Sakkari encara nova fase: “Agora vejo o quão difícil é voltar ao top 10”

Foto: BNP Paribas Open

Washington (EUA) – Fora do top 80 e ainda buscando embalar na temporada, a grega Maria Sakkari vem enfrentando alguns desafios neste início de ano. Depois de ter sofrido uma importante lesão no ombro na reta final de 2024, chegando a ficar quatro meses afastada do circuito, a ex-número 3 do mundo ainda não venceu dois jogos seguidos em 2025, mas diz estar motivada com o processo de reconstrução.

A tenista 29 anos já disputou nove torneios no ano, mas sem grandes resultados. Apesar disso, mantém o otimismo e comemora sua recuperação física após a primeira grande contusão da carreira. “Sei que estive em uma posição melhor, mas estou feliz por estar saudável, isso é o mais importante. Demorei alguns anos até me lesionar, só aconteceu aos 29, então isso também tem seu lado positivo. Por outro lado, foi difícil aceitar as coisas ao voltar. Meu ranking caiu, então preciso reconquistar meu lugar”, disse em entrevista ao jornalista Ben Rothenberg, do The Second Serve.

Sem poder ser cabeça de chave e entrando solta nos sorteios dos principais eventos do circuito, a grega reconhece o aumento no grau de dificuldade dos torneios que disputa. “Quero voltar ao top 10, especialmente porque agora os sorteios são muito mais duros por não ser cabeça de chave e enfrento jogadoras que gostaria de evitar. De qualquer forma, se você quiser avançar num torneio, vai ter que encará-las em algum momento”, explicou.

A ausência das quadras, por outro lado, trouxe uma pausa bem-vinda para uma tenista que já vinha oscilando técnica e emocionalmente. “Foi um período difícil, mas, ao mesmo tempo, também foi muito bom tirar um tempo de folga. Essa vida é muito agitada, então foi incrível ter uma vida normal, sem viajar toda semana. Obviamente, meu tênis desde então não tem sido ótimo, eu tinha muitas expectativas, mas logo percebi que isso levaria tempo. Nas últimas semanas venho me sentindo melhor, realmente sinto que algo bom está por vir, mas vai levar mais um tempo. Estou confiante, estou saudável, me sinto feliz, isso é o mais importante”, reforçou.

Reconhecimento e cobranças

Há não muito tempo, Sakkari esteve perto do topo do ranking. Ela chegou a ficar 125 semanas consecutivas no top 10, entre setembro de 2021 e fevereiro de 2024, e ocupou a terceira colocação por nove semanas ao longo de 2022. Mais experiente, ela agora vê com mais clareza o nível de exigência no circuito e valoriza ainda mais os feitos que alcançou.

“Me colocar nesta situação me fez perceber o quão bem eu tinha ido na minha carreira, a consistência que tinha mostrado. Mesmo com altos e baixos nas últimas três temporadas, só de ter chegado lá foi algo enorme. Agora vejo o quão difícil é voltar ao top 10 e me dou conta de como eu vinha jogando bem todos esses anos para permanecer lá em cima”, analisa.

Maria Sakkari também comentou sobre a cobrança vinda da mídia e do público, que não dá trégua mesmo nos bons momentos. “As pessoas sempre vão falar e dizer coisas, mesmo se eu voltar ao top 5 vão dizer: ‘Tudo bem, mas ela nunca ganhou um Grand Slam’, ou ‘Nunca passou das semifinais’. Aliás, mesmo ganhando um Grand Slam, com certeza diriam: ‘Sim, mas não foi na grama’, ou algo assim.”

Atenta ao que é publicado, ela entende que a crítica muitas vezes não tem limite. “Sei disso porque acompanho a imprensa o tempo todo. Se alguém quiser falar, sempre vai encontrar uma maneira. Imagina que até falam mal do Novak Djokovic, o que mais esse cara precisa provar? É simplesmente o mundo em que vivemos agora, só nos resta aceitar e seguir em frente”, finalizou.

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Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
17 horas atrás

Boa sorte para a Maria Sakkari. Como ela disse, o mais importante é estar saudável. A concorrência no circuito sempre tende a aumentar porque as que estão no topo são mais estudadas por suas adversárias, todas as jogadoras evoluem e aparecem as representantes da nova geração que chegam cheias de vontade de garantir o seu espaço no circuito. Além disso, as boas jogadoras das gerações mais velhas tendem a ser superadas pelas jogadoras muito boas, excelentes ou geniais das gerações mais novas. Isso explica a dificuldade que algumas jogadoras como a Maria Sakkari, Ons Jabeur, Caroline Garcia e até a Naomi Osaka estão tendo para voltar ao topo.

Flávio
Flávio
15 horas atrás

Desculpa meu caro, mas no caso da Sakkaari ela apenas aproveitou a boa fase que tinha ,por isso foi se mantendo no topo porque vamos ser honestos a Sakkari nunca foi uma boa tenista que os números dela mostram isso apenas vivia um momento bom na carreira que soube aproveitar muito bem, mas como ela mesma disse que esta feliz agora, acho essa fala dela super importante.

Marsgene
Marsgene
16 horas atrás

Maria é gata, mas, nunca jogou nada…

Gustavo
Gustavo
2 horas atrás

A melhor frase é a final. Só de olhar 2-3 comentários aqui… Povo tá muito solitário, triste e precisa desultilar suas frustrações online.
Conseguem falar mal de tudo e de todos.
De Novak a Roger. De Sinner a João Fonseca (!!!!!!!!!!!)
” É simplesmente o mundo em que vivemos agora, só nos resta aceitar e seguir em frente”, finalizou.”

Teste realidade a nossa.

Victor
Victor
47 minutos atrás
Responder para  Gustavo

Melhor comentário que já li ! As pessoas aparecem pra depreciar o outro, torcer cegamente diminuindo o outro como se este fosse um nada! Fanatismo maluco. Falam do brasileiros que fizeram feio e Miami porém aqui não aceita que o outro torça contra ou goste do outro ! Acredito que o Big 3 será por gerações os caras mais talentosos e ganhadores, tenho o meu favorito, porém os 3 são absurdamente surpreendentes! Daí vir aqui e diminuir um ou outro por mero fanatismo doentio cega ser coisa de maluco! Gente carente total !

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