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Wawrinka critica duramente proposta de circuito premium

Foto: Moselle Open

Lausanne (Suíça) – A proposta apresentada pelos Grand Slam daquilo que seria uma espécie de circuito premium não foi bem vista por alguns jogadores. O primeiro a se pronunciar publicamente sobre o assunto foi o suíço Stan Wawrinka, que em entrevista para o jornal francês L’Équipe criticou duramente a iniciativa e a direção dos quatro principais torneios do calendário.

Segundo ele, é pouco provável que a ideia vá para frente e os Slam terão que seguir em outra direção. “Hoje existem quatro torneios que geram a maior parte do lucro do tênis, mas que apenas redistribuem para um mínimo de pessoas, no sentido de que a maior parte desses valores vai diretamente para as suas federações. Os Grand Slam não têm transparência em suas contas, não trabalham pela visão de futuro do tênis, não têm vontade de trabalhar na gestão de jogadores e dos mais jovens e nada dizem sobre pensões”, disparou o ex-número 3 do mundo.

“Ele não querem se aproximar dos outros e cortar parte do bolo. O que eles querem com suas propostas é adquirir ainda mais poder, fazer desaparecer a ATP e a WTA, manter os Masters 1000 e matar os eventos de nível 500 e 250”, acrescentou o jogador de quase 39 anos de idade.

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Por outro lado, Wawrinka se mostrou positivo quanto ao apoio da Arábia Saudita, que teria feito uma oferta milionária para assumir o controle dos circuitos masculino e feminino. “A Arábia Saudita entrou no tênis através de patrocínios e da organização do torneio NextGen. Sabemos que o tênis é a sua principal prioridade no esporte nos próximos anos.”

“Eles apoiam totalmente os jogadores, querem muito entrar lá. Por enquanto, só há coisas positivas vindo deles, pois provavelmente aprenderam com seus erros com o golfe e querem fazer as coisas certas ingressando no circuito. Seria bom para o tênis, pois isso permitiria que a ATP fosse muito mais sólida na definição das regras do jogo”, defendeu o suíço.

Divulgada nesta semana, a proposta dos Grand Slam incluiria um circuito premium chamado de ‘Premier Tour, que abrangeria os quatro principais torneios do calendário, além de dez eventos da categoria 1000 e os Finals masculino e feminino, oferecendo oito semanas de férias entre uma temporada e outra. No entanto, esse seria um circuito fechado para o top 100, com sistemas de promoção e rebaixamento com as divisões inferiores, que disputariam os eventos 250 e 500. O ranking tradicional deixaria de existir e só passaria a ser considerada a corrida da temporada em vigor.

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SANDRO
SANDRO
3 meses atrás

Concordo totalmente com WAWRINKA!!! O tal circuito PREMIUM é muito excludente… Já a proposta ÁRABE põe mais grana no circuito e é mais vantajosa para todos os tenistas!!!

Fernando Venezian
Fernando Venezian
3 meses atrás

Tava indo bem até elogiar a Arábia Saudita!

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