Com o fim do calendário de torneios challenger em 2025, a ATP divulgou à imprensa um consolidado de estatísticas do circuito na temporada. O Brasil teve seis títulos no circuito, com dois de João Fonseca, dois de Felipe Meligeni, um de João Lucas Reis e um de Gustavo Heide. Esse número já é bem melhor que o do ano passado, que teve apenas dois títulos para o país, e é próximo do apresentado em 2023, com sete conquistas.
Fonseca foi o segundo campeão mais jovem do circuito challenger, aos 18 anos e 5 meses, em Camberra em janeiro, e também conquistou o título em Phoenix no mês de março. Lembrando que o carioca foi também o campeão mais jovem da elite do circuito da ATP em 2025.
Nos torneios challenger, o campeão mais jovem foi o alemão Justin Engel, vencedor em Hamburgo aos 18 anos e 25 dias. Outra jovem promessa a se destacar foi o norueguês Nicolai Kjaer, que conquistou quatro challengers em 2025, o primeiro aos 18 anos e 4 meses em Glasgow. Em 2025, foram 17 campeões de challenger com menos de 20 anos. Curiosamente, o mesmo número do ano passado. E a final mais jovem da temporada foi entre Engel e o italiano Federico Cina em Hamburgo, ambos com 18 anos.
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As duas conquistas de Felipe Meligeni foram no México entre março e abril, já que o paulista está afastado do circuito desde julho por lesão e cirurgia nas costas. E em junho, o pernambucano João Lucas Reis venceu o primeiro challenger da carreira em Santa Fe, na Argentina. Ele foi um dos 30 novos campeões do circuito em 2025. Já no fim do ano, Gustavo Heide conquistou em Florianópolis o segundo troféu deste nível na carreira.
O desempenho em finais foi de seis vitórias e sete derrotas: O cearense Thiago Monteiro teve dois vice-campeonatos, em Santiago e Assunção. Além dele, Matheus Pucinelli jogou a final de Santos, Thiago Wild em Modena, Pedro Boscardin em Curitiba, João Lucas Reis em Lima e Pedro Sakamoto em Bogotá.
Estados Unidos e França são os países com mais títulos
Os Estados Unidos tiveram o maior número de títulos de challenger em 2025, com 23 no total, impulsionados pelas quatro conquistas de Emilio Nava e outras quatro Patrick Kypson, que estiveram entre os recordistas da temporada.
Em segundo lugar, aparece a França com 19 conquistas, enquanto Argentina e Grã-Bretanha tiveram 15 cada um. Os britânicos, aliás, conseguiram dois títulos na última semana da temporada, com Jay Clarke em Islamabad e Toby Samuel em Manama.
Cilic foi o campeão mais velho do circuito
O experiente croata Marin Cilic foi o campeão mais velho da temporada, aos 36 anos e 8 meses na grama de Nottingham. E no total, 32 títulos foram vencidos por jogadores com mais de 30 anos. Já a final mais velha da temporada foi entre Borna Coric, de 28 anos, e Stan Wawrinka, de 40, em Aix-en-Provence.
Heide foi o único brasileiro campeão em casa

Sete torneios de nível challenger foram realizados no Brasil, um a menos que no ano passado. O melhor resultado em simples foi o título de Heide na capital catarinense. Já Matheus Pucinelli, em Santos, e Pedro Boscardin, em Curitiba, foram finalistas. Nas duplas, destaque para a parceria de Guto Miguel e Eduardo Ribeiro, campeões na Costa do Sauípe, que voltou ao calendário.
Três torneios foram vencidos por argentinos, com Roman Burruchaga vencendo na Costa do Sauípe e também em Piracicaba, enquanto Santiago Taverna foi o campeão em Porto Alegre. E todos os challengers no Brasil tiveram campeões sul-americanos.
Relembre os sete challengers realizados no Brasil
Challenger de Piracicaba (SP), 27 de janeiro a 2 de fevereiro
Campeão de simples: Roman Burruchaga (ARG)
Campeões de duplas: Guido Andreozzi (ARG)/Orlando Luz (BRA)
Melhor brasileiro: Gustavo Heide – semi
Challenger de Campinas (SP), 31 de março a 6 de abril
Campeão de simples: Tomas Barrios Vera (CHI)
Campeões de duplas: Mariano Kestelboim (ARG)/Gonzalo Villanueva (ARG)
Melhores brasileiros: Eduardo Ribeiro, Matheus Pucinelli e Daniel Dutra da Silva – quartas
Challenger de Porto Alegre (RS), 28 de abril a 4 de maio
Campeão de simples: Santiago Taverna (ARG)
Campeões de duplas: Juan Carlos Prado Angelo (BOL)/Federico Zeballos (BOL)
Melhor brasileiro: Matheus Pucinelli – semi
Challenger de Santos (SP), 5 a 11 de maio
Campeão de simples: Alvaro Guillen Meza (EQU)
Campeões de duplas: Pedro Boscardin (BRA)/Gonzalo Villanueva (ARG)
Melhor brasileiro: Matheus Pucinelli – final
Challenger de Curitiba (PR), 13 a 19 de outubro
Campeão de simples: Daniel Vallejo (PAR)
Campeões de duplas: Federico Zeballos (BOL)/Matias Soto (CHI)
Melhor brasileiro: Pedro Boscardin – final
Challenger da Costa do Sauípe (BA), 20 a 26 de outubro
Campeão de simples: Roman Burruchaga (ARG)
Campeões de duplas: Guto Miguel (BRA)/Eduardo Ribeiro (BRA)
Melhores brasileiros: Pedro Boscardin, Gustavo Heide e Matheus Pucinelli – segunda rodada
Challenger de Florianópolis (SC), 17 a 23 de novembro
Campeão de simples: Gustavo Heide (BRA)
Campeões de duplas: Boris Arias (BOL)/Johannes Ingildsen (DIN)
Melhor brasileiro: Gustavo Heide – campeão










Todos os challengers no Brasil foram conquistados por sul americanos,Argentina lidera com 3
Tá escrito na matéria
Faltou somente a informação de quantos brasileiros fizeram finais, além naturalmente daqueles que coparam. Marcondes, mesmo, esteve na final de Kobe, no finzinho do ano.
Seis títulos e seis vices no total. Tem esse dado no consolidado da ATP, também. E do Marcondes foi semi em Yokohama, na verdade.
Perfeito.
Obrigado, Mário Sérgio!
Acho que o Daniel Dutra Silva não fez final de Challenger esse ano. Quem fez final em Challenger foi o Pedro Sakamoto
Obrigado, Guilherme. Já foi corrigido.
Wild fez final em Modena, creio que faltou citar isso ao falar dos brasileiros nas finais.
https://tenisbrasil.uol.com.br/ao-vivo-thiago-wild-disputa-a-final-no-saibro-de-modena.html
De fato, Matteus. Mas aí seriam 13 finais de brasileiros em vez das 12 que o material da ATP apresenta e induz ao erro.
Apresentação neste Blog : ” Fala do Circuito Juvenil e promessas do Tênis nacional e internacional” . ATP Finals Next Gen, abrange ambos. Na pasta passada perguntei como Mensik e Tien, acima dos 20 , vão participar do Torneio, que se transformou de Sub 21 para Sub 20 em 2024 . Poderia esclarecer por gentileza, Sr Mário Sérgio ?
Tanto o Mensik quanto o Tien completaram 20 anos na atual temporada e portanto estão dentro do limite de idade. É a mesma situação do juvenil, por exemplo, que você pode jogar até o fim do ano em que completou 18.