Suíço revela homossexualidade e relata “pressão para ficar calado”

Mika Brunold (Foto: Reprodução/Instagram)

Winterthur (Suíça) – O suíço Mika Brunold, de 21 anos e atual 310º do ranking, revelou ser homossexual em um comunicado em suas redes sociais. O tenista afirmou que a decisão de tornar pública sua orientação aconteceu devido à “pressão para ficar calado” e ao medo de não ser aceito no ambiente competitivo do circuito. Com isso, ele se torna apenas o segundo jogador em atividade na ATP a assumir publicamente sua homossexualidade, ao lado do brasileiro João Lucas Reis, que fez seu anúncio no fim do ano passado.

Nascido em Winterthur, região próxima a Zurique, Brunold tem quatro títulos no circuito da ITF. Já na atual temporada, conseguiu 19 das 25 vitórias em challenger de sua carreira. Ele contou que tornar pública sua sexualidade representou um avanço pessoal importante.

“O sucesso em quadra não depende só da parte física, mas de descobrir quem você é e permanecer fiel a si mesmo”, afirmou o suíço. Ele explicou que pensou bastante sobre como abordar o assunto e que, embora nem sempre tenha sido fácil, viver escondido ou tentar ser alguém que não era jamais seria uma opção.

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“Ser gay não significa apenas amar alguém do mesmo gênero. Também significa lidar com coisas sobre as quais a maioria das pessoas nunca precisa pensar. O medo de não ser aceito, a pressão para ficar calado, a sensação de ser diferente. Mas eu cresci. E tenho orgulho de quem sou hoje”, acrescentou Brunold que afirma também que, “em um mundo ideal”, não haveria necessidade de fazer um anúncio formal.

Brunold disse que compartilhou sua história não apenas por si mesmo, mas porque acredita que o tema ainda é pouco debatido no esporte profissional. O suíço também agradeceu às pessoas que o apoiaram ao longo da jornada. “Sou profundamente grato a todos que estiveram comigo. Sem vocês, eu não seria quem sou hoje”.

A publicação recebeu inúmeras mensagens de apoio, incluindo de compatriotas como Viktorija Golubic, Jil Teichmann e Leandro Riedi, da alemã Eva Lys, da norte-americana Sloane Stephens e da ex-número 1 Kim Clijsters, integrante do Hall da Fama. A Federação Suíça de Tênis também deixou uma mensagem de incentivo ao jovem atleta.

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Diego
Diego
9 dias atrás

Espero que não sofra preconceito no circuito,e que todos o tratem com o devido respeito
Deve ter ficado mais aliviado após o anúncio

Paulo A.
Paulo A.
8 dias atrás
Responder para  Diego

E talvez vá até jogar melhor. Uma pressão a menos.

André Borges
André Borges
8 dias atrás
Responder para  Diego

A maioria das vezes o circuito já esta careca de saber e todos convivem tranquilamente, assim como foi com o João Lucas. O atleta se posiciona publicamente mais por conta dos fãs, midias sociais e jornalistas.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
8 dias atrás
Responder para  André Borges

Vamos combinar que ele chegou meio atrasado. Billie Jean king na década de 70 , já se pronunciava e foi seguida por várias , inclusive Martina Navratilova. Levou as maiores honrarias do governo do USA. Sinceramente não acredito que alguém em 2025 , se preocupe com o tema . Ainda mais com tantos jogadores de futebol…Abs !

André Aguiar
André Aguiar
8 dias atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Engano seu. O avanço civilizacional infelizmente não é linear. Agora mesmo vivemos uma época de retrocesso, na qual xenofobia e preconceitos sexuais recrudescem em todo o mundo. Veja que mesmo na Europa ocidental e na Suíça em particular (onde o preconceito sexual é supostamente menor do que em outros países, notadamente aqueles cuja população é majoritariamente religiosa), o garoto revelou ter sofrido pressão para ficar calado.
De fato, no meio esportivo, parece haver mais tolerância com a homossexualidade feminina. Por outro lado, é espantoso que no tênis masculino, o João Lucas Reis tenha sido o primeiro em quase cem anos a assumir publicamente a sua orientação homossexual.
E não entendi a sua referência a jogadores de futebol. Se há um esporte onde reina o mais absoluto preconceito sexual é justamente o futebol.

Leonardo
Leonardo
8 dias atrás
Responder para  André Aguiar

Desculpe Andre, mas voce está confundindo a recente reação de alguns paises aos exageros da comunidade LGBT, tipo linguagem inclusiva, os infinitos generos que vão aparecendo, mulheres trans que agoram querem ser reconhecidas como mulheres sem distinção com biologicas. Mulheres trans que biologicamente são homens, invadindo o esporte feminino levando uma vantagem competitiva absurda. Isso não tem nada a ver com aumento de preconceito. Cada um faz o que quer com a vida, mas não espere que o outro siga. E preconceito sexual no futebol? Aonde? Existe uma liga feminina, agora se não dá publico, se as mesmas mulheres não assistem é outra coisa.

Fábio S
Fábio S
8 dias atrás
Responder para  Leonardo

Alguns dizem que a “É a Ditadura do Arco-Íris…” O que Eu acho impressionante é como aumentou o número de pessoas LGBT nas últimas duas, três décadas.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
8 dias atrás
Responder para  Leonardo

Muitos Ex – jogadores aparecem até como comentaristas na TV . Sem contar que Armando Marques, sempre foi considerado o melhor Juiz Brasileiro. Margarida apitava em todos os Estados da Federação. A orientação das meninas do Vôlei e Futebol, são mostradas a toda hora . Começando pela Rainha Marta , o Rei a chamava de” Pelé de Saias ” . E por aí vai , meu caro. Abs !

Manu
Manu
7 dias atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Geral fala mal dos Estados Unidos mas onde navratilova é tantas outras e outros vão morar/estudar/trabalhar sendo livres em todos os sentidos? Lá!!

Luiz
Luiz
7 dias atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

“Eu perdi um filho com 19 anos. Quem perde um filho, não é homofóbico. Foi uma brincadeira em que eu fui juvenil. Eu quis dizer para o time ter sangue no olho. É só isso.” Abel Braga, sobre o comentário em relação à camisa rosa do Inter.

Tô tentando entender qual a relação de uma coisa com a outra…

Rodrigo
Rodrigo
9 dias atrás

Que bacana, que seja devidamente respeitado (não só entre os jogadores, mas pelo púbico/sociedade tbm) e possa jogar mais leve!

Kario
Kario
9 dias atrás

Acho q seria importante o João Lucas mandar uma mensagem de apoio/incentivo tb.

Diego
Diego
8 dias atrás
Responder para  Kario

Também acho,seria muito bacana mesmo

Rogério Jeaua
Rogério Jeaua
8 dias atrás

Uma prova de que mesmo que alguns poucos ainda não aceitem , a sociedade está evoluindo .
Seja feliz rapaz !

Tom França
Tom França
8 dias atrás

A vida pessoal é de cada um, e o livre arbítrio é De Deus. Portanto, não acho que ninguém deva dar satisfação do que faz, ou do que deixa de fazer, a ninguém! Tem muita gente que fica dando opinião a favor, pra “lacrar”, como politicamente correto, mas que no fundo, no fundo, são uns tremendos de homofóbicos!

Kario
Kario
8 dias atrás
Responder para  Tom França

Homofóbico querendo lacrar e perder a chance de expressar seu ódio? Considerando q o ódio e o preconceito foram legitimados no Brasil há alguns anos? Online? Onde? Nunca. Alguns optam por nao falar nada, felizmente, mas acho q vc está completamente equivocado. Estamos no Brasil no século XXI.

Leonardo
Leonardo
8 dias atrás

Para ser sincero, não vejo razão para tanta celeuma. É absolutamente irrelevante a sua opção sexual. Tivemos excelentes atletas homossexuais e ninguém ligava. Navratilova e Billi Jean King eram lendas, todos sabiam que eram homossexuais, mas nunca precisaram se amparar nessa bandeira para se transformar em lenda do tenis. Se vamos para o mundo artista, lembro de um dos maiores icones, Fed Mercury, que seria icone, independente da sua sexualidade. Obviamente vai existir preconceito, mas são grupos isolados. Não acho que tem que manter em segredo, mas também não tem que ficar bradando. Ninguém sai por aí gritando “sou hetero”. Lembro da Amélie Mauresmo, um dia perguntaram quem era a linda jovem que sempre estava no seu camarote. Ela simplesmente respondeu, minha namorada, e a reportagem seguiu normalmente, sem ruido, sem pressão…

Ana
Ana
8 dias atrás
Responder para  Leonardo

Que interessante a entrevista da Mauresmo, nao sabia.

Leonardo
Leonardo
7 dias atrás
Responder para  Ana

Foi reportagem em quadra, essas que o vencedor dá no fim do jogo. Ela respondeu tão naturalmente que o reporter ficou meio desconcertado e voltou para o assunto do jogo. O fato foi mencionado pela imprensa, mas pelo que eu lembro, sem maiores destaques.

Roberto Canessa
Roberto Canessa
7 dias atrás

Mas vamos pensar por um outro lado. Vamos supor que um patrocinador invista na carreira dele, e vamos supor que esse patrocinador beja, depois de já depositar dinheiro nele, que se ele se assumir vão perder dinheiro.
Pq seria errado ele pressionar para que não se assuma? Ele vai perder dinheiro, e ele entrou patrocinando pra o contrário, ganhar dinheiro.
Realmente, se antes de assinar o contrato, o cara tenha dito q era gay e q pretendia se assumir e os patrocinadores não vissem problema, mas depois começassem a pressionar, aí é errado, mas caso contrário, o pessoal tá correto em pressionar pra que não se assuma.

Luiz
Luiz
7 dias atrás
Responder para  Roberto Canessa

Infelizmente estamos em 2025 e ainda tem patrocinador (não) querendo sua marca vinculada aos gays

Roberto Canessa
Roberto Canessa
6 dias atrás
Responder para  Luiz

Então é bom na hora de assinar o contrato ele dizer que é e q vai se assumir. Pq a marca não pode levar prejuízo por conta de um desejo dele q n foi previamente acordado em contrato.
Os patrocinadores não são pais deles, é gente investindo uma grana.

José Afonso
José Afonso
5 dias atrás
Responder para  Luiz

O mundo dos negócios se mede pelo dinheiro, não por ideologias. Se a empresa acha que isso vai fazer lucrar consideravelmente menos, é claro que não vai querer, oras.

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