da pressão.
5-4 –
Grande game do grego com o serviço. Manteve-se agressivo e de novo chegou muito bem numa curtinha cruzada. Grego já tem 15 winners no jogo.
4-4 –
Depois de vencer todos os 13 pontos de saque, sérvio cometeu dois erros de forehand e o grego conseguiu marcar como devolvedor. Mas ainda assim game foi tranquilo.
4-3 –
Desta vez Tsitsipas chegou bem na curtinha e cruzou bem angulado, o que levou Djokovic a correr, travar pé direito e ir ao chão, em lance preocupante. Felizmente, nada aconteceu e grego cravou outro ótimo primeiro serviço.



3-3 –
Tsitsipas saiu de perigosos 30-30 com ótimo saque, mas de novo nada conseguiu fazer na devolução diante de um sérvio muito firme e de novo usando curta esperta.
2-2 –
Mais uma ótima passagem de Djokovic pelo serviço, desta vez já usando mais variações. Fechou com perfeito drop shot. Grego foi ofensivo no terceiro game, mas na devolução ficou sem ação.
1-1 –
Djokovic gastou muito menos tempo para fechar seu primeiro serviço apostando nas cruzadas de forehand.
0-1 – Longo primeiro game, em que os dois alternaram erros e acertos. Na hora da pressão para manter o saque, grego arrancou um ace cruzado. Fez outros dois e enfim fechou game de oito minutos.

O grande dia chegou para Novak Djokovic e Stefanos Tsitsipas. O sérvio tem sua maior chance de enfim se tornar o primeiro profissional a somar ao menos dois troféus em cada Grand Slam e de quebra pode chegar ao 19º troféu desse porte e grudar de vez em Rafael Nadal e Roger Federer. O grego por sua vez pode confirmar a expectativa de maior nome da nova geração e, logo em sua primeira final de Slam, tenta levar um título inédito para seu país em cima do número 1 do mundo.

O favoritismo é claro fica todo com Djokovic. Não apenas porque vem da vitória espetacular sobre Nadal, mas também porque tem um currículo muito superior – já é sua 29ª final de Slam – e ainda leva vantagens no confronto direto geral, por 5 a 2, e sobre o saibro, com 3 a 0. Os dois fizeram grande duelo nas quartas de Roma quatro semanas atrás, onde o grego se mostrou muito sólido e chegou a sacar para a vitória.

O que esperar da final de Roland Garros
Por José Nilton Dalcim
12 de junho de 2021 às 18:13

Depois de duas semifinais muito bem disputadas e principalmente da épica vitória de Novak Djokovic sobre Rafael Nadal de virada, Roland Garros decide às 10 horas deste domingo o título masculino num típico duelo de gerações. A distância entre os dois finalistas é enorme e todos os números pendem para o multicampeão, que busca mais uma lista espetacular de feitos históricos. O quanto o debutante Stefanos Tsitsipas poderá ser competitivo é a principal dúvida.

Separados por 11 anos e 82 dias, será a sexta final de maior distância de idade da Era Profissional. Enquanto Nole fará sua 29ª tentativa de troféu – cada vez mais perto do recordista Roger Federer, que soma 31 -, o grego enfim supera a barreira da semi, e vimos como foi nervoso o jogo contra Alexander Zverev. Os dois já se cruzaram sete vezes, com cinco vitórias de Nole, incluindo todas as três sobre o saibro, entre elas a bela semi do ano passado de cinco sets, em que o grego segurou bem até levar um 6/1 definitivo.

Não se pode achar que Tsitsipas é um tenista inexperiente. Ele já ganhou três de seus seis confrontos diante de top 5 em torneios de Grand Slam e derrotou dois vice-líderes, Nadal e Daniil Medvedev. Também bateu o próprio Djokovic enquanto já líder do ranking, no piso rápido de Xangai. Mas é claro que há ainda um abismo para as estatísticas do poderoso adversário. Nole tem 33 vitórias em 54 duelos diante de top 5 em Slam e saldo positivo na carreira em geral de 104 a 70.

O aspecto técnico e tático no entanto pesam mais que a fria estatística. Vimos quatro semanas atrás que Tsitsipas conseguiu equilibrar a batalha num saibro pesado e exigiu muito de Djokovic em Roma, onde venceu o set inicial por 6/4 e cedeu os dois seguintes por 7/5, tendo real chance de vitória. Na ocasião, Djokovic diria que foi sua maior exibição da temporada e eu próprio incluiria que houvera sido a partida de melhor nível técnico de 2021. E tomara que isso se repita neste domingo.

Tsitsipas sustentou então trocas duríssimas, arriscou backhands e usou o máximo de seu forehand para tentar barrar o extraordinário poder defensivo do sérvio, que por seu lado fazia as conhecidas devoluções impecáveis e não economizava na agressividade. O terceiro set aliás foi de uma riqueza ímpar, ambos buscando surpreender com deixadas ou voleios. Para quem não se lembra, o grego chegou a sacar para a vitória, mas recebeu respostas de saque milimétricas.

Como é óbvio, Djokovic me parece confiante para manter esse altíssimo padrão, mas e o grego? Conseguirá dominar os nervos e conter a ansiedade? Para mim, será a questão essencial. Na soma de todas as variantes, acredito que Djoko entre em quadra com 70% de favoritismo. E seu maior risco é justamente esse: engolir a euforia da sexta-feira e jamais achar que já ganhou o título. Experiência para isso ele tem de sobra.

Comparações
– Djokovic luta também pelo 84º título da carreira e o grego, pelo oitavo. Nesta temporada, cada um venceu dois.
– O campeão fatura 1,4 milhão de euros. O sérvio é o recordista, com US$ 148 milhões na carreira, grego embolsou 10% disso.
– Nole já tem 309 vitórias em Slam contra 31 do grego, sendo 80 a 15 em Roland Garros e 243 a 61 no saibro.
– Tsitsipas tenta 40º triunfo da temporada em 48 jogos, Nole tem 26 em 29.
– Grego se saiu bem nos tiebreaks em 2021, com 9 positivos em 14, enquanto Djokovic está com 50% (7-7).
– No geral, Djokovic ganhou 34 jogos que foram ao quinto set (31 em Slam). O grego tem apertados 5-4.

Mais façanhas
Djokovic concorre também a:
– Primeiro profissional e terceiro na história a vencer ao menos duas vezes cada Grand Slam (Rod Laver e Roy Emerson o fizeram na fase amadora)
– Será oitavo tenista na Era Aberta a ter ao menos dois títulos em Roland Garros.
– Campeão em 2016, terá a maior distância entre primeiro e segundo troféus no torneio na Era Aberta.
– Terceiro na história a ganhar por mais de uma vez a Austrália e Roland Garros na mesma temporada (Laver e Emerson também foram os outros)
– Aos 34 anos e 22 dias, será o terceiro mais velho a ganhar Paris na Era Aberta, atrás de Andrés Gimeno e Rafael Nadal
– Será o tenista com mais de 30 anos com mais troféus de Slam, desempatando com Nadal

Tsitsipas pode ser:
– Primeiro grego em todos os tempos a vencer um Slam
– Será o 56º diferente campeão de Slam da Era Aberta e 151º desde 1877.
– Assumirá o terceiro posto do ranking, ultrapassando Nadal (já garantiu o quarto posto com a final).
– Será o nono tenista da Era Aberta a derrotar os cabeças 1 e 2 e vencer um Slam e o quarto em Roland Garros. O mais recente foi Wawrinka, em 2015.
– Aos 22 anos e 305 dias, será o mais jovem campeão de Paris desde Nadal em 2008 e mais jovem em Slam desde Juan Martin del Potro no US Open de 2009.
– Primeiro a ganhar um Slam logo em sua primeira final desde Marin Cilic no US Open de 2014

Krejcikova resgata o tênis tcheco
Numa final muito tensa como era previsível, Barbora Krejcikova recolocou o tênis tcheco no topo em Roland Garros ao se tornar a segunda tenista de seu país a conquistar o torneio, exatos 40 anos depois de Hana Mandlikova (quando Martina Navratilova venceu em Paris, ela já jogava pelos EUA).

Se não mostrou seu melhor tênis neste sábado contra uma instável Anastasia Pavlyuchenkova, ao menos Krejcikova esbanjou simpatia. Não economizou palavras na longa cerimônia, lembrou histórias divertidas sobre sua heroína Justine Henin e rendeu homenagens à compatriota Jana Novotna, já falecida, que tanto a ajudou a deslanchar na carreira.

Dona de um estilo variado, em que tanto pode disparar um winner como dar um balão nas alturas, Krejcikova será a número 15 do mundo na segunda-feira e isso a colocará entre as cabeças de Wimbledon, um lugar que também combina com sua facilidade junto à rede. Não por acaso, neste domingo ela e a parceria Katerina Siniakova buscarão o bi em Paris e o terceiro troféu Slam, o que poderá recolocar Barbora na liderança do ranking. A última tenista a ganhar os dois troféus numa mesma edição de Paris foi Mary Pierce, em 2000.

Com mínimo sucesso em simples, o tênis francês também comemorou o título de duplas, outra vez com os brilhantes Nicolas Mahut e Pierre Herbert, numa virada notável, e levou o juvenil masculino, em que duas promessas decidiram: Luca van Assche venceu Arthur Fils, de apenas 16 anos.

Djoko depõe ‘rei’ e tenta coroação contra Stef
Por José Nilton Dalcim
11 de junho de 2021 às 20:30

Novak Djokovic provou que é mesmo o único tenista em condições técnicas e físicas para barrar Rafael Nadal em Roland Garros. Pela segunda vez em seis anos, ele conseguiu ganhar aqueles três sets tão difíceis em cima do ‘rei do saibro’ e ainda o fez de virada, o que aumenta o grau de exigência de tamanha façanha.

Mas por incrível que pareça a tarefa ainda não terminou. No domingo, o sérvio volta à quadra para lutar por seu 19º troféu de Grand Slam, o bi em Roland Garros e o feito único de ter dois títulos em cada Slam na Era Profissional. O único que pode impedi-lo do novo salto no livro de história é o grego Stefanos Tsitsipas, em sua primeira decisão desse porte.

Apesar de ter tido ‘apenas’ quatro sets, a batalha desta sexta-feira na Philippe Chatrier talvez tenha sido um dos jogos mais intensos que Djokovic e Nadal já disputaram ao longo dos 58 duelos realizados em exatas 15 temporadas, principalmente quando se sabe que cada chance de ganhar um Slam agora parece crucial para eles. Havia tensão evidente no ar, o que não impediu um nível técnico excepcional.

Nole conseguiu reagir a várias situações tensas e por isso mereceu mais a vitória. Como aconteceu algumas vezes nesta temporada, teve um começo nervoso e, depois de ter chances de quebra logo de cara, perdeu um smash fácil e a confiança. Só foi reagir no sexto game e aí passou a mostrar um tênis mais consistente. Isso na verdade seria fundamental para lhe dar ritmo no segundo set, quando enfim atingiu seu melhor nível e a partida ficou eletrizante. O sérvio quase sempre tomou a iniciativa, procurando buracos, mas esbarrava nas defesas inteligentes do espanhol.

O terceiro set decidiu tudo. Extremamente equilibrado, pontos longos, games incríveis. Djokovic esteve por duas vezes à frente do placar sem conseguir capitalizar a diferença, principalmente quando sacou com 5/4 e viu um Nadal brilhante em suas paralelas de contragolpe. Pior ainda, o sérvio teve de salvar um set-point antes do tiebreak. E aí o desempate se mostraria crucial. Nadal errou um voleio incrivelmente fácil para permitir 5-3 e não deu tempo de se recuperar.

Lutador nato, Rafa ainda deu um último suspiro, ao abrir 2/0 no quarto set, empurrado pela torcida que foi autorizada a ficar depois do toque de recolher das 23h locais. Porém, ficou nisso. De forma surpreendente, não se mostrava mais veloz o bastante para acompanhar o ritmo do adversário, que abusava das paralelas ou de bolas muito profundas. O espanhol levou um ‘pneu moral’, o primeiro em seu invejável currículo em Roland Garros, como se Djoko quisesse se vingar da atuação tão sofrível da final de 2020.

Nesse épico de 4h10 e 266 pontos disputados, Djokovic terminou com 37 erros não forçados, mas o que precisa ser ressaltado é sua qualidade nos dois sets finais, quando falhou 10 vezes naquele tenso terceiro set de 80 minutos e apenas cinco no seguinte. Para um jogador que costumeiramente toma a iniciativa do ataque, inclusive a partir da devolução, é uma estatística digna de seu feito.

Momentos tenso para Stef
Tsitsipas por seu lado foi claramente superior a Alexander Zverev nos dois primeiros sets, em que procurou acima de tudo ser sólido da base e mexer o adversário. O alemão no entanto não se rendeu facilmente. Mudou a postura, ficou bem agressivo, foi à rede e pouco a pouco tirou a confiança do grego. Aquele bloco de gelo que Stef vinha se mostrando em toda a campanha destas duas semanas passou a reclamar, gritar e gesticular, sinal evidente de que estava sob pressão.

Por muito pouco Tsitsipas não perdeu o game de abertura do quinto set, o que poderia mudar completamente o rumo da partida, mas mostrou-se confiante e acabou premiado pela quebra no quarto game que abriria o caminho definitivo para a vitória, ainda que ele tenha precisado de cinco match-points. Ao final do jogo, falou ao público com extrema emoção, deixando claro o peso que carregou nessa luta pela primeira final de Grand Slam. Quem sabe, agora na decisão, consiga jogar mais solto para ser competitivo.

O retrospecto é favorável ao número 1, que venceu cinco dos sete encontros, incluindo a semifinal de cinco sets em Roland Garros do ano passado. O grego ganhou em 2018 e 2019, sobre quadra dura, no entanto pode se inspirar na recente quartas de final de Roma em que venceu o primeiro set e ficou muito perto da vitória diante de Djokovic.Quem vencer, será o líder do ranking da temporada. E se der Stef, ele também será o novo número 3 do mundo, superando o próprio Nadal.

A imprevisível decisão feminina
O título feminino de Roland Garros será numa final mais inesperada do que se pensava, entre duas jogadoras que hoje figuram fora do top 30: a russa Anastasia Pavlyuchenkova e a tcheca Barbora Krejcikova. É um confronto ainda por cima inédito no circuito e onde se acredita o controle dos nervos deve ser essencial.

Aos 29 anos, Pavlyuchenkova vem de uma incrível série de vitórias sobre Aryna Sabalenka, Vika Azarenka e Elena Rybakina, onde conseguiu sempre ser agressiva na hora certa, misturando bolas longas com curtas espertas. Precisou esperar 52 Slam para enfim chegar a uma final. É a tenista de fora do top 10 atual que mais vezes derrotou uma adversária entre as 10 primeiras, com 37.

Quatro anos mais jovem e apenas em seu quinto Slam de simples, Krejcikova talvez seja menos brilhante na parte técnica, mas se mostrou uma competidora de mão cheia. Duplista com títulos de Slam, sabe mudar o ritmo das trocas de bola e foi assim que passou por Elina Svitolina, Sloane Stephens, Coco Gauff e uma semifinal tensa diante de Maria Sakkari, em que salvou match-point. Aliás, a tcheca concorre também ao título de duplas desta edição, em busca do bi ao lado de Katerina Siniakova, o que a levará de volta ao número 1 do ranking na especialidade.