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Sinner: “Roterdã acreditou em mim quando eu tinha 18 anos”

Foto: Alyssa Lynch/ABN AMRO Open

Roterdã (Holanda) – O título ATP 500 de Roterdã foi especial para Jannik Sinner, que fez questão de relembrar a oportunidade oferecida pelos organizadores do torneio ainda no início de sua carreira. Na edição de 2020, o italiano era apenas o 79° do ranking e estava com 18 anos quando recebeu convite para a chave principal e chegou as quartas. E agora no melhor momento da carreira, três semanas depois de vencer o Australian Open, ele agradeceu o incentivo que teve há quatro anos.

“É um lugar especial, como já disse muitas vezes. O torneio acreditou em mim há alguns anos”, disse Sinner que chegou ao 12º título de sua carreira profissional. Ele será o novo número 3 do mundo a partir de segunda-feira. “Eu e minha equipe fizemos um trabalho muito bom há algumas semanas e agora fizemos o mesmo aqui”.

Sinner superou o australiano Alex de Minaur por 7/5 e 6/4 na final deste domingo e só perdeu um set no torneio, para Gael Monfils nas oitavas. O cabeça 1 estreou vencendo o holandês Botic van de Zandschulp na estreia e também venceu o canadense Milos Raonic nas quartas e o também anfitrião Tallon Griekspoor na semi.

“Estou muito orgulhoso do nível que joguei durante toda esta semana. Passamos por situações difíceis, mas lidamos com isso da maneira certa. Tentamos sempre melhorar, o que é o mais importante”, explica o jogador de 22 anos. “Já esperava um jogo difícil. O De Minaur está melhorar semana após semana e hoje ele mostrou isso. Permaneci muito calmo mentalmente e encontrei as falhas em seu jogo. Consegui pressioná-lo nos momentos certos e estou muito feliz com o resultado”.

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Ainda invicto no ano, com 12 vitórias em 2014, Sinner terá a oportunidade de visitar a família, antes de se preparar para a sequência da temporada. “Eu disse nos últimos dias que mal podia esperar para voltar para casa e ver os meus pais. Depois de Melbourne, ainda não consegui vê-los. Partirei esta noite e ficarei lá por alguns dias antes de retornar a Monte Carlo para retomar os treinos para Indian Wells. Ficarei pouco tempo no local onde nasci e irei visitar os meus avós que são idosos.”

O tenista também respondeu à pergunta de um pequeno fã sobre o que era preciso para se tornar um campeão: “É preciso fazer muitos sacrifícios, mas também é preciso tornar o caminho divertido. Tenho pessoas legais ao meu redor com quem viajo muito e você tem que tornar o ambiente mais leve. Sempre digo que encontrei as pessoas certas nas horas certas. Também é preciso passar muitas horas na academia, muitas horas na quadra de treino e aceitar os momentos difíceis, porque eles nos fortalecem”.

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