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Millman se despede do tênis com queda no quali do AO

Foto: Tennis Australia

Melbourne (Austrália) – Chegou ao fim a carreira do australiano John Millman. Aos 34 anos, o tenista já havia anunciado em novembro que o Australian Open seria o seu último torneio como profissional. O fim no entanto não foi como ele gostaria, já que o anfitrião acabou eliminado na segunda rodada do qualificatório pelo eslovaco Alex Molcan.

Ex-número 33 do mundo, Millman conquistou apenas um título de ATP, na quadra rápida de Almaty, no Cazaquistão, em 2020. Seu melhor resultado em Grand Slam aconteceu na temporada 2018, quando alcançou as quartas de final do US Open após bater o suíço Roger Federer por 3 sets a 1 nas oitavas, naquela que foi sua maior vitória da carreira, segundo o próprio jogador. Ele também foi semifinalista da Copa Davis com a Austrália em 2017, atuando em apenas uma partida do grupo mundial.

Em quase 18 anos de carreira, Millman disputou 270 partidas na elite do circuito e venceu 121, acumulando pouco mais de US$ 5,4 milhões em prêmios. Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ele se tornou o primeiro tenista da história a anotar uma vitória por duplo 6/0 no maior evento esportivo do planeta. O fato ocorreu na primeira rodada contra o lituano Ricardas Berankis.

Agora em tom de despedida, o australiano recordou os desafios que precisou enfrentar para chegar à elite do tênis e figurar no top 40 do ranking mundial. “Alguns dos destaques para mim são saber de onde vim para poder jogar nos maiores torneios. Lembro-me de jogar na Espanha quando tinha 18 ou 19 anos e tive de vencer quatro jogos de qualificação para conseguir cerca de 80 euros. Quando você pensa naquela jornada e em chegar ao topo, é muito especial”, disse em entrevista ao site da ATP.

“Para mim, o destaque foi quando representei meu país na Copa Davis e nos Jogos Olímpicos. Eu realmente gostei disso. Só espero que, quando tudo terminar, eu saiba que não fui necessariamente o jogador mais talentoso, mas espero que as pessoas tenham gostado da jornada e visto que deixei tudo por aí”, acrescentou.

Dez anos mais novo, o compatriota Alex de Minaur foi um dos grandes amigos que Millman fez no circuito e revelou que o agora ex-companheiro de time foi um espelho para que evoluísse dentro das quadras. “Acho que John foi uma das pessoas mais importantes da minha carreira. Ele foi um daqueles caras que abriu o caminho, me mostrou exatamente o que é preciso para ser tenista e um melhor profissional. Ele tem os valores, a ética de trabalho e é a pessoa que os mais jovens deveriam admirar”, destacou o novo top 10 do ranking.

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rubens
rubens
1 mês atrás

um dos caras mais íntegros do circuito, é aquele tipo de quem todos gostam é quase impossível falar mal.
um dos caras mais esforçados que ja ví jogar, compensava o que lhe faltava em talento.
Assisti ao jogo em que ganhou de Roger federer o Us Open, deve ter perdido uns 40 litros de agua na partida em suor, lembro que ate os comentaristas ficaram impressionados como jorrava suor de seu corpo e molhava toda a quadra kkk

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