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Fascínios de MC tornam saibro a fase mais charmosa do tênis

Foto: ATP Tour

Um dos pontos mais fascinantes do circuito mundial de tênis é, sem dúvida, a etapa do Masters 1000 de Monte Carlo. Como na Fórmula 1, o local do torneio é tímido. Mas quem não gostaria de estar, pelo menos uma vez, nas corridas de carros ou no Monte Carlo Country Club? Há um ambiente agradável, sofisticado, com a presença da realeza e, ao mesmo tempo, acessível e divertido.

Uma curiosidade é que o MCCC não fica exatamente em Mônaco. Na verdade está em território francês, em Cap-Martin, pertencente aos Alpes Maritimes Provence-Alpes da Côte d’Azur. Pelo fato de o Principado ser muito pequeno e ter hotéis caríssimos, a melhor opção é ficar na França, em Beausoleil. A uma distância de 10 a 15 minutos a pé – depende do ritmo – uma boa opção é o apart hotel Adagio Monte-Cristo. É um quarto-sala-cozinha bem localizado. E como estamos falando em economia num dos recantos mais luxuosos do mundo, informo: o transporte coletivo é gratuito e dá para chegar bem próximo ao torneio de ônibus urbano. Coisas simples, não é mesmo?

Como entrei nessa de dar dicas do bom e barato, não se pode deixar de ir ao restaurante La Saliere. Fica no Port Fontville, com vista ao Palácio dos Grimaldis, numa região predominantemente italiana. Como provavelmente terá apenas pessoas locais ao seu redor, vale muito pela qualidade e preço. O antepasto é imperdível e varia de 16 a 26 euros. O mais caro é o de Mer, e o Terre custa 22. Nunca dispensei a salada Caesar di Gamberi, que não era cara, mas não lembro quanto. Para satisfazer os grandes apetites a sugestão é o risotto alla zucca e gorgonzola. Os pratos costumam variar de 20 a 40 euros, mas confesso que certa vez fiquei extasiado e satisfeito apenas com o antepasto e o bom vinho local.

Para os jogadores também há alguns atrativos bem interessantes, que fogem da rotina dos tenistas e, por isso, são bem-vindos. Como as vagas de estacionamento são remotas (lembro que no primeiro ano em que estive lá, ao avisar que não iria precisar de parking, recebi um belo sorriso da atendente e uma letra na credencial em que poderia requerer um carro para voltar ao hotel), aos atletas são oferecidos um “motorino”. Uma farra para andar pela região e ter agilidade entre o evento e o hotel.

E como sempre acontece em todos os torneios, mas este com uma presença especial, o Principe Albert convida a todos para o Players Party, que costuma ser na quinta-feira, num espaço onde são realizadas as maiores festas do Principado. O encontro é bem democrático. Além dos jogadores, há uma mesa para a mídia internacional e outras às diversas personalidades, o que torna o ambiente deslumbrante. Entre alguns discursos, às vezes os jogadores dão show no palco. Muito legal, né?

São estes detalhes que fazem a temporada europeia de quadras de saibro ser a mais charmosa do planeta. Nas próximas semanas ainda temos Madri, com um complexo de tênis que poderia facilmente abrigar um Slam. Aliás, na Espanha, Rafael Nadal concedeu uma sincera entrevista para a TV. Disse que está feliz na vida pessoal, mas com dificuldades na profissional. Por isso, insiste que o importante é o dia a dia e ver como será o seu futuro.

A temporada ainda passa pelo exuberante Foro Italico de Roma, com uma das quadras mais lindas do mundo, e culmina em Roland Garros. Mas estes eventos merecem novos capítulos.

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Luiz
Luiz
1 mês atrás

Amanhã estarei lá! Ir ao torneio tem sido meu presente de aniversário dos últimos três anos! Como moro e trabalho na Itália bem perto da fronteira com a França fica bem acessível!

Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como TV Globo, SporTV, Grupo Bandeirantes de Comunicações e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 21, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.
Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como TV Globo, SporTV, Grupo Bandeirantes de Comunicações e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 21, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.

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