Nova York (EUA) – A empolgação pela volta por cima de Emma Raducanu no US Open sofreu um novo revés nesta sexta-feira. A britânica, que vinha mostrando sinais de recuperação do seu melhor tênis, foi dominada pela cazaque Elena Rybakina, cabeça de chave número 9, em apenas 63 minutos, com o placar de 6/1 e 6/2.
Logo após a derrota, a campeã do torneio em 2021 avaliou a atuação da adversária e sua própria performance. “Difícil. Achei que Elena jogou muito bem, e foi complicado encontrar algum tipo de ritmo na partida. Quando eu tinha uma bola, era difícil fazer um golpe de qualidade, porque as bolas dela estavam muito profundas. Mas crédito para ela, que jogou uma partida muito boa.”
Diante da diferença no placar e da forma como foi dominada pela adversária, Emma reforçou a importância de não se deixar abater por partidas como esta. “Vai ser importante olhar para os últimos meses como um todo e para as melhorias que estou fazendo, porque uma partida assim pode facilmente te colocar para baixo se você deixar. Então vou tentar não fazer isso, trabalhar duro e me preparar para a Ásia”, disse.
Apesar do resultado, a britânica vê a experiência com jogadoras do topo como uma oportunidade de evolução. “É um objetivo e uma meta. Perdi para Iga duas vezes, Aryna e Elena, mas é onde estou com meu ranking. Posso enfrentar adversárias top nas primeiras rodadas. Preciso fazer meu melhor nos próximos meses até a Austrália, manter a consistência e deixar esta partida para trás.”
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A número 36 do mundo também citou as principais diferenças para as tenistas da elite, destacando a velocidade e pressão constante. “Quando elas jogam bem, é difícil. Elena tem um saque ótimo, segundo saque rápido e alto, e a devolução volta muito rápido. Você mal pousou do seu saque e já está de volta na linha de base. A bola vem muito rápido e a é pressão constante. Uma bola que seria normal para mim passa a exigir muito, e é quando surgem os erros”, avaliou.
Para completar o assunto, Emma comenta sobre a postura das grandes jogadoras ao enfrentá-la. “Quando jogam contra mim, elas querem provar que estão no topo. Isso mostra que ainda tenho muito trabalho a fazer, mas também vejo como um elogio que se concentrem totalmente em mim.”
Em Nova York, Raducanu está acompanhada do treinador espanhol Francis Roig, que fez parte da comissão técnica de Rafael Nadal por duas décadas, e tem um acordo inicial com a britânica até o final da temporada. Mesmo em pouco tempo, a tenista já vê alguns resultados nestas primeiras semanas de trabalho.
“Foram três semanas, mas já tivemos boas melhorias. Algumas partes do meu jogo evoluíram. Hoje minhas fraquezas foram evidenciadas, mas ele não pode fazer milagres em tão pouco tempo. Sei que estamos fazendo um bom trabalho e espero continuar”, enfatizou.
Análise equilibrada da Raducanu. Ela sabe que o seu jogo está num nível abaixo das atuais top 5, mas está determinada a evoluir e diminuir a diferença e isso é uma postura importante para se alcançar o objetivo.