Numa daquelas ironias do esporte, o tênis dá adeus nesta segunda-feira a um dos maiores símbolos de sua história. No momento em que se discute a reformulação da Copa Davis, cada vez menos atrativa para o público e os jogadores, o recordista absoluto de jogos e vitórias da centenária competição se vai.
O italiano Nicola Pietrangeli era o maior jogador de seu país até a explosão de Jannik Sinner, há coisa de dois anos, portanto algo muito recente. Ele foi o primeiro italiano a vencer um Grand Slam, em 1959, façanha repetida por Adriano Panatta em 1976, mais tarde por Francesca Schiavone, em 2010; Flavia Pennetta, em 2015, e agora por Sinner, em 2024.
Pietrangeli foi o rei do saibro de seu tempo, com títulos em Monte Carlo, Roma e Paris, do seu total de 44 conquistas de simples, 11 de duplas e 12 de mistas, com vitórias sobre todos os grandes, como Rod Laver, Roy Emerson e Manolo Santana. Por algumas vezes, esteve na América do Sul e no Brasil, disputando torneios em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, quase sempre contratado por Alcides Procópio.
Ainda garoto, a casa da família em Túnis foi bombardeada durante a Segunda Guerra e ele escapou da morte por um triz. Quando juvenil, se destacou no grupo de futebol da Lazio. Após ser emprestado a outro time, se decidiu pelo tênis.
Suas grandes marcas vieram na Davis. Embora pudesse ter jogado tanto pela Tunísia, onde nasceu, ou a França, pela origem da mãe, decidiu defender a Itália por 21 temporadas consecutivas, a partir de 1954.
As longas edições da Davis o fizeram jogar até sete rodadas por ano e assim Pietrangeli atingiu os recordes de 164 partidas disputadas, 110 delas de simples, anotando incríveis 78 vitórias em simples e 42 de duplas. Com o parceiro Orlando Sirola, também detém o recorde da especialidade na Davis. E lembrem-se que todos os jogos de então eram disputados em melhor de cinco sets longos, ou seja, sem tiebreak.
Infelizmente, perdeu as duas finais que a Itália fez contra a Austrália, em 1960 e 1961, mas acabou campeão como capitão em 1976, ano em que a política esteve em campo e por pouco seu grupo ficou impedido de decidir o troféu contra o Chile, do ditador Augusto Pinochet, em Santiago.
Não havia ranking oficial na fase amadora do tênis, mas Pietrangeli permaneceu listado entre os 10 melhores ao fim de diversas temporadas e chegou a figurar como o terceiro do mundo entre 1959 e 1961.
Conhecido como “Príncipe do Tênis” entre seus contemporâneos, nada mais justo do que seu corpo ser velado na magnífica quadra do Foro Itálico que leva seu nome e é, para a grande maioria, o estádio mais bonito de todos.











O lendário Tenista de Tunis, mas pela Itália, uma
performance impressionante na verdadeira Copa Davis de Tênis. Tanto fez , que como Capitão , acabou levando em 1976 os Italianos ao delírio . O ” Rei do Saibro” em sua Época, deu tremenda canseira em Rod Laver na Semi de Wimbledon 1969. Jogo apertadíssimo decidido no Quinto Set. Imagina sua alegria com o surgimento de Jannik Sinner, já campeão na Grama Sagrada…Abs !
Resumo perfeito e uma perda inestimável.
Parabéns Dalcim e PARABÉNS PIETRANGELI!
Pensei que ele fosse italiano mas, pelo que li, na verdade era tunisiano.
É um momento triste quando ídolos como Nicola Pietrangelli partem. Eles deixam um legado de estórias, feitos, narrativas, memórias… ele foi imortalizado, dando seu nome a uma quadra/estádio de Tênis, das mais lindas do mundo, segundo li. Descanse em paz, Pietrangelli
Nossa! Gigante mesmo. Contemporâneo de Rod Laver e com vitórias sobre ele.
Dalcim, esqueceu a Francesca Schiavone que venceu Roland Garros em 2010.
Verdade!
Dalcim, pensando nos jogos exibição entre Alcaraz e Fonseca e outros tenistas, me ocorreu o pensando de tentar entender do porquê tanta dificuldade os clubes tem em transformar as finais de ITF ou Challenger em shows na cidade, num evento importante, histórico, único no ano, que as pessoas sintam desejo de ver. Para começo, poderiam marcar as finais para um horário nobre no domingo, tipo, 16 horas, ou noturno se houver iluminação na quadra. Do jeito que estão fazendo, parece um problema que tem que ser resolvido e que precisa acabar rápido para as pessoas poderem usar o tempo com algo mais importante. Ou seja, ao invés de valorizarem o tênis, de certa forma os organizadores estão até desvalorizando o evento. Ahh, mas os atletas tem que viajar de volta para casa. Ué, mas se viaja segunda também! Em vista do que poderia ser, acho tão pequenininho o que estão fazendo. Claro, houve época em que praticamente nem houve torneios no Brasil e estamos num tremendo avanço pelos muitos que tiveram este ano. Porém a mentalidade poderia mudar, os torneios deveriam ser tratados como algo muito especial no ano nos diversos clubes que estão se habitando para organizar. E reservar um horário nobre no domingo, onde neste dia alguns irão para o parque, outros para o cinema, outros para danceteria (se é que existem ainda kkkk), outros para a missa ou o culto na igreja, mas outros irão felizes ver a final de um torneio num clube de tênis na única oportunidade que terão naquele ano de ver um evento assim. Mesmo porque foi bem divulgado.
Entendo seu ponto de vista, mas existem vários aspectos a ser considerados, como a chance de uma chuva, a questão de viagem para o torneio seguinte e a concorrência com outros eventos, principalmente o futebol de domingo à tarde. Mas concordo que, em determinados lugares, o torneio de tênis deveria tentar ser um evento mais atrativo.
Obrigado Dalcim!
Concordo com o Ronildo. Na minha cidade, S. João da Boa Vista-SP, houve um desses pequenos torneios pras meninas. Foi a oportunidade de vermos de perto Carol Meligeni, Ana Candiotto e algumas internacionais.
Todas muito simpáticas e atenciosas. Foi um sucesso, ainda mais numa cidade com menos de 100 mil. Clube lotado. A torcida a mil. Dirigentes do clube não sabiam o que fazer pra agradá-las.
Evento digno de horário nobre.
***** A bolsa nova da sogra ******
Bem, já que muitos não gostam que eu fale da sogra do Nadal, então… falarei da sogra do Nole.
A sogra do campeão sérvio gastou toda a aposentadoria numa bolsa Louis Vuitton. E não perdeu tempo: foi fazer uma visita-ostentação.
– Meu genro recordista, olha só… Você acha que essa minha bolsa combina comigo?
– Nuuusssa, que bonita! Combina sim!! Em qual liquidação de loja de 1,99 a senhora comprou?
Tá explicado por que ele desistiu do Finals. Bolsada na cabeça.
E que horas foi o jogo da final Maurício?
Foi às 17h.
Aí sim! Foi perfeito! Acho que até ajudou a campeã a jogar seu melhor tênis. Porque sinceramente, final em dia de sol e calor, começando às 10 horas, 11 horas, 12 horas, 13 horas, 14 horas, com certeza vira um salve-se quem puder, um vence quem aguentar mais! E aí nem é garantido que o melhor tenista ou a melhor vai vencer de fato!
O pessoal de São João da Boa Vista está de parabéns por terem feito um torneio digno da grandeza do esporte e valorizado seus ideais!
“São joão da Boa vista”
Ah que saudade da fazenda da Grama Velha, da “Grama Nova”, do “Morro do Cobre”. Saudade do cheiro de fogão a lenha que vinha da casa de minhas Tias.
Saudades de Meus tios e tias, todos nascidos em são joão da Boa Vista, mas que já se foram.
Saudades da loja de brinquedos que ficava no fundo da Rodoviária velha.
Saudades do “Expresso são joão” e “daquele Ciferal” da Cometa que só existia na Linha Campinas-Poços de Caldas.
Saudades do cinema e dos passeios na praça da cidade com meus primos e primas! Hoje já avós ou mesmo bisavós!
Saudades de um tempo, sem celular nem cimputador, onde a vida caminhava a sua devida velocidade, fosse a pé, de Fussca ou de Galaxy.
Dos passeios até “a Prata”.
Do prazer de jogar futebol ao prazer de jogar tênis. Sem os loucos dos recordes e quando os Três Patetas eram apenas longínqos personagens da TV em preto e branco e não os abilolafos da comparação numérica.
Algumas coisas ainda existem. Na Fazenda Cachoeira tem um casarão de 1875, e bem preservado. O Teatro Municipal foi restaurado e está em pleno funcionamento.
Saudades do belo crepúsculo, que só existe em tua cidade!
buáááááá é Terceirer e então são abilolados da comparação numérica buáááááá !!!
Bem , alguns continuam afirmando que Ouro Olímpico é ” gincana ” ( patético ) , Laver Cup ( vale h2h pois é evento Oficial ) por Equipes, são autênticas exibições. Discordo totalmente, e ainda cravo que Six Kings ( milionária competição Árabe) , é jogada totalmente a vera. Agora , Alcaraz x João Fonseca amanhã em Miami, aí sim , uma autêntica exibição. E se JF se empolgar muito, toma a virada . Palpite: Carlitos 2 x 1 , independentemente de quem leve a primeiro Set. A conferir rs. Abs!
E Fonseca vai finalmente medir forças com um Superbig!
Ainda não.
Já dormes normalmente, com este horário, provavelmente Sr LF 2 não viu ,Carlitos parar com o sorriso, escapando de um Pneu no segundo Set . No Super tiebreak, JF abriu 5 x 0 , e permitiu a virada para 10 x 8 , com Brasileiro mostrando belo repertório. No final deu mesmo 2 x 1 Carlitos, mas com emoção. JF dá sinais que chegará no ATP 250 de Brisbane, com pinta de brigar por pontos preciosos. Fisicamente já parece outro jogador , com mais massa muscular e variações. Acredito que caríssimo LF 2 , apreciador do Esporte como ninguém, não economizará na assinatura do Disney+. Veremos jovem Brasileiro também no ATP 250 de Adelaide, antes do AOPEN 2026. Está programada uma homenagem a ” goat ” que fará a Turminha da Kombi voltar correndo para este espaço. Aguardemos. Abs !
De fato, estava me refestelando nos lençóis macios de minha cama, no mais reparador dos sonos.
Mas, sobre Fonseca realmente medir forças com um “Superbig”, ainda não.
Quem sabe no 250tão de Adelaide…