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Relembre o histórico dos brasileiros no juvenil de Roland Garros

O torneio juvenil de Roland Garros começou neste domingo com a presença de cinco representantes brasileiros. As chaves de simples contam com Olívia Carneiro, Gustavo Almeida, Nauhany Silva e Guto Miguel. E além deles, Enzo Kohlmann joga apenas nas duplas, junto com Almeida. Na história, o Brasil tem dois títulos de duplas e ainda persegue uma inédita conquista em simples.

O primeiro brasileiro a ter vencido um torneio juvenil de Roland Garros foi Gustavo Kuerten em 1994, jogando ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti. Três anos mais tarde, Guga venceria o primeiro de seus três títulos de Grand Slam como profissional. O segundo atleta do país a ser campeão de duplas em Paris foi Matheus Pucinelli em 2019, tendo como parceiro o argentino Thiago Tirante.

Em simples, o país teve quatro finalistas. Thomaz Koch tem dois vice-campeonatos, em 1962 e 63. O pioneiro, entretanto, foi Edison Mandarino em 1959. Já o finalista mais recente na disputa individual foi Luis Felipe Tavares em 1967.

Matheus Pucinelli foi campeão em 2019, ao lado do argentino Thiago Tirante (Foto: FFT)
Bia já jogou duas finais nas duplas e outros quatro brasileiros também foram vices

Já nas duplas, outros cinco juvenis brasileiros já estiveram na final. Destaque para Beatriz Haddad Maia, que disputou duas decisões. A primeira foi em 2012, ao lado da paraguaia Montserrat Gonzalez, diante de Daria Saville (que ainda jogava pela Rússia e usava o sobrenome de solteira, Gavrilova) e Irina Khromacheva. No ano seguinte, ela foi vice ao lado da equatoriana Domenica Gonzalez. As campeãs foram as tchecas Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova, que estabeleceram uma parceria multicampeã também no tênis profissional.

No masculino, outros quatro brasileiros foram finalistas de duplas. O primeiro foi Guilherme Clezar em 2009. Ele ficou com o vice ao lado do taiwanês Liang-Chi Huang. Anos depois, em 2016, Orlando Luz foi finalista ao lado do sul-coreano Yun Seong Chung. Já na edição de 2020, que foi disputada em outubro por causa da pandemia, Natan Rodrigues e Bruno Oliveira também foram finalistas.

Bia Haddad Maia já disputou duas finais de duplas em Paris, uma delas contra Krejcikova e Siniakova (Foto: ITF)
Década de 80 com bons resultados para as mulheres

Os resultados de maior destaque para o tênis feminino do Brasil no torneio aconteceram na década de 1980. Andrea Vieira, a Dadá, foi semifinalista em 1987. Um ano antes, em 1986, Gisele Miró chegou às quartas. Outra brasileira a ter alcançado as quartas foi Niege Dias, em 1984. Naquele torneio, ela chegou a vencer um duelo nacional contra Silvana Campos na terceira rodada.

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A última vez que o Brasil teve uma tenista na terceira rodada da chave feminina de simples foi com Bia Haddad Maia, nos anos de 2012 e 2013. Já em 2006, Teliana Pereira e Roxane Vaisemberg também chegaram à essa fase. As últimas brasileiras a vencer jogos na chave de simples foram Thaísa Pedretti, em 2017, além de Luísa Stefani em 2014 e 2015.

Bons resultados recentes de Luz, Wild e Fonseca

No masculino, o tênis brasileiro tem duas semifinais recentes: Orlando Luz chegou à penúltima rodada em 2014, ano em que foi superado pelo russo Andrey Rublev. Quatro anos depois, em 2018, foi a vez de Thiago Wild chegar à semi e ser eliminado pelo argentino Sebastian Baez. Rublev conquistaria o título, enquanto Baez seria superado pelo taiwanês Chun Hsin Tseng. Já na temporada passada, João Fonseca foi até as quartas em simples.

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Thiago
Thiago
10 dias atrás

Sensacional o levantamento. Parabéns!

Paulo R. Carvalho
Paulo R. Carvalho
10 dias atrás

Parabéns pela matéria! Excelente!!!!

Scott
Scott
7 dias atrás

Boa matéria. Gostei. Uma pena a maioria não conseguir vingar no profissional. Entendo que a dureza do circuito adulto acaba peneirando bastante!

Jornalista de TenisBrasil e frequentador dee Challengers e Futures. Já trabalhou para CBT, Revista Tênis e redações do Terra Magazine e Gazeta Esportiva. Neste blog, fala sobre o circuito juvenil e promessas do tênis nacional e internacional.
Jornalista de TenisBrasil e frequentador dee Challengers e Futures. Já trabalhou para CBT, Revista Tênis e redações do Terra Magazine e Gazeta Esportiva. Neste blog, fala sobre o circuito juvenil e promessas do tênis nacional e internacional.

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