Desde 2024, apenas dois nomes aparecem como campeões de Grand Slam: Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. O fato que confirma a superioridade desses dois incríveis tenistas chamou atenção de parte da mídia internacional. A nítida intenção de polemizar coloca em dúvida se isso realmente seria bom para o tênis. Ora, vivemos longos anos de domínio do Big 3, com raros jogadores furando o grupo formado por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, como Stan Wawrinka, Marin Cilic, Andy Murray ou Juan Martin Del Potro. Ver agora dois jovens talentos fazendo sucesso, para mim significa que houve uma bem sucedida passagem de bastão.
Além de talentosos, Alcaraz e Sinner são donos de um grande carisma. Ambos jogam de forma brilhante, atraente e, embora com comportamentos diferentes, revelam grandes atributos. Carlitos é simpático, divertido, enquanto o italiano, um pouco mais sereno, tem atitudes dignas de um campeão.

Recentemente, Alcaraz venceu o duelo de gerações no Aberto da Austrália. Deu a lógica, embora Djokovic tenha valorizado cada centavo do preço do ingresso. Arrancou um set do campeão e iniciou o duelo de forma fulminante. Faltou para o sérvio apenas um detalhe, que sobrou para o adversário: a juventude.
E justamente entre os mais jovens podem surgir sim nomes que se juntem a Alcaraz e Sinner. Não há dúvidas de que isso seria interessante e muito bom para dar novos ingredientes aos torneios, em especial aos Grand Slam. Dentro desta perspectiva é claro que aparece João Fonseca, mas, particularmente, sequer goste de citá-lo por considerar uma pressão desnecessária, só que é imperativo ter o brasileiro ao lado de outras recentes revelações.
Há de se considerar ainda que tenistas já mais experientes estiveram muito próximos de ameaçar o atual domínio da dupla Alcaraz e Sinner. Sem contar a brilhante participação de Novak Djokovic, o alemão Alexander Zverev esteve bem próximo de vencer a semifinal diante do espanhol. Sacou para o jogo, mas não confirmou.
Assim como Zverev, há um grupo de bons jogadores que também não conquistaram títulos de Slam, mas muitos têm potencial para isso. Acredito que ainda nesse início de ano até a chegada da temporada europeia de quadras de saibro teremos emoções de sobra. É esperar para ver.








