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Iga: “Seria mais difícil se Aga não tivesse aberto caminho”

Foto: Jimmie48/WTA

Varsóvia (Polônia) – Atual número 1 do mundo e dona de quatro títulos de Grand Slam, a polonesa Iga Swiatek falou, em entrevista ao Rz, sobre a importância que teve a compatriota Agnieszka Radwanska em sua trajetória, abrindo caminho para que ela enfrentasse menos obstáculos. Porém, mesmo assim a líder do ranking contou que não foi nada fácil alcançar o patamar de estrela do tênis mundial.

“Às vezes sentia que, apesar dos resultados semelhantes aos dos meus colegas de outros países, a comunidade não acreditava plenamente no meu sucesso como profissional. Os russos venceram mais, e os americanos tiveram Serena Williams, que promoveu o tênis em todo o mundo”, afirmou a tricampeã de Roland Garros e uma vez campeã no US Open.

“Pareceu-me que as tenistas desses países tinham mais fé no sucesso e que o ambiente que as rodeava as tratava de forma diferente. Seria definitivamente mais difícil para mim se não fosse Agnieszka Radwanska, que abriu o caminho”, destacou a polonesa de 22 anos.

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Embora reconheça adversidades maiores para atingir seu patamar atual, Swiatek não acredita que seu futuro seria muito diferente se tivesse nascido em uma potência do tênis. “O caminho que segui poderia ter sido mais tranquilo, afinal a maior parte da minha carreira foi apoiada pelo meu pai, que muitas vezes tateava no escuro”, falou a número 1 do mundo.

“Na Polônia não temos um sistema de apoio para os pais que querem dar aos seus filhos uma oportunidade em um esporte caro como o tênis. Houve muitos momentos em que não tínhamos certeza se conseguiríamos continuar. Não creio que haja muitos outros países com um sistema mais fácil encontrar um patrocinador e não posso reclamar porque consegui, mas vejo atletas desperdiçando seu potencial por causa disso”, disse a tenista, que treina com Tomasz Wiktorowski, ex-técnico de Radwanska

Swiatek também falou que somente em 2021 vislumbrou a possibilidade de almejar a liderança da WTA. “Estava na segunda metade do top 10. Senti que embora ainda tivesse muito a melhorar e não tivesse atingido nem um quarto do meu desenvolvimento no tênis, já estava muito bem e que poderia mirar mais alto”, comentou a polonesa, que terminou a temporada de 2021 apenas no nono lugar do ranking.

“Porém, nunca pensei na perspectiva de ser número 1 do mundo. Era muito abstrato, eu apenas trabalhava semana após semana e não pensava em coisas assim até que finalmente chegassem. Depois, tive que aprender a conviver com isso. Minha história sempre pareceu uma curva ascendente, mas nos últimos dois anos decolei como um foguete. Fiz um bom trabalho e provei a mim mesma o quanto posso aguentar e me superar”, finalizou.

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Cristiana
Cristiana
3 meses atrás

Campeã em Wimbledon não, ela venceu o UsOpen (além dos 3 Roland Garros)

José Nilton Dalcim
Admin
3 meses atrás
Responder para  Cristiana

Obrigado pela correção, Cristiana!

Carlos Alberto Ribeiro da Silva
Carlos Alberto Ribeiro da Silva
3 meses atrás

Se a Iga conseguir se manter saudável, acredito que pelo menos mais 10 anos de carreira ela tem pela frente. Jogando mais 10 anos penso que consiga chegar aos 10 títulos de grand slam, e acho que ganhará também o AO e Wimbledon. No AO 2023, acho que perdeu pra Rybakina e em Wimbledon 2023 acho que perdeu nas quartas de final pra Svitolina. A tendência é ela evoluir.

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