Para Tiafoe, Musetti deveria ser desclassificado por acertar juíza de linha

Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Paris (França) – A partida entre Lorenzo Musetti e Frances Tiafoe pelas quartas de final de Roland Garros foi marcada por um incidente no segundo set nesta terça-feira. Musetti, ao demonstrar frustração, chutou uma bola em direção ao fundo de quadra e atingiu acidentalmente uma das juízas de linha. O italiano foi advertido pelo árbitro de cadeira, mas autorizado a continuar no jogo e acabou vencendo a partida por 6/2, 4/6, 7/5 e 6/2. Após o duelo, Tiafoe não escondeu a insatisfação com a decisão da arbitragem e disse que o adversário deveria ter sido desclassificado.

“Ele fez aquilo e nada aconteceu. Acho isso cômico, mas é o que é. Nada aconteceu, então não tem muito o que dizer. Obviamente, não é consistente. Então, é o que é”, disse Tiafoe durante a coletiva de imprensa, reclamando da subjetividade na aplicação da regra, já que outros jogadores foram desclassificados em situações parecidas. Um caso famoso foi de Novak Djokovic no US Open de 2020. Já em Roland Garros, a duplista japonesa Miyu Kato passou por situação parecida em 2023 e também foi retirada da quadra.

Apesar da polêmica, o norte-americano não atribuiu a derrota ao episódio e demonstrou estar satisfeito com sua campanha em Paris. Esta foi sua melhor participação em Roland Garros e ele sai motivado para os próximos desafios da temporada. “Agora que consegui chegar às quartas, provavelmente isso vai mudar a forma como encaro o torneio no ano que vem e a temporada de saibro como um todo. Com certeza, voltarei aqui pronto para jogar no próximo ano. Estou muito feliz com isso”.

“Já tive algumas boas campanhas e isso é legal, mas sinto que agora eu realmente posso chegar ao fim desses grandes torneios. Ainda não consegui. E é isso que vai continuar me motivando e me empolgando para fazer mais”, explica o jogador de 27 anos e atual 16º do ranking.

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Do outro lado, Musetti defendeu a decisão da arbitragem, afirmando que não houve intenção no gesto. “Foi uma coincidência realmente muito infeliz”, disse o italiano na entrevista pós-jogo. “Fiquei um pouco assustado, para ser honesto, porque realmente não queria machucar ninguém. Imediatamente fui até a juíza de linha e, claro, pedi desculpas a ela e a todos. Foi correto receber uma advertência, mas acho que o árbitro percebeu que não houve intenção. E provavelmente foi por isso que me deixou continuar a partida”.

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PAULO
PAULO
1 ano atrás

Fala pro Frances Tiafoe chorar na cama, chorar de perdedor inconformado, o que ele precisa fazer é jogar mais tênis.

Adriano Veiga
Adriano Veiga
1 ano atrás

Depois que o Sinner e a Iga se entupiram de substâncias e nada aconteceu, virou bagunça total…!! Ninguém vê mais nada nem pune mais nada…
Claramente a mesmíssima coisa que aconteceu com o Djokovic e agora nada aconteceu…
A justiça do homem é como trapo de pano imundo…

Arthur
Arthur
1 ano atrás

Por isso que tem que ter marcação eletrônica, pra parar essas frescuras

William
William
1 ano atrás

Tem realmente 02 pesos e duas medidas nesse negócio né.. Djoko levou uma desclassificação fácil e se fosse ele de novo, acho que era desclassificado. Mas…..

Oscar
Oscar
1 ano atrás

Um chute na bola é totalmente diferente de uma raquetada, que coloca em risco a pessoa atingida.
Correta a interpretação da arbitragem.

Rafa
Rafa
1 ano atrás

Só sei de uma coisa: o correto é “um peso, duas medidas” e não “dois pesos e duas medidas” Hahahahahha

Mário Mendonça
Mário Mendonça
1 ano atrás

Regra interpretativa e é aplicada de acordo com a conveniência!

Luiz Otavio
Luiz Otavio
1 ano atrás
Responder para  Mário Mendonça

A regra passou a ser interpretativa, justamente porque uma bolada com velocidade (forte) e bem diferente do que algo como aconteceu ontem.

Luis
Luis
1 ano atrás

Com esse controle de bola no pé o Ancelotti já pode convocar o Musetti

Fernando
Fernando
1 ano atrás

Vendo o lance, e tendo como base a regra atual, observo que: não pode haver aplicação de regra passada ao caso; o ato foi bem similar ao de jogar uma bola para o fundo, não ficando nenhuma dúvida da não intenção de ato de indisciplina, muito menos de agredir; a pessoa atingida não se machucou; finalmente, “o erro não faz escola” e, guardadas as diferenças, uma punição injusta não deve fundamentar outra punição injusta; houve a pumição ao nível de imprudência verificado, ou seja, advertência que certamente pesaria em outra ocorrência.

ITA
ITA
1 ano atrás
Responder para  Fernando

Advogado detectado! Rsrsrs

Realista
Realista
1 ano atrás

O Tiafoe deveria se preocupar com o jogo dentro de quadra e não com “tapetão”.
Seria ridículo uma desclassificação com esse lance.
Em todo caso, deveriam rever essas desclassificações pois quem perde é o público que pagou para ver o jogo tanto nas arquibancadas ou em casa com streaming.

José Afonso
José Afonso
1 ano atrás
Responder para  Realista

Finalmente concordamos. Muito melhor seria uma multa altíssima. Assim teria a contento o efeito preventivo e repressivo, sem prejudicar o público.

Luís
Luís
1 ano atrás
Responder para  José Afonso

Mexer no bolso é bom educa o ser

José Afonso
José Afonso
1 ano atrás
Responder para  Luís

Exato

José Afonso
José Afonso
1 ano atrás

Chororô… depois ainda chama os outros de “clowns”.

PRGF
PRGF
1 ano atrás

Claro que o Musetti não seria desclassificado…
Afinal de contas ele nasceu no país que é atualmente “dono do tênis”…
Está muito claro que as regras para os italianos são aplicadas de formas bem mais brandas do que para os tenistas de outras nacionalidades…

Se for italiano pode até usar uns anabolilizantes entre um jogo e outro para dar aquela forcinha…

Luís
Luís
1 ano atrás
Responder para  PRGF

Pode crê

SANDRO
SANDRO
1 ano atrás

Claro que Musetti não deve ser punido, porque depois que Zizou Bergs não foi punido pelo que fez, ninguém mais deveria ser punido por coisas menores e menos graves que a do Zizou…
Não dá para entender qual é a lógica do mundo do tênis… A WADA reconheceu que Sinner não teve culpa na contaminação e que a quantidade de Clostebol encontrada não proporciona ganho de desempenho e mesmo assim Sinner é injustamente punido com 3 meses de suspensão… A japonesa Miyu Kato e Djokovic desclassificados de Grand Slam por boladas involuntárias… Agora, Zizou Bergs pular pra cima do Garin, dar uma ombrada no olho dele puxar-lhe a camisa e lhe derrubar no chão não merece uma desclassificação??? Agressão pode??? Nocautear o adversário pode???
A tecnologia já está tirando o emprego de vários juízes de linha, se ficarem de muito “mi mi mi” , até Roland Garros que não adota a tecnologia, vai aposentar os juízes de linha também…
Então, imaginem só times de Futebol serem desclassificados porque gandulas ou bandeirinhas levaram boladas involuntárias… Oh Céus!!! Parem o mundo que eu quero descer…

Nadal da rocinha
Nadal da rocinha
1 ano atrás

O que faltou para o Musseti ser desclassificado, foi uma atriz fingindo que está morrendo de falta de ar, cambaleando e sendo amparada por diversas pessoas. Que cena aquela kkk.

Minha opinião, em nenhum dos casos deveriam ser desclassificados, apenas advertidos.
Quando realmente fazer um dano, cabe a desclassificação.

Luciano
Luciano
1 ano atrás

A diferença entre esse caso e o do Djokovic é a intensidade com a qual a bola foi arremessada. A do Djokovic teve mais impacto do que essa, porque a dele foi arremessada com a raquete, pegou na garganta da juíza, ela caiu clamando dores e a cena ficou pesada. Mas, pau que bate em Chico bate em Francisco. Se analisar objetivamente, o italiano deveria ter sido desclassificado também. P.S.: o Djokovic também jamais teve a intenção de acertar a juíza, tal qual o Italiano..

Sergio
Sergio
1 ano atrás
Responder para  Luciano

Exatamente Luciano. Intenção ninguém teve. Mas a falta aconteceu e a punição deve ser igual.

Cassio
Cassio
1 ano atrás
Responder para  Luciano

a regra diz: “Se machucar”, não diz “se acertar”, “tocar em alguem”…

Joselito
Joselito
1 ano atrás

Alcaraz chutou uma bolinha com mais força no jogo de segunda ou terceira rodada. Sorte a dele não ter pegado em ninguém.

Juicinner
Juicinner
1 ano atrás

A diferença desse para a do Djokovic é que a mulher que o Servio acertou fez um escândalo, rolou pelo chão, tossiu, gritou. Essa nem esboçou reação, pode ser isso.

Jonas
Jonas
1 ano atrás
Responder para  Juicinner

O Djoko, que eu me lembre, foi desclassificado devido a uma regra, que depois disso foi modificada.

Realmente, na época foi um escândalo porque o Djoko estava de costas. Ele bate a bola de costas meio irritado, bate para o chão, a bola quica e acerta a mulher, que dá um show.

Aurelio
Aurelio
1 ano atrás
Responder para  Juicinner

Exatamente isso.

No caso da Kato, num ato comum de retornar a bola, a boleira era uma garota que estava distraída (ela era a errada no caso) e acabou levando uma bolada no olho. Chorou copiosamente (deve ter doído) e depois chorou mais ainda ao se ver no centro das atenções e responsável pela possível eliminação da Kato.

O diferencial número 1 nesses casos é sempre se o lance causou algum tipo de dano a pessoa envolvida. Existem outros exemplos recentes onde ninguém se machucou e o jogador foi apenas advertido, mesmo sendo 100% culpado (e até exemplos onde sequer houve advertência).

O lance do Djokovic não cabe a comparação com esse – exatamente porque possui diferenças significativas com este do Musetti. Só não vê quem não quer… (ou é muito fã desse ou daquele jogador).

Pablo
Pablo
1 ano atrás
Responder para  Juicinner

exatamente isso

Sergio
Sergio
1 ano atrás
Responder para  Juicinner

Mas não importa. Cabe à arbitragem do jogo punir rigorosamente todos os imprudentes de maneira igual.

SANDRO
SANDRO
1 ano atrás
Responder para  Juicinner

Ele até deveria ser contratada para trabalhar em “Novela Mexicana”, tamanho o “teatro dramático” totalmente desnecessário que ela fez para aparecer e ter seus 5 minutos de fama…

Luís
Luís
1 ano atrás
Responder para  Juicinner

Perfeito

Diego
Diego
1 ano atrás

É,já vimos desclassificações em que a bola atinge alguém sem querer mesmo,esse lance foi assim tb,não machucou,mas ele foi bastante imprudente mesmo

Paulo Almeida
Paulo Almeida
1 ano atrás

Musetti deu uma bicuda de frente pra juíza de linha, enquanto o GOAT dos esportes nem viu pra onde mandou a bolinha em 2020. Caso pesado de dois pesos e duas medidas!

Miguel
Miguel
1 ano atrás

Tiafoe tem razão. Deveria ter sido excluído. É óbvio que houve intenção. Não houve intenção de acertar a juíza, mas houve intenção de chutar a bola, algo que não deve ser feito.

Sergio
Sergio
1 ano atrás
Responder para  Miguel

É esse o ponto Miguel. Concordo plenamente.

Evandro
Evandro
1 ano atrás
Responder para  Miguel

Intenção de chutar a bolinha não é suficiente. Precisa ter a imprudência junto, ou seja, ato impensado e movido pelo descontrole, que tenha possibilidade de causar algum dano físico, psíquico, moral em outrem. Aliás, o Alcaraz e a Bia, entre muitos tenistas, gostam de acertar chutes na bola durante o jogo, mas sem esse elemento da imprudência. Veja que pode até ter descontrole emocional claro e evidente, como raquetar a bolinha com violência para o alto, ao perder a partida. Mas, não havendo possibilidade de causar dano, ok.

Leonardo
Leonardo
1 ano atrás
Responder para  Evandro

Exatamente, o dano conta. No caso do Djokovic para azar dele, pegou na garganta e a boleira desabou. No caso da dupla japonesa, que o impacto foi leve, ainda assim, a boleira começou a chorar. E foi esse fator dano, demostrado pela reação do impactado é que gerou essas desclassificações. Se essa boleira do Musetti tivesse feito um teatro e se vitimasse, provavelmente ele seria desclassificado também.

Luís
Luís
1 ano atrás
Responder para  Miguel

Vc é o mais sábio
Parabéns pela avaliação

Davi Silva
Davi Silva
1 ano atrás
Responder para  Miguel

Sim mano, de essa juíza fosse Neymara ele estava lascado, mas a juíza era honesta e não desabou no chão.

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