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Kyrgios já pensa na aposentadoria e fica fora das Olimpíadas

Foto: Vince Caligiuri/Tennis Australia

Melbourne (Austrália) – Trabalhando como comentarista durante o Australian Open, e até atacando de entrevistador, como foi após a última partida do sérvio Novak Djokovic, o australiano Nick Kyrgios pode acabar definitivamente neste caminho. Isso porque, em uma coluna publicada nesta quarta-feira no Sydney Morning Herald, ele revelou estar pensando em se aposentar.

“Sentei-me com meu agente, Stuart Duguid, há alguns dias para conversar sobre meu futuro. A realidade é que há uma parte de mim que sabe que meu tempo no esporte pode ter acabado. E estou bem com isso. É uma conversa que precisava ser travada. Estou numa encruzilhada na minha carreira e cheguei a um ponto em que a vida depois do tênis é uma perspectiva que me entusiasma”, escreveu Kyrgios.

Já pensando no pós-tênis, o australiano vislumbra trabalhar como comentarista, ou fazendo “talk shows” entrevistando celebridades. Contudo, ele garante que ainda tem vontade de voltar a competir. “Claro, há uma parte de mim que está assistindo e que adoraria estar lá, especialmente depois do que consegui fazer em Wimbledon, há 18 meses, ao chegar à final contra Novak Djokovic”, comentou.

Sempre sem muitos filtros, Kyrgios diz que “esta geração não é tão forte quanto alguns dos jogadores que enfrentei” e por isso gostaria muito de voltar a competir, pois acredita que ainda possa conquistar coisas grandes. “Sei que posso ser um dos melhores do mundo e vencer grandes torneios – se meu corpo permitir. O fogo ainda queima, mas não é tudo para mim”.

Kyrgios ainda não sabe quando poderá voltar a competir, esperando por sua recuperação de uma lesão no pulso que exigiu uma cirurgia no ano passado, fazendo com que ele perdesse Wimbledon e o US Open. “Mas isso não é garantia. Meu corpo pode nunca mais ser o mesmo e as lesões podem te levar por um caminho diferente do que você imaginou”, comentou o australiano.

Uma certeza colocada por Nick é sua ausência nos Jogos Olímpicos de Paris, independente do que acontecer nos próximos meses. “A forma como fui tratado pelo Comitê Olímpico Australiano e pela ex-chefe de missão Kitty Chiller nunca será esquecida. Proibir-me de jogar nos Jogos Olímpicos do Rio foi uma vergonha. Eu era o número 13 na época e tinha uma chance genuína de ganhar uma medalha”, finalizou.

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Refaelov
Refaelov
1 mês atrás

Esse cara obviamente ainda n voltou a jogar pq sequer consegue se comprometer com as rotinas de recuperação pós lesão, imagina entao se comprometer com os sacrifícios diarios de um tenista q quer se manter no topo.. eh até vergonhoso ver de longe a falta de auto crítica de uma pessoa nessa situação..

Roberto Pascarelli
Roberto Pascarelli
1 mês atrás
Responder para  Refaelov

Nao sou de ficar julgando outros atraves de comentarios (quase nunca apareco aqui), mas nessa vc tem razao. O cara simplesmente nao esta comprometido com rotinas, entao o melhor que ele pode fazer eh admitir isso, e so jogar exibicoes (UTS, Laver Cup, etc.).

Guilherme
Guilherme
1 mês atrás

“A geração não é tão forte” praticamente chamou de entressafra hahahahahahahahahaha os fãs do Djokovic não vão gostar dessa.

Última edição 1 mês atrás by Guilherme

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