Time B da Davis merecia a vitória

Matheus Pucinelli (Foto: André Gemmer/CBT)

Sem João Fonseca e a experiência de Thiago Wild e Thiago Monteiro, todos preocupados com o saibro sul-americano e a necessidade de defender pontos ou se recuperar na carreira, o Brasil foi para o piso sintético coberto de Vancouver como mero coadjuvante. Afinal, o Canadá, mesmo sem seus dois principais jogadores, contaria com o sacador Gabriel Diallo, top 40, muito, mas muito à frente no ranking de qualquer dos homens de Jaime Oncins, jogando em sua superfície favorita e com o apoio da gélida mas sempre importante torcida. E eis que o Brasil surpreendeu e esteve muito perto de uma virada e classificação históricas. E por tudo que aconteceu, merecia.

O todo poderoso Diallo não contava com uma das melhores atuações da carreira de Gustavo Heide, compenetrado no saque, firme na devolução, aplicadíssimo na parte tática. Heide não havia feito qualquer jogo desde a derrota no qualificatório do Australian Open e me deixava algumas dúvidas sobre sua condição física e ritmo de jogo. Voltou a mostrar que, quando o primeiro serviço funciona, ele fica um tenista muito perigoso, porém o destaque mesmo foi seu equilíbrio emocional nos dois tiebreaks vencidos na duríssima partida. E isso depois de João Lucas Reis perder o duelo inicial para Liam Draxl, 145º do mundo e mais habituado ao nível challenger, que no entanto tirou o melhor do seu estilo agressivo sobre as condições velozes de Vancouver.

Menos de 24 horas depois, Oncins deu uma cartada perfeita e trocou Reis por Matheus Pucinelli, muito provavelmente por entender que, sem um saque de peso, seria difícil encarar o número 1 canadense. E o paulista de 24 anos, que só havia enfrentado um top 50 em sua ainda jovem carreira, cumpriu o papel. O desempenho do primeiro set foi magnífico, colocando Diallo sob total pressão e na correria. Mesmo perdendo intensidade na série seguinte, Pucinelli se recompôs para um terceiro set disputado palmo a palmo, em que teve uma chance preciosa de break-point antes do tiebreak. Exigiu o máximo do adversário, com games longos, muitas trocas de bola e ótimas transições à rede, onde mostrou sua conhecida mão para executar ótimos voleios. Foi uma pena, porque Pucinelli era o melhor tenista em quadra.

Isso aconteceu depois de a dupla de Rafael Matos e Orlando Luz marcar a virada parcial do placar, o que certamente colocava muita pressão sobre Diallo. Os gaúchos começaram um tanto sem ritmo, enquanto Draxl e o parceiro Cleeve Harper mostravam nível elevado, empurrados pela empolgação contínua e incontida de Draxl, que se tornaria a principal figura do fim de semana em Vancouver. Pouco a pouco, os brasileiros fizeram valer o favoritismo, mas precisaram lutar demais o tempo todo. Destaque para o primeiro saque oportuno de Orlandinho e a ótima movimentação de Matos, que para mim é um dos melhores duplistas do circuito atual. Vale lembrar que Oncins havia escalado Fernando Romboli e Marcelo Melo, mas o rompimento inesperado do dueto provocou a mudança.

Veio então a quinta e decisiva partida, com expectativa que Heide mantivesse o altíssimo padrão da véspera e que Draxl sentisse algum desgaste por ter disputado as duplas pouco antes, em que gastou muita energia. No entanto, me parece que Heide não se recuperou totalmente da batalha física e mental e ainda sentiu o peso da responsabilidade de decidir o confronto. O primeiro saque não fez a diferença necessária e Draxl, que já havia vencido Heide em duelo anterior no circuito, estava a mil. Chegou a sofrer leve torção de tornozelo ainda no quinto game, no momento em que o brasileiro se recuperava da quadra sofrida. Mas Heide não embalou e voltou a sacar com irregularidade. Elevou depois o nível e fez um segundo set bem melhor, mais determinado e eficiente da base, até que veio a quebra dolorosa e Draxl completou a vitória num game de Roger Federer.

O Brasil perdeu a chance de ir para a segunda rodada do quali mundial, onde enfrentaria França ou Eslováquia, com chance de atuar como mandante caso desse a lógica e os franceses vencessem. Agora, terá de esperar até setembro para disputar a repescagem e tentar novamente vaga no quali de 2027, como aconteceu no ano passado contra os gregos.

Ao olhar o lado muito positivo de um final de semana inesperado, Heide e Pucinelli mostraram qualidade muito acima do que vinham fazendo em nível challenger, prova de que podem jogar bem mais. Heide já esteve entre os 150 e tenta recuperar o tempo perdido com a cirurgia nas costas. Pucinelli já passou dois períodos de contusões e pode ir muito além do 190º posto que já ocupou. Tomara que os organizadores do Rio Open tenham acompanhado a Davis e usem a brecha de convite restante com a saída de Gael Monfils para compensar os dois.

E segue o calvário de Bia Haddad

Convidada para disputar o qualificatório do WTA 1000 de Doha – mais um detalhe inexplicável nesta sequência de cabeçadas, já que tinha ranking suficiente para isso -, Beatriz Haddad Maia segue num momento de falta de confiança e pouca produtividade. Ganhou seu primeiro jogo do ano de uma tenista que vinha jogando (sem sucesso) qualis de nível W15 e, quando encarou uma jogadora de maior gabarito, a ex-top 80 Anastasia Zakharova, vieram à tona toda sua dificuldade com o saque e a inconsistência da base.

Neste domingo, ganhou um presente: a quarta desistência da chave principal, agora da romena Sorana Cirstea, campeã no sábado em Cluj-Napoca. Terá como adversária a indonésia Janice Tjen, 47ª do ranking, em confronto inédito. Quem sabe, livre de qualquer compromisso nesta altura do campeonato, ela jogue mais solta, como fez nos primeiros sets das partidas na Austrália. Se avançar, teria pela frente nada menos do que a número 2 do mundo Iga Swiatek, a quem já enfrentou quatro vezes e ganhou uma e que também não anda assim tão regular como bons tempos. Como o destino age de formas estranhas, resta sonhar que o momento de virada pode estar logo à frente.

E mais

– O Chile foi até agora o único dos cinco sul-americanos a avançar no quali da Davis, com vitória sobre a desfalcada Sérvia no saibro de Santiago. Mas terá de encarar a Espanha, talvez com Carlos Alcaraz.
– A Argentina também levou um time B para a Coreia e levou virada no segundo dia, também perdendo as duas simples finais. O Peru foi superado como era previsto pela Alemanha e o Equador tem boa chance de triunfar no saibro de Quito contra a Austrália. Se confirmar, pega a Grã-Bretanha.
– Alemanha x Croácia e EUA x República Tcheca são os melhores duelos da segunda rodada, em setembro. Os vencedores ganham o direito de disputar as quartas de final, em novembro, e viram candidatos ao título.
– João Fonseca volta às quadras na quarta-feira para iniciar a defesa do troféu e dos 250 pontos de Buenos Aires. Estreia diretamente na segunda rodada e pode duelar contra Francisco Diaz, campeão de 2024, que enfrenta o canhoto Alejandro Tabilo.
– O carioca ainda pode ter Tomas Etcheverry e depois Francisco Cerúndolo no caminho, refazendo a campanha do ano passado em que derrotou quatro homens da casa, incluindo Etcheverry na estreia e Cerúndolo na final.

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Jhonny
Jhonny
1 mês atrás

Na realidade sem o joao fonseca e jogando em quadra rápida coberto (e com wild e monteiro ma fase a mais de um ano) a previsão era uma derrota de 4.x.0 ou 4 x.1 (vencendo nas.duplas) e heide surpreendeu vencendo diálo e pucinelli surpreendeu mais ainda vencendo um set e levando no tie-break o 3.set

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás

Eu não acho que o Brasil merecia a Vitória sobre o Canadá na Davis não… No próprio texto está escrito que Heide sentiu o peso da responsabilidade de decidir o confronto… Se seu time tem tenistas que só jogam bem a primeira partida, mas que “sentem o peso da decisão” e jogam mal, esse time não merece se classificar não… Parabéns ao Canadá, que soube decidir o confronto!!!

Daniel Ferreira
Daniel Ferreira
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

A merecida vitória teria sido se Pucinelli tivesse vencido o Dialo. Quase chegou lá.

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás

A Davis está tão desprestigiada que a Argentina enviou seu time “Cê cedilha”, nem foi time B não, várias outras equipes fizeram o mesmo, inclusive Canadá e EUA…

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Gostei do cê cedilha… Mas acho que o maior problema da Davis é o conflito com o calendário apertado da ATP. Os tenistas dão prioridade à defesa de pontos.

Refaelov
Refaelov
1 mês atrás

Clr q, dentro da expectativa inicial que era levar um 4×1 o resultado e, principalmente, o desempenho dos nossos singlistas foi acima das expectativas e merece elogios..

Dito isso, fica até feio um titulo: “Brasil merecia sair com a vitória”. Ora pois, o tênis se decide em quadra, assisti os 5 jogos e sinceramente não vi nenhuma marcação esdrúxula da arbitragem ou comportamento antidesportivo do time canadense que justificasse alguma injustiça na classificação deles..

Apesar do desempenho bem acima do esperado nos dois jogos contra o n°1 e top 40 canadense, o fato é que perdemos o confrotno pq fomos dominados nos 2 jogos de simples contra o n°2 canadense: um jogador que apesar de melhor rankeado q qlqr BR presente no confronto e infinitamente mais habituado ao hard indoor é um atleta que jamais chegou ao top 100 e, assim como os BRs, até aqui é um jogador de challengers.. logo, menos ufanismos/fantasias acerca doq se passou é salutar para se entender as falhas e onde se pode melhorar para melhores resultados futuros.

Saudações!

Ronildo
Ronildo
1 mês atrás

Achei de bom tamanho a participação do Brasil e o resultado foi justo em minha opinião. Se o Canadá fosse desclassificado acredito que o jovem Diallo seria muito penalizado psicologicamente.

Para alguns do blog creio que isto possa ter servido de “ensinamento” sobre “força mental”: Diallo jogando como franco favorito contra dois tenistas de ranking acima de 250, o “super jogo” de Heide contra Diallo, o sufoco que Pucinelli deu em Diallo e depois o muchamento de Heide quando tinha um teórico favoritismo devido ao rendimento no jogo do dia anterior contra um top 40.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Ronildo

“Diallo jogando como franco favorito contra dois tenistas de ranking acima de 250”
Abaixo meu caro, abaixo.

Paulo Estarola
Paulo Estarola
1 mês atrás

O circuito anda a cada dia mais concorrido. Se antigamente alguns tenistas começavam o ano de forma.lenta, neste ano o AusOpen nem esfriou e já temos os mesmos vaforitos de sempre no TOP20 da corrida.

Obviamente que isso vai pesar para alguns já a partir do meio do ano, com contusões e afastamentos precoces do circuito.

A se ver…

Enquanto isso João começa o ano verdadeiramente em Buenos Aires. Agora vamos poder ver a estensão dos seus problemas físicos e o buraco criado pela perda de parte da pre-temporada no perigosíssimo ATP de Buenos Aires onde só vai pegar “pedreira” pela frente e depois.. “se” ainda tiver condições físicas, jogará no quintal de casa.

Última edição 1 mês atrás by Paulo Estarola
Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Paulo Estarola

Perigosíssimo ATP de Buenos Aires…
Minha nossa!
E Doha, Roterdã, Marseille são o que?

Paulo É Estarola
Paulo É Estarola
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Só tem fera, caro colega. Nosotros (sulamericanos, especialmente argentinos e chilenos) passam o ano afiando o facão para a gira sulamericana.

Nos outros torneios, também, obviamente.

Apenss pensei que não precisaria explicar tudo em detalhes e que meus colegas – pelo menos os dotados intelectualmente – entenderiam.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Paulo É Estarola

Fera? Sei.
Os citados passam ano afiando facão, por vários motivos: menos desgaste com viagens, torcida de casa, nível técnico similar (exceto dos brasileiros) e o principal, o maior ganha-pão do ano.
O Rio já trouxe vários tops ao longo de sua história: Nadal, Tsonga, Alcaraz, Gasquet, todos a preço de muito ouro, mesmo que alguns só quisessem mesmo era curtir as praias e caipirinhas cariocas.

Ernani chaves
Ernani chaves
1 mês atrás

Espero que Heide e Pucinelli possam levar esse brilhante desempenho para o resto da temporada!!!

Fernando
Fernando
1 mês atrás

Jogou como nunca perdeu como sempre com essa equipe lugar do Brasil é na terceira divisão da copa Davis.

Roberto Rocha
Roberto Rocha
1 mês atrás

Infelizmente não temos nem time A…

Paulo É. Estarola
Paulo É. Estarola
1 mês atrás

Heide nos mostrou como a cobrança (e a preparação física) pesam para cadanum de forma diferente:
– Como ‘time B’, sem qualquer cobrança, Heide ‘fomos’muito bem no primeiro jogo.

Então no segundo, a preparação (ou deficiência) pesou muito, juntamente com a raquete, que passou a ter 40 kilos quando ele percebeu que a decisâo de alguma forma recairia sobre ele.

Nunca foi muito claro os ‘caminhos mentais’ que nos acompanham e nos deixam mais leves/mais tranquilos ou estressados e nervosos a caminho do quadra/do campo – Seja la qual for a sua modalidade – nem tampouco a receita psicológica para superá-los ou contorná-los. E esta receita os Tops não contam, nem em seus livros bibliográficos.

Talvez daí tenha nascido a famosa frase “Treino é treino e jogo é jogo”, mas com certeza autoconfiança e preparação adequadas ajudam em muito a chegar mais tranquilo para o momento da competição.

Quando chegamos bem fisicamente, com a tática já estudada e repetiva exausticamente lá na mente, estudo da prova e dos adversários e descansados, com certeza o caminho para colocar tudo em prática tornará nossa competição bem mais leve e prazerosa.

O ponto é que uma vez relaxados – pois aquilo que nos é permitido controlar está sob controle (e entendimento que aquilo que diz respeito aos adversários ennão podemos controlar não nos diz respeito) hormônios relacionados ao estresse tendem a ser liberados em quantidade bem menor, melhorando o rendimento.

André Aguiar
André Aguiar
1 mês atrás

Esse duelo contra o Canadá mostrou uma vez mais a faca de dois gumes que é para alguns jogar em casa e com favoritismo conferido pelo ranking. O Diallo claramente não lidou bem com a situação. Nervoso nos dois jogos, quase entrega a rapadura no segundo, diante de um Pucinelli solto e regular. O Guga no auge perdeu mais de uma vez jogando aqui, não escondendo a pressão que sentia. Azar nosso e sorte do Canadá que o raquete 2 Draxl teve comportamento oposto, jogando solto e parecendo vibrar mais do que a própria torcida.
Agora é torcer para que o João Fonseca volte na repescagem em setembro e que voltemos a jogar em casa depois de cinco disputas fora.

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás
Responder para  André Aguiar

João Fonseca não deve perder o tempo dele com Davis Cup, deve se concentrar e prioriza torneios da ATP, isso sim…

Ronildo
Ronildo
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Sim, também penso assim. Todos os tenistas deveriam priorizar a carreira individual.

Paulo É. Estarola
Paulo É. Estarola
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

João Fonseca não deve perder o tempo dele com torneios da ATP, deve se concentrar e prioriza na sua recuperação, isso sim…

Última edição 1 mês atrás by Paulo É. Estarola
Paulo Moe
Paulo Moe
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

João Fonseca não deve perder o tempo dele com Davis Cup, deve se concentrar e prioriza gastar a grana que já ganhou pois a vida é curta, isso sim…

Paulo Larry
Paulo Larry
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Como se vê, Sandro, cada um possui uma visão diferente sobre como o outro deve conduzir sua vida…

Porkuat
Porkuat
1 mês atrás

O resultado não veio mas o time foi muito valente.

Lucio Gitierrez
Lucio Gitierrez
1 mês atrás
Responder para  Porkuat

Também acho que foi isso que o que o Edittor quis dizer com o título, mas o “hater” S. Plâncton não conseguiu digerir e ficou no bla-blá-blá….

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 mês atrás

Jogamos como nunca, perdemos como sempre. Mas valeu o esforço. Apresentação digna.

André Aguiar
André Aguiar
1 mês atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Frase de efeito já meio batida e incondizente com o desempenho do Brasil na Davis, tanto nos últimos anos quanto na história. Se não, vejamos.
Nos últimos três anos: 5 vitórias e 4 derrotas, com apenas um dos confrontos disputado em casa.
Na história: 96 vitórias e 79 derrotas.

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás
Responder para  André Aguiar

Blá Blá Blá… E o Brasil ganhou :”zero” vezes a Davis Cup…

Última edição 1 mês atrás by SANDRO
Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás

Bia perdeu apenas por 60 no set1. Melhor nem comentar…

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás

Mais uma derrota acachapante da Bia e ela parece estar num ciclo vicioso negativo, com piora a cada evento ou mesmo a cada partida. Pelo placar a derrota de hoje deve ter tido uma atuação vexatória, o que foi confirmado por amigos que viram a partida.
Isso significa que de nada adiantou a parada que teve, ao contrário, parece ter voltado ainda pior, em especial no item “confiança”, essencial em qualquer atividade, não apenas no esporte.
Assim me parece que ela está numa encruzilhada: ou toma uma medida radical, mudando de técnico e talvez trocando todo o seu “team”, e tenta realmente se recuperar, ou desiste do esporte e procura outra atividade. Da forma que as coisas estão ela parece estar brigando contra areia movediça, como nos filmes, o que em geral sempre terminava em catástrofe…

Refaelov
Refaelov
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fernando

Ela e o staff já deram ene entrevistas afirmando categoricamente que não enxergam nenhum problema de ordem técnica no jogo dela, q esses resultados aquém de longa data são culpa exclusivamente do aspecto mental, logo, será muito difícil qualquer mudança de rumo imediata, uma vez que não veem/não admitem os problemas..

Sinceramente: só vejo a Bia mudando de tecnico se realmente desabar no ranking: o que seria sair de um top 150 por exemplo: porque só nesse cenário a grana que entra pra ela realmente diminuiria muito e, talvez, não fizesse mais sentido financeiro para o técnico/staff manter a parceria..

Última edição 1 mês atrás by Refaelov
Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás
Responder para  Refaelov

Justamente por não enxergarem é o pq das coisas precisarem mudar meu caro…

Roberto Canessa
Roberto Canessa
1 mês atrás

Dalcim, acho que agora a carreira de Emma Raducanu perdeu a graça. Seria brilhante a carreira de uma tenista que só fez uma coisa de relevante no tênis, o título do US Open, seria uma pessoa excelente pra fazer uma biografia, porém esse fds ela fez uma final, foi massacrada na final, mas fez.
Perdeu a graça

Ronildo
Ronildo
1 mês atrás
Responder para  Roberto Canessa

Ainda acho bem interessante suas decisões sobre a carreira. Esse capítulo com o Roig foi bastante revelador. Ela claramente dispensou alguém que estava tentando acrescentar mais variações em seu jogo porque sentiu que estava abaixo do nível que demonstrou no US Open 2021, quando estava batendo na bola com muita confiança. Mas variação é justamente o que falta para muitos tenistas, inclusive no masculino. Na final tomou um chocolate da Cirsteia, uma tenista que sabe variar o jogo quando necessário e ainda com 35 anos.

Estou curioso para o próximo capítulo.

Marcelo Costa
Marcelo Costa
1 mês atrás

Bia tem que parar, pelo seu próprio bem, ela irá sucumbir ainda mais.

Horacio
Horacio
1 mês atrás

João Fonseca, el tenista prodigio de Brasil que buscará defender el título en el ATP de Buenos Aires: “No puedo tener mentalidad de joven”
https://www.lanacion.com.ar/deportes/tenis/joao-fonseca-el-tenista-prodigio-de-brasil-que-buscara-defender-el-titulo-en-el-atp-de-buenos-aires-nid10022026/?utm_source=appln

André Aguiar
André Aguiar
1 mês atrás

Na repescagem em setembro (Grupo Mundial I), com base no ranking da Davis divulgado hoje, o Brasil será um dos 13 cabeças de chave. Então, enfrentaremos um dos países não cabeças relacionados abaixo, aqui ou fora, dependendo de onde tenha sido realizado o confronto anterior. Se valerem confrontos antigos para o sistema de alternância de sede, as nossas opções em setembro serão:

Em casa: Polônia, Suíça, Mônaco e Grécia

Fora: Colômbia, Nova Zelândia, China e Paraguai

Sorteio (por ser confronto inédito): Bulgária, Taiwan, Turquia, Lituânia e Luxemburgo.

Pelo nível dos adversários e jogando com a nossa equipe A, isto é, Fonseca e mais dois, além de Matos e Luz, acredito que seremos favoritos mesmo jogando fora de casa.

Dalcim, saberia dizer se há um ano específico antes do qual os confrontos anteriores não são considerados para o sistema de alternância de sede?
Lembro que ano passado quando enfrentamos a Grécia, a definição da sede em Atenas foi por sorteio, mesmo com o último (e único) confronto tendo sido disputado na Grécia em 1963, quando, por sinal, ganhamos por 3×2 com os ótimos Ronald Barnes e Edson Mandarino.

André Aguiar
André Aguiar
1 mês atrás
Responder para  André Aguiar

Pelo jeito, só são considerados os confrontos realizados na era aberta (a partir de 1968). Talvez o Dalcim ou o Otávio Machado possam confirmar isso.

Se assim for, só jogaremos em casa contra Colômbia, Grécia e Suíça, já que os embates anteriores contra Mônaco e Polônia, ambos fora de casa, foram realizados em 1962 e 1967, respectivamente.

O site da Davis Cup erradamente não registra o duelo anterior contra a Colômbia, disputado em 2018 em Barranquilla pelo Zonal das Americas. O último registrado é o de 2012, realizado em São Paulo.

Em resumo, temos 50% de chance de jogar em casa em setembro.
Lembrando que pelo sistema de alternância de sede, jogamos na casa do adversário os últimos cinco confrontos (Dinamarca, Suécia, França, Grécia e Canadá).

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 mês atrás

Óbvio que o chileno Alejandro Tabilo não é um adversário fácil pro Fonseca, porém, pra quem disse que quer figurar no topo, tem é que encarar e passar por cima.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Vai encarar , tens dúvidas ???. Passar por cima de um cara que bateu Djokovic duas vezes? . Lembras do monte de críticas estúpidas , por JF não estar jogando na repescagem da Davis em Indoor? . Em vez de esconder lesão, estava era preocupado com a defesa do Título. Bola dentro de seu Staff por optar pelo Saibro lento de Buenos Aires. E com chances de ir bem longe . Se não levar o Torneio pode pontuar de maneira satisfatória. Chegando bem para o Rio Open já na sequência . A conferir. Abs !

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

AOPEN e RIO OPEN, não tem diferença. Como destaque , podem ser usados em letras maiúsculas. A moderação está fazendo questão de botar em minúsculas até o maior de todos que é Slam . Difícil entender o critério…Abs !

Paulo É. Estarola
Paulo É. Estarola
1 mês atrás

E o ténis brasileiro segue em seu calvário particular.

Depois de Bia foi Wild e amanhã teremos Fonseca, que é outra incógnita.

Uma semana para se esquecer (até o presente momento).

Dias melhores a todos eles.

No caso do Fonseca, esperamos que caso perca amanhã, nao comece a sofrer o mesmo bullying do Belluccci, que sofreu uma cobrança absurda para ser o novo Guga.

No caso do Fonseca, a cobrança da vez é para que ele seja o novo Goat.

O “brasileiro médio” torcedor atual do tênis (um estarola qualquer) nâo aceita que seu ídolo seja menos que o maior dos maiores (40 GS, 500 semanas na liderança, Diamond Slam, etc, etc, etc)), ou ele será massacrado.

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 mês atrás
Responder para  Paulo É. Estarola

Não só no tênis. Em todos os esportes, paciência não é o forte dos torcedores. Prevalece o imediatismo.

André Aguiar
André Aguiar
1 mês atrás
Responder para  Paulo É. Estarola

Comentário acertado e assertivo.
Vê-se que de estarola você só tem o pseudônimo.

Paulo É. Estarola
Paulo É. Estarola
1 mês atrás
Responder para  André Aguiar

Não.. eu sou bem estarola mesmo!!!

Mas obrigado pelo elogio meskp assim

Lucio Gitierrez
Lucio Gitierrez
1 mês atrás

“Um dos muitos” caminho para a Bia tentar retomar os seus caminhos, talvez fosse a teoca do técnico.

Apostar num ex-tenista o qual já tenha passado por essa transição que a Bia passa no momento, talvez desse um alento e indicasse um caminho.

Eu suponho – visto que ela continua indo aos torneios, mesmo que tentando os qualis – que ela ainda deseja retomar a carreira e os resultados anteriores.

Chega um momento onde o atleta não sabe o caminho e o treinador também não.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás

Ser1 de altos e baixos do JF, infelizmente com mais baixos. Serviu 40-0 pra ficar na frente e ainda foi quebrado, aí a cabeça foi pro espaço. Vamos pro set2!

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás

Vencemos o set2. Vamos pro 3!!!

Lucio Gutierrez
Lucio Gutierrez
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fernando

Perdemos o set3. Vamos pro próximo torneio!!!

HECTOR
HECTOR
1 mês atrás
Responder para  Lucio Gutierrez

Kkkkk

Lucio Gutierrez
Lucio Gutierrez
1 mês atrás

E o furacão batizado de Fonseca, após um início com ventos arrasadores perde força e é rebaixado de categoria 5 para categoria 3 ao atingir a costa Sudoeste do Chile, no Continente americano. Apesar dos alertas de Tsunami, até o presente momento não foi detectada qualquer alteração.

O Furacão deverá agora cruzar todo o continente e segundo o IPEMET está previsto para atingir a Costa Leste do Brasil na próxima semana, mais especificamente no Rio de Janeiro.
Os locais já se preparam e a Defesa civil está em alerta para atuar em caso de emergência.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Lucio Gutierrez

Que crônica/sátira/crítica legal!

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás

As coisas não andam bem para o tênis brazuca, alias há tempos…

Rodrigo S. Cruz
Rodrigo S. Cruz
1 mês atrás

Mais uma derrota do João Fonseca.

Tá feia a coisa hein…

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Rodrigo S. Cruz

Tabilo agora tem dois filhos.
Será?

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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