Zurique (Suíça) – Multicampeã em quadras de saibro, com seus quatro títulos de Roland Garros, Iga Swiatek teve melhores resultados em pisos mais velozes em 2025, com as conquistas de Wimbledon e do WTA 1000 de Cincinnati. Depois de disputar 81 jogos no ano, com 64 vitórias e três títulos, a número 2 do mundo planeja uma temporada um pouco mais curta para focar em ter mais tempo para treinar.
“Gostaria de tentar jogar uns dois torneios a menos, talvez aqueles em que eu não esteja jogando bem, só para dedicar esse tempo a treinar bastante e aprimorar a técnica”, disse Swiatek, em entrevista ao The Guardian. “Acho que isso também vai me ajudar a jogar melhor sob pressão, porque meu corpo vai se lembrar dos movimentos corretos e do que aprendeu durante esse período de treino”.
“Mentalmente, isso pode me dar muita confiança. Assim, posso chegar aos torneios um pouco mais preparada, porque, com certeza, disputando todos os torneios obrigatórios, a maioria das jogadoras dirá que nem sempre está 100% pronta para jogar todos eles”, avaliou a polonesa de 24 anos.
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Na conversa com o jornal britânico, realizada no escritório da On em Zurique, o título de Wimbledon e o duplo 6/0 contra Amanda Anisimova na final também foram assunto. Iga chegou a vencer 22 games seguidos nas rodadas decisivas do torneio, desde o 2/2 do primeiro set da semifinal contra a suíça Belinda Bencic e chegou a aplicar três ‘pneus’ seguidos para conquistar o sexto Grand Slam da carreira.

“Estou super feliz por essa conquista em Wimbledon. É algo que eu não esperava que acontecesse este ano. Achei que precisaria de mais alguns anos para aprender a jogar na grama e usar minhas habilidades nessa superfície. Mas me senti ótima”, contou a vice-líder do ranking. “Trabalhamos muito para mudar alguns padrões táticos que eu tinha em mente e que não vinha usando nos anos anteriores. Senti que, dia após dia, meu jogo estava melhorando e aproveitei a oportunidade. Essa vitória mudou tudo”.
Sobre o placar incomum diante de Anisimova, que não acontecia em finais de Wimbledon desde 1911, a polonesa afirmou: “Eu não estava pensando muito no placar, eu só estava jogando e não queria dar nenhum ponto de graça. Era uma final de Wimbledon, eu queria muito vencer. Depois, aconteceram muitas coisas malucas. Lembro de todas aquelas entrevistas, com os jornalistas perguntando se eu deveria deixar a Amanda ganhar um game ou algo assim. Foi bem diferente”.
“Só posso dizer que este torneio mostra que o tênis é um esporte muito mental. Essa parte do jogo tem um impacto enorme em tudo e nos resultados de cada jogador. Estou muito feliz por ter lidado bem com a pressão, porque depois da final, todo mundo estava falando que a Amanda estava estressada ou algo do tipo, mas eu também estava. Jogar a final de Wimbledon na Quadra Central é uma experiência surreal”.













