PLACAR

Para Dimitrov, circuito é cada vez mais competitivo

Foto: Peter Staples/ATP Tour

Xangai (China) – Semifinalista do Masters 1000 de Xangai, Grigor Dimitrov destacou o equilíbrio do circuito e acredita que a exigência física e mental tênis é um dos fatores para que jogadores que estão atrás no ranking consigam passar pelos principais favoritos. Entre os quatro jogadores restantes na chave, apenas o russo Andrey Rublev está no top 10. No entanto, são três campeões de Masters 1000 lutando pelo segundo título, Dimitrov, Rublev e o polonês Hubert Hurkacz. Apenas o norte-americano Sebastian Korda busca uma conquista inédita.

“Vimos, ao longo do ano, muitos vencedores diferentes nos Masters 1000. Agora todo mundo está jogando bem. Se você pensar bem, qualquer um pode vencer qualquer um. O tênis hoje é muito físico, mental e tudo o mais que você quiser dizer”, disse Dimitrov, que enfrenta Rublev neste sábado às 9h (de Brasília) por vaga na final.

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“É por isso que acho que, em geral, e também no futuro, veremos as chaves um pouco mais abertas aqui e ali. Mas quero me concentrar apenas no meu trabalho. Tudo o que tenho que fazer é entrar em quadra, contra quem quer que eu jogue, e fazer o meu melhor”, acrescentou o búlgaro de 32 anos.

Algoz de Carlos Alcaraz nas oitavas, Dimitrov destacou o quanto a vitória sobre o atual número 2 do mundo trouxe confiança e elencou um ponto-chave para vencer o espanhol. “Vencer o Alcaraz ajuda em termos de confiança, mas também foi apenas mais um jogo, se pensarmos bem. Não tive muito tempo para pensar muito, apenas conversei um pouco com a equipe e tentei ver o que fiz de bom, o que funcionou, o que não funcionou e o que poderia fazer melhor no próxima rodada. Mas é claro que tiro todos os aspectos positivos disso, porque você precisa se alimentar disso a cada rodada. Acho que até agora as coisas estão bem e preciso continuar”.

“Eu sabia o que tinha de fazer naquele jogo. Sabia sabia que tinha que aplicar pressão constante contra ele. Mesmo que eu estivesse atrás no placar, mesmo que meus chutes não fossem bons o suficiente, eu tinha que colocá-lo em posições desconfortáveis. Ele não gosta de jogar na defensiva”, complementou o vencedor de oito títulos no circuito. Ele não conquista um troféu desde o ATP Finals de 2017.

Vitória sobre Jarry nas quartas

Já sobre a partida contra o chileno Nicolas Jarry nas quartas, o mais importante era neutralizar o ótimo saque do rival. “Para mim, ele é um dos melhores sacadores do momento. Já joguei contra ele algumas vezes e sinto que cada vez fica cada vez mais difícil devolver o saque. Nos momentos mais importantes, consegui ser apenas sólido e nada mais”, disse após a vitória por 7/6 (7-2) e 6/4.

“Contra ele você não tem muitas oportunidades, principalmente no começo é muito difícil porque ele não dá ritmo. Acho que não fiz nenhuma loucura naqueles momentos, apenas continuei acreditando no meu jogo. Eu estava tentando pressionar na esperança de que ele cometesse alguns erros, e ele cometeu”.

Dimitrov também foi elogioso a Rublev, seu adversário da semi, e destacou o jogo agressivo do russo. “Andrey é um jogador que tem sido muito consistente ano após ano. É um cara incrível e um jogador incrível. Você sabe que ele vai competir muito e bater forte em que aparecer em seu caminho. Acho que não tenho palavras suficientes para descrevê-lo”.

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