Melbourne (Austrália) – Ao longo da carreira, Coco Gauff tem usado sua visibilidade para defender causas sociais e apoiar iniciativas de transformação. A norte-americana de 21 anos e número 3 do mundo mantém uma postura ativa no combate ao racismo e à violência contra a população negra e, na condição de atleta mais bem paga do mundo, direciona parte de seus recursos a projetos voltados à inclusão e à educação.
“É difícil ser uma mulher negra em nosso país e ter que vivenciar certas situações, inclusive nas redes sociais, e ver comunidades marginalizadas sendo afetadas. Tento fazer o meu melhor”, afirmou Gauff em entrevista coletiva nesta quarta-feira, após vencer a sérvia Olga Danilovic por duplo 6/2 na segunda rodada do Australian Open. Ela enfrentará a compatriota Hailey Baptiste na próxima rodada.
“Desde pequena, sinto que meu propósito é apoiar as pessoas ao meu redor, especialmente aquelas que talvez não tenham voz. Não encaro isso como pressão ou expectativa, mas como algo que preciso fazer”, acrescentou. A tenista também comentou o desgaste de tratar constantemente do tema. “No momento, estou um pouco cansada de falar sobre isso. Espero que, no futuro, possamos ter mais paz e gentileza na forma como nos comunicamos sobre diferentes assuntos.”
Doação para programas universitários e bolsas de estudo
No início da semana, o United Negro College Fund (UNCF) anunciou que Gauff doou US$ 150 mil à organização. O valor será destinado a bolsas de estudo para estudantes de faculdades e universidades historicamente negras que praticam tênis competitivo. No ano passado, a norte-americana já havia contribuído com outros US$ 100 mil para a mesma instituição.
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A ligação de Gauff com as chamadas HBCUs (Historically Black Colleges and Universities) é pessoal. “Isso é extremamente importante para mim. Se eu não jogasse tênis, adoraria ter estudado em uma HBCU. Minhas duas avós, além de um tio e uma tia, passaram por essas universidades”, contou. “Cresci frequentando jogos do HBCU Classic e eventos semelhantes.”
Segundo a número 3 do mundo, o apoio ao tênis universitário é uma forma de suprir a falta de investimento em algumas dessas instituições. “Muitas vezes, o tênis nas HBCUs não recebe o financiamento necessário. Sempre tentei apoiar comunidades marginalizadas e ajudar da maneira que posso. Fico feliz por ter conseguido fazer isso pelo segundo ano consecutivo”, afirmou.
Gauff também destacou a influência familiar em seu engajamento social. Sua avó foi a primeira mulher negra a estudar em uma escola de ensino médio integrada na Flórida. “Ela sempre foi muito ativa na comunidade de Delray, onde eu moro. Liderar, inspirar e usar a própria voz para tornar o mundo um lugar melhor é algo que faz parte da minha história”, concluiu.











Maravilhosa Coco! Fazendo história mesmo tão jovem.
Bela ação! Prodígio dentro e fora das quadras!