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Sinner: “Sabia que um jogo mais longo seria melhor para mim”

Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Melbourne (Austrália) – Campeão do Australian Open depois de vencer uma batalha de cinco sets neste domingo, Jannik Sinner precisou sair atrás no placar e reverteu uma diferença de dois sets a zero contra Daniil Medvedev para conquistar seu primeiro Grand Slam. Após vencer a partida de 3h44 de duração, o italiano falou sobre como teve que lidar mentalmente com a situação desfavorável no placar. Ele acredita que a partida mais longa acabou sendo um trunfo, especialmente porque o adversário havia passado quase seis horas a mais em quadra durante o torneio.

“Eu apenas tentei o meu melhor. Estava em uma situação muito difícil hoje, perdendo por dois sets a zero e em pouco mais de uma hora. Apenas tentei me manter positivo, tentando seguir o plano de jogo e fazer alguns ajustes. O Daniil é um jogador incrível, e mostrou também que é um lutador incrível. Ele muitas horas na quadra durante todo o torneio. Obviamente, sinto muito por ele hoje, mas com certeza ele levantará mais alguns troféus de Grand Slam”, disse Sinner após a vitória por 3/6, 3/6, 6/4, 6/4 e 6/3 sobre Medvedev.

Esta foi a quarta vitória seguida do italiano sobre o russo e, até por isso, ele já imaginava uma mudança tática por Medvedev e se surpreendeu com a estratégia bastante agressiva do rival nos dois primeiros sets. “Eu esperava algo diferente da equipe dele e tive a sensação de que ele poderia sair um pouco mais agressivo, mas não tão agressivo. Ele jogou muito, muito bem nos dois primeiros sets ou nos dois sets e meio. Eu apenas tentei jogar de forma equilibrada e ficar o máximo possível na quadra, sabendo que ele passou tantas horas na quadra. Quanto mais a partida avançasse, talvez fisicamente eu estivesse um pouco melhor hoje. Acho que hoje essa foi a chave”.

Sinner havia perdido apenas um set no caminho até a final em Melbourne, enquanto Medvedev vinha de duas partidas de cinco sets nas quartas e semifinal, contra Hubert Hurkacz e Alexander Zverev. Com as 20h33 das seis rodadas anteriores e mais a duração da final, o russo passou mais de 24h em quadra ao longo do torneio, conta em média de 18h30 para o italiano.

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A melhora na preparação física é outro fator importante para a conquista do tenista de 22 anos, que no início da carreira acabava perdendo oportunidades justamente por isso. “Nos últimos anos anos, passei a conhecer melhor meu corpo e minha equipe. Esse foi um passo muito importante para mim. Então, no ano passado, tentamos ter mais alguns resultados. Comecei muito bem nos torneios indoor. Indian Wells, Miami, cheguei à semifinal e à final. Depois também em Monte Carlo fiz uma semifinal. Depois as semifinais em Wimbledon… Então tive resultados muito bons, que me fizeram acreditar que eu poderia competir contra os melhores”.

“Este é todo o processo, e o trabalho árduo ocasionalmente será recompensado”, afirmou o atual número 4 do mundo. “Mas ainda tenho que processar isso, porque é muito difícil derrotar Novak [Djokovic] na semifinal e hoje Daniil na final. Portanto, é um grande momento para mim e para a minha equipe, mas também sabemos que temos de melhorar se quisermos ter outra oportunidade de conquistar novamente um grande troféu”.

Sinner é apenas o terceiro italiano a conquistar um título de Grand Slam entre os homens e encerrou um jejum que vinha desde 1976, com Adriano Panatta em Roland Garros. Ele agradeceu à torcida pelo apoio e falou sobre como aprendeu a lidar muito bem com a pressão. “O apoio que recebo na Itália há muitos anos é incrível. Poder fazê-los felizes hoje, porque sinto que eles também me impulsionam a acreditar ainda mais em mim. Depois ter tanto apoio, é incrível Significa muito”.

“Sempre há pressão, mas é algo bom. Você tem que encarar isso no bom sentido. Na verdade, é um privilégio. Muitos jogadores não têm esse tipo de pressão. Então, sim, gosto de ‘dançar na tempestade de pressão’. Eu não sei como dizer. Pessoalmente, sinto que é nessas horas que eu jogo o meu melhor tênis, porque procuro sempre aproveitar o momento em quadra. Acho que a pressão é um privilégio, para ser sincero”.

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Andre Borges
Andre Borges
1 mês atrás

Tá certo o Sinner, quem não gosta de pressão tem que jogar duplas no clube no domingo. Um top tem que sentir a pressão e com isso dar seu melhor.

Fernando Venezian
Fernando Venezian
1 mês atrás

A minha leitura também foi essa! Daniil queria sair logo de quadra, aí entrou extremamente agressivo pra tentar fechar em três sets. Se tivesse inteiro, o malvadão varreria o italiano sem piedade

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