Passando a régua em 2018
Por José Nilton Dalcim
11 de dezembro de 2018 às 23:00

A ATP divulgou dados bem curiosos sobre a temporada 2018 numa série de estatísticas. Resolvi reunir por tema e destacar as mais valiosas. Vejamos:

Títulos
– Foram disputados 66 torneios de primeira linha, sendo 36 na quadra dura, 22 no saibro e 8 na grama.
– A temporada viu 38 campeões diferentes, O cabeça 1 ganhou 17 vezes, o 2 faturou 9.
– Não cabeças venceram 23 (além de fazer 14 finais), muito superior a 2017 (14 títulos e mais 22 finais).
– Nadal foi quem mais venceu, com 5; seguido por Djokovic e Federer, com 4.
– Ninguém levou em três pisos diferentes e nenhum teve múltiplos troféus em duas superfícies distintas.
– A Espanha ganhou 9 ATPs em 12 finais, seguida por Itália e Rússia (ambas de 6 em 7). A França fez 15 finais, mas faturou 5.
– Surgiram 13 campeões inéditos de ATP

Idade
– A mais jovem final envolveu Daniil Medvedev (21) e Alex de Minaur (18), em Sydney.
– A mais velha decisão foi com Djokovic (31) e Federer (37), em Cincinnati.
– Oito finais foram totalmente dominados por ‘trintões’, sendo duas de Slam (Wimbledon e US Open) e uma de Masters (Cincinnati).
– Os mais jovens campeões inéditos do ano foram Stefanos Tsitsipas e Frances Tiafoe, de 20, e o mais velho Mischa Zverev, aos 30.
– No total, 14 títulos ficaram com tenistas com menos de 23 anos (Tiafoe, Tsitsipas, Zverev, Coric, Khachanov, Medvedev, Berretini e Kyrgios).
– O mais velho a ganhar título foi Federer, aos 37 e 2 meses. Depois, vieram Simon e Isner, aos 33.

Ranking
– Apenas oito finais em toda a temporada reuniram jogadores do top 10, sendo três de Grand Slam: Austrália com Federer e Cilic, Paris com Nadal e Thiem e US Open com Djokovic e Del Potro. Outras três acontecem em Masters (Indian Wells, Madri e Cincinnati).
– Por outro lado, 18 vencedores figuravam fora do top 50, com destaque para Pablo Andujar (355 em Marrakech), Yoshihito Nishioka (171º e saído do quali em Shenzhen) e Mirza Basic (outro quali e 129º em Sofia).
– Entre os que terminaram no top 50, De Minaur deu o maior salto: 175 posições, saindo de 208 e parando no 33º posto. Klizan subiu 100 e Cecchinato, 90 (110 para 20).
– Na faixa dos top 100, o francês Ugo Humbert subiu 276 (terminou 98º).

Qualis
– Três tenistas ‘furaram’ oito qualis no total: Ivashka, Kudla e Klizan (que ganhou Kitzbuhel).
– Medvedev foi ainda mais longe e ganhou dois ATPs saindo do quali (Sydney e Tóquio).
– Carballes, Basic, Basilashvili, Tomic e Nishioka também foram campeões saindo do quali.
– Cecchinato ganhou Budapeste saindo de lucky-loser.

Grandes marcas
– Federer conquista Austrália pelo segundo ano seguido e atinge o 20º Slam da carreira.
– Ao ganhar Roterdã, Federer se tornou o tenista de mais idade a liderar o ranking, aos 36 anos e 6 meses.
– Nadal somou 11 troféus em Monte Carlo, Barcelona e Roland Garros, marcas únicas na história.
– Durante Paris, Rafa somou a vitória de número 900 da carreira.
– Em Queen’s, Djokovic comemorou o 800º triunfo da carreira.
– MIke Bryan se tornou o mais velho a liderar o ranking de duplas com o título de Wimbledon, aos 40 anos e 78 dias.
– Depois de cinco tentativas frustradas, Djokovic enfim ganha Cincinnati e se torna único a erguer troféus em todos os Masters do atual calendário.
– Feli López ganhou a condição de tenista com mais Slam consecutivos disputados na Era Aberta, com 67.
– MIke Bryan chega ao 18º Slam de duplas no US Open.
– Isner se tornou quarto tenista desde 1991 a atingir a marca de 10 mil aces, repetindo Karlovic, Federer e Ivanisevic.

Façanhas
– Sete campeões não perderam sets na semana. Curiosamnte, cinco foram no saibro e dois couberam a Nadal (Monte Carlo e Barcelona). Destaque para Medvedev, que venceu seus 12 sets em Winston-Salem.
– Oito tenistas ganharam títulos após salvar match points. Tomic evitou cinco no total (sendo quatro na final) em Chengdu e Delpo salvou três na decisão contra Federer em Indian Wells.
– Djokovic teve maior sequência de vitórias, com 22.
– Federer fez as duas finais mais longas da temporada tanto em tempo como em games (Austrália e Indian Wells), mas também a mais curta em tempo (Roterdã).
– Djokovic (em Xangai) e Zverev (em Madri) ganharam títulos sem perder serviço (alemão só encarou um break-point).
– Federer foi também que mais disputou finais (7), seguido por Djokovic e Delpo (6).
– Djokovic derrotou 11 adversários top 10. Liderou também vitórias em Slam (21, com Nadal) e em Masters (24, com Zverev).
– Anderson foi quem mais venceu sets decisivos: 21 em 28, mas Zverev liderou no quinto set (5 em 7).
– Isner (1.213) e Anderson (1.082) superaram a casa dos mil aces em 2018. Média de Isner foi de 22,5 por jogo.
– Quatro top 50 terminaram com 90% ou mais de serviços vencidos: Isner, Raonic, Federer e Kyrgios.
– Nadal e Johnson salvaram 70% dos break-points e o espanhol atingiu 37% de serviços de devolução vencidos.

Temporada 2019 começa em 20 dias
Por José Nilton Dalcim
7 de dezembro de 2018 às 10:49

Para quem já está com saudades do tênis em alto nível, boas notícias: os melhores tenistas do mundo voltam à quadra dentro de 20 dias, todo mundo em busca da melhor adaptação possível entre a pré-temporada exigente na parte física e uma campanha de destaque no Australian Open.

Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer têm pressa. Competirão em exibições a partir do dia 27, em ótimas companhias como Alexander Zverev e Kevin Anderson.

A partir ja do dia 31, plena virada de ano, começam três ATP 250 também forrados de tenistas de ponta, entre eles Djokovic, Nadal, Anderson, Cilic, Thiem e Nishikori.

O ritmo só cai às vésperas de Melbourne, mas a tradicional exibição de Kooyong promete mostrar como estará Juan Martin del Potro. Entre os top 20 do ranking, o único que não tem qualquer calendário até o Australian Open é o croata Borna Coric.

Estes são os principais inscritos de cada exibição e ATP antes da primeiro Grand Slam de 2019:

Exibições – A partir de 27 e 28 de dezembro
Mubadala – Djokovic, Nadal, Anderson, Thiem
Copa Hopman – Federer, Zverev, Tsitsipas, Pouille

Primeira semana – Larga 31 de dezembro
Doha – Djokovic, Thiem, Khachanov, Cecchinato, Basilashvili, Goffin, Bautista, Gasquet
Brisbane – Nadal, Nishikori, Edmund, Medvedev, Raonic, Dimitrov, De Minaur, Kyrgios
Pune – Anderson, Cilic, Chung, Simon, Jaziri, Paire, Carballés, Munar

Segunda semana – A partir de 7 de janeiro
Auckland – Isner, Fognini, Cecchinato, Carreño, Bautista, Chung, Shapovalov, Monfils
Sydney – Edmund, Tsitsipas, Medvedev, Schwartzman, Simon, De Minaur, Pouille, Fucsovics
Exibição em Kooyong – Del Potro, ANderson, CIlic, Gasquet

Retrospectiva: difíceis decisões
Por José Nilton Dalcim
3 de dezembro de 2018 às 09:50

Como faz desde o ano 2000, TenisBrasil inicia hoje sua enquete sobre os Melhores do Ano, abrindo espaço para que os internautas votem sobre os mais variados assuntos que fizeram a temporada 2018.

Desta vez, inovamos. Ao invés da pesquisa integral com diversos tópicos, TenisBrasil publicará diariamente duas enquetes e permitirá votos tanto num formulário super interativo em seu site como também no Instagram e no Facebook. Uma forma mais dinâmica de coletar votos.

Quem perder uma ou outra pergunta basta ir ao arquivo geral e recuperar a pergunta. Ao final desta semana, após as 10 questões, tabularemos os resultados, como de hábito.

As primeiras enquetes a ir para o ar nesta segunda-feira já são muito interessantes e me parecem de difícil decisão. Qual teria sido o maior feito de 2018? Começamos com Roger Federer e seu 20º troféu de Grand Slam, uma marca em si só espetacular mas ainda por cima obtida aos 36 anos. Cinco meses depois, Rafa Nadal não apenas somou o 11º título em Monte Carlo mas especialmente o 11º em Roland Garros, simplesmente incrível.

Novak Djokovic concorre duas vezes e em ambas com façanhas históricas: a vitória em Cincinnati que o tornou o único a conquistar todos os Masters do calendário atual e mais tarde atingiu o número 1 num salto de 21 postos em apenas cinco meses. O feminino por sua vez teve Serena Williams com duas finais de Slam já como mãe e o inesperado sucesso de Naomi Osaka no US Open, em cima da própria Serena. Em que votar?

Claro que todos os feitos têm grande validade e reforçam como 2018 foi um ano especial para o tênis. Fico dividido entre o 20º Slam de Federer e o Masters Golden de Djokovic.

Não menos complicado é optar pela maior surpresa da temporada. As meninas entraram com a campanha notável e o primeiro Slam de Carol Wozniacki na Austrália, o também inédito troféu de Simona Halep depois de tantas derrotas em Roland Garros mas especialmente com a conquista do US Open por Osaka, que é meu voto predileto.

Claro que Alexander Zverev faturar o Finals em cima de Federer e Djokovic foi totalmente inesperado, assim como as vitórias de Marco Cecchinato e de Karen Khachanov em cima do próprio sérvio. Vale reflexão.

Os Melhores seguirão na terça-feira com enquetes sobre as decepções da temporada, na quarta-feira vai abordar a maior polêmica e a revelação, ficando para a quinta os tenistas de maior evolução técnica. Na sexta-feira, as perguntas serão sobre as ‘zebras’ e o tênis brasileiro e por fim, no sábado, votam-se os melhores jogos do ano.

Na outra semana, a bateria de perguntas será em cima das projeções para 2019, também muito abertas a debate.

Desafio Federer
Conforme prometido, vou premiar o internauta que mais se aproximou da tentativa de Federer de chegar ao 100º troféu em 2018. Como ele não conseguiu, optei por quem mais se aproximou e o prêmio então vai para Marco Antonio Alves de Lima. Ele acertou o 98º em Stuttgart e ficou muito perto de cravar o 99º em Halle (o suíço perdeu para Borna Coric) e também do 100º  Cincinnati (derrota para Djokovic).

O prêmio oferecido pela Wilson é a tubo com quatro bolas Roger Federer, um grande sucesso de vendas no mundo todo. Parabéns!