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Quem são os jovens tenistas para ficar de olho em 2024

A nova temporada do tênis começou na última sexta-feira com os primeiros jogos da United Cup e segue nesta semana com as disputas dos primeiros torneios da ATP e WTA de 2024. E não param de surgir caras novas, dispostas a dar trabalho e surpreender os principais favoritos dos dois circuitos. E mais uma vez, TenisBrasil apresenta uma lista de jovens tenistas para ficar de olho nesta nova temporada.

Como de costume, os jovens que já estão nas primeiras posições como Carlos Alcaraz, Coco Gauff e Jannik Sinner ficam de lado e a preferência é para atletas que vinham na transição da carreira juvenil para o profissional, se destacando em torneios menores, ou mesmo conseguindo as primeiras vitórias em eventos de primeira linha.

A lista de promessas para 2023 está disponível neste link e contou com nomes como Qinwen Zheng, Ben Shelton, Linda Noskova, Linda Fruhvirtova, Luca Van Assche, Alycia Parks e Dominic Stricker.

João Fonseca (17 anos, 730º da ATP, Brasil)
O primeiro nome da lista é o de João Fonseca, brasileiro que terminou a temporada passada na liderança do ranking mundial juvenil. Apesar do compromisso firmado com a Universidade da Virgínia, o carioca de 17 anos mantém as portas abertas para o tênis profissional.

Líder do ranking mundial juvenil e campeão do US Open na categoria, ele pode se beneficiar do programa de transição oferecido pela ITF e a ATP, que o possibilita entrar diretamente na chave de alguns torneios de nível challenger na próxima temporada. Seu primeiro compromisso deverá ser já na semana que vem, em Buenos Aires.

Mirra Andreeva (16 anos, 58ª da WTA)

Mirra Andreeva (Foto: AELTC)

Eleita a Novata do Ano pela WTA, a russa Mirra Andreeva teve uma evolução notável ao longo da temporada de 2023. Ela começou o ano jogando o torneio juvenil do Australian Open, onde foi finalista, mas ainda no primeiro semestre já estava entre as cem melhores do mundo.

Andreeva acumulou seis títulos no circuito profissional da ITF e não se intimidou ao tentar torneios maiores, venceu Bia Haddad Maia no saibro de Madri e a também top 15 Barbora Krejcikova em duas ocasiões. Ela ainda alcançou a terceira rodada de Roland Garros e as oitavas em Wimbledon. Cada vez mais habituada aos grandes palcos, a russa deve ter presença constante em fases finais dos principais eventos.

Alina Korneeva (16 anos, 180ª da WTA)

Alina Korneeva (Foto: Zhangyunke Linjianming)

Também russa de 16 anos, Alina Korneeva conquistou dois títulos de Grand Slam como juvenil na última temporada, o Australian Open (superando Andreeva na final) e também Roland Garros, além de ter vencido o ITF Junior Finals, chegando ao número 1 do ranking mundial da categoria. Com três títulos profissionais na ITF, o mais forte deles na região portuguesa de Figueira da Foz, ela conseguiu saltar no ranking para jogar torneios maiores. No fim do ano passado, em Hong Kong, venceu a primeira na WTA.

Arthur Fils (19 anos, 36º da ATP, França)

Arthur Fils (Foto: Peter Staples/ATP Tour)

O francês Arthur Fils foi uma das principais revelações do circuito na última temporada e mostra um jogo adaptado para o tênis atual de alto nível da ATP, com ótimo saque, golpes potentes e solidez dos dois lados, além de contar com dois nomes de peso na equipe, Sergi Bruguera e Sebastien Grosjean.

Ele começou a temporada passada no 251º lugar do ranking, mas aproveitou bem os convites para torneios da ATP em solo francês, nas cidades de Montpellier e Marselha para saltar no ranking e colar no top 100 após duas semifinais. Fils não parou de evoluir, conquistou seu primeiro ATP no saibro de Lyon e também foi vice nas quadras duras e cobertas de Antuérpia, na Bélgica. Os fãs brasileiros poderão vê-lo de perto no Rio Open em fevereiro.

Ashlyn Krueger (19 anos, 78ª da WTA, EUA)

Ashlyn Krueger (Foto: Akira Ando/Japan Open)

Jogadora de 1,85m, a norte-americana Ashlyn Krueger consegue se aproveitar muito bem de sua altura para impor um estilo de jogo agressivo, graça ao bom desempenho no saque e sua potência nos golpes. Foi assim que ela conquistou no ano passado seu primeiro título de WTA no 250 de Osaka, no Japão, sem perder nenhum set ao longo da semana. Ela iniciou aquele torneio como 123ª do mundo e conseguiu se firmar no top 100 após a conquista.

Nos tempos de juvenil, chegou a vencer o tradicional Orange Bowl em 2020. Ela treina com Michael Joyce, que foi um dos mentores de Maria Sharapova e já treinou também Victoria Azarenka e Jessica Pegula.

Hamad Medjedovic (20 anos, 113º da ATP, Sérvia)

 

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Atual campeão do Next Gen ATP Finals, Hamad Medjedovic teve o privilégio de conviver de perto e desde muito jovem com Novak Djokovic, que ofereceu ajuda financeira e estrutura de treinamento no início da carreira de seu compatriota. Ao longo da última temporada, a melhor de sua ainda curta carreira, conquistou três de seus quatro títulos de challenger e saltou do 255º para o 113º lugar do ranking. Com um jeito de jogar bastante moldado pelo estilo multicampeão de Djokovic, o pupilo sérvio se destacou durante o Next Gen por seu backhand na paralela eficiente. Ele está nesta semana jogando a United Cup com a equipe de seu país, convivendo novamente com o melhor tenista da atualidade.

Sara Bejlek (17 anos, 132ª da WTA, República Tcheca)

Sara Bejlek (Foto: Cristiano Andujar)

A canhota Sara Bejlek é mais uma cria da “Fábrica de Tenistas” da República Tcheca. Por conta da altura, 1,57m, foge um pouco do padrão de jogadoras super agressivas e aposta em muita agilidade de pernas no fundo de quadra e variações táticas. Com bons resultados no saibro, terminou a temporada disputando os WTA 125 da América do Sul, com título no Chile e quartas de final em Florianópolis. E apesar da pouca idade, já conseguiu disputar três chaves principais de Grand Slam, furando qualis do US Open ainda em 2022, além do Australian Open e de Roland Garros na temporada passada.

Julia Riera (21 anos, 137ª da WTA, Argentina)

Outra tenista que soube aproveitar muito bem os torneios jogados na América do Sul foi a argentina Julia Riera, de 21 anos e que teve como resultados de destaque a semifinal em Buenos Aires e as quartas em Montevidéu. A tenista que ocupava apenas o 258º lugar no início do ano passado já está com o melhor ranking da carreira, na 137ª posição. E logo na abertura da atual temporada, já venceu a búlgara Viktoriya Tomova por 6/2 e 6/4 na estreia do WTA 500 de Brisbane. Ela enfrentará a russa Ekaterina Alexandrova na segunda rodada. Caso consiga repetir no piso duro os bons resultados que teve no saibro, é candidata a subir ainda mais no ranking e se aproximar do top 100.

Abdullah Shelbayh (20 anos, 195º da ATP, Jordânia)

Abdullah Shelbayh (Foto: Rafael Nadal Academy)

Canhoto e pupilo da Rafa Nadal Academy, Abdullah Shelbayh colocou a Jordânia no mapa do tênis ao conseguir uma série de marcas inéditas para seu país, inicialmente no circuito challenger e depois como o primeiro jordaniano a atuar e a vencer jogos de nível ATP. Tenista adepto de um estilo com mais variações e divertido de se assistir, Shelbayh certamente receberá convites para os torneios no Oriente Médio em fevereiro e tem enorme potencial de crescimento ao longo da temporada.

Gustavo Heide (21 anos, 244º da ATP, Brasil)

Gustavo Heide (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Convidado para a chave principal do Rio Open depois de vencer a Maria Esther Bueno Cup, em São Paulo, Gustavo Heide é um dos brasileiros que mais evoluíram na última temporada. O jogador de 1,88m consegue se impor com seu bom saque e aproveitou bem os torneios em condições mais rápidas, até mesmo no saibro. Ele foi finalista do challenger de Bogotá e chegou à semifinal dos Jogos Pan-Americanos de Santiago, onde também foi medalhista de ouro nas duplas com Marcelo Demoliner. O principal desafio para Heide na próxima temporada é ser consistente em semanas consecutivas do circuito challenger para poder dar um novo salto no ranking e buscar voos maiores.

Clervie Ngounoue (17 anos, 493ª da WTA, EUA)

Clervie Ngounoue ganhou seu primeiro Grand Slam em simples após dois títulos de duplas (Foto: AELTC)

Campeã juvenil de Wimbledon, Clervie Ngounoue tem a seu favor toda a estrutura de treinamento e torneios nos Estados Unidos para projetar um rápido crescimento no circuito. A norte-americana de 17 anos tem grandes chances de aparecer em grandes torneios do circuito ao longo da temporada, como já aconteceu no ano passado, em Washington, US Open e San Diego. É esperado que ela seja convidada para os WTA 1000 de Indian Wells e Miami e tenha a experiência de enfrentar grandes nomes desde muito cedo.

Hannah Klugman (14 anos, 670ª da WTA, Grã-Bretanha)

Hannah Klugman (Foto: Sergio Llamera/ITF)

Ainda mais jovem, a britânica Hannah Klugman é outra com grandes chances de surpreender durante a próxima temporada. Com apenas 14 anos, ela já vinha superando algumas marcas que eram de Coco Gauff em termos de precocidade. Klugman já tem até uma vitória sobre a top 200 Lily Miyazaki e deu trabalho para a francesa Oceane Dodin, então 114ª do mundo, durante o ITF de Shrewsbury em outubro. Em seu último ato na temporada juvenil, conquistou o título da categoria 18 anos do Orange Bowl nos Estados Unidos, passando pelas norte-americanas Iva Jovic e Tyra Grant (campeãs da Billie Jean King Cup Junior) nas duas últimas rodadas.

Por conta da pouquíssima idade, ela terá uma limitação no número de torneios profissionais que pode disputar e vai ter que mesclar o calendário com grandes torneios do juvenil. No meio do ano, com um pouco mais experiência, espera-se que ela seja testada em torneios da WTA na grama inglesa como convidada. Klugman já foi finalista de duplas no juvenil de Wimbledon na última temporada.

 

Jornalista de TenisBrasil e frequentador dee Challengers e Futures. Já trabalhou para CBT, Revista Tênis e redações do Terra Magazine e Gazeta Esportiva. Neste blog, fala sobre o circuito juvenil e promessas do tênis nacional e internacional.
Jornalista de TenisBrasil e frequentador dee Challengers e Futures. Já trabalhou para CBT, Revista Tênis e redações do Terra Magazine e Gazeta Esportiva. Neste blog, fala sobre o circuito juvenil e promessas do tênis nacional e internacional.

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