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Gauff: “Cometi mais erros do que estou acostumada”

Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Paris (França) – Pelo segundo Grand Slam seguido, Coco Gauff sofre uma eliminação na semifinal. Ela havia perdido para Aryna Sabalenka na Austrália e agora cai diante de Iga Swiatek em Roland Garros. Aos 20 anos e atual campeã do US Open, a norte-americana sente que seu jogo ainda não está plenamente desenvolvido e sabe que ainda tem muito a melhorar para seguir competitiva. Ela também lamentou a quantidade de erros não-forçados, 39, em uma partida de dois sets.

“Cometi mais erros do que estou acostumada. Mas preciso saber que estou me desenvolvendo e mudando a maneira de jogar. Quando comecei no circuito, eu era muito mais fraca que todo mundo e mais jovem. Tinha que jogar de uma certa maneira para vencer. Agora, se eu quiser avançar para o próximo nível, há uma maneira diferente de jogar”, disse Gauff após a derrota por 6/2 e 6/4 em 1h37 de jogo.

A semifinal desta quinta-feira em Paris marcou o 12º encontro entre Swiatek e Gauff no circuito, com 11 vitórias da polonesa em sets diretos. A única vez que a norte-americana venceu foi na semifinal de Cincinnati do ano passado, numa longa partida com 2h50 de duração. Gauff, que assumirá a vice-liderança do ranking na próxima semana, foi perguntada sobre o que pode ser feito para equilibrar mais ações nos confrontos contra a número 1 do mundo. “Não posso chegar aqui e dizer que é algo que não vou querer mudar. Tenho que ser positiva e acreditar em mim mesma. Estava muito confiante para a partida de hoje e sei que há coisas que posso melhorar, para tornar este placar mais próximo”.

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“Por exemplo, a porcentagem de primeiros serviços em quadra foi bem baixa. Sei que o do nosso último jogo em Roma [há três semanas] até hoje, melhorei muito o meu saque. Mesmo que ainda não esteja onde eu quero, mas reduzi de 15 duplas faltas para apenas três ou quatro hoje. É uma evolução”, avaliou a norte-americana, citando o duelo mais recente. “Não sinto que meu jogo esteja totalmente desenvolvido ainda. Quando eu atingir meu pico, talvez possa responder melhor à pergunta, mas definitivamente acho que ainda não cheguei lá”.

“É o único esporte sem um árbitro de vídeo”, afirmou Gauff

Falando sobre o aspecto mental da partida, a atual número 3 do mundo falou sobre a discussão que teve como a árbitra de cadeira no começo do segundo set. Uma bola de Swiatek foi equivocadamente marcada como fora por um juiz de linha e corrigida como bola boa. A polonesa ganhou o ponto, mas a norte-americana argumentou que estava executando o movimento durante a chamada errada e que foi atrapalhada. Ela pediu para que o ponto fosse repetido e gostaria que o tênis tivesse uma arbitragem de vídeo para esse tipo de situação.

“Foi um momento muito difícil para mim. Obviamente, eu estava perdendo a partida. E quando você joga contra ela, cada ponto importa. Na verdade, contra qualquer uma, mas especialmente contra ela. Normalmente não fico muito frustrada com decisões como essa, mas acho que foi apenas uma combinação de tudo que está acontecendo no momento”, relatou a tenista, que chegou a chorar em quadra depois da discussão. “Mas eu me superei e até consegui quebrar o saque dela naquele game”.

“Acho que o tênis é o único esporte onde não só não temos árbitros de vídeo. E muitas vezes as decisões são tomadas por apenas uma pessoa. Em outros esportes, geralmente há vários árbitros na tomada de decisão. Sei que o US Open trouxe um pouco disso no ano passado e que já usamos isso em nossas duplas. É quase ridículo não termos isso no circuito. E não falando só porque aconteceu comigo, mas porque todo esporte tem isso. Há muitas situações em que o jogador assiste o lance depois da partida e vê que estava certo. Além disso, você pode até chamar o supervisor, mas não há muito que ele possa fazer. Acho que temos que evoluir e temos a tecnologia. Eles estão exibindo na TV, então não entendo por que o jogador não possa ver”.

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Rockton
Rockton
5 dias atrás

Tomou foi um vareio da Iga para deixar de ser marrenta e cheia de mi-mi-mi

Luis Ricardo
Luis Ricardo
5 dias atrás

lamentavel a declaração desta moça , quando disse (antes do jogo contra Iga ) …” eu não sou a Vondrussova , nem a Potapova mostrando desprezo , absoluta falta de educação , e de respeito pelas colegas . Não tem como torcer por uma pessoa que mostra esse baixo nivel .

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