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Gauff passa a ter mais autonomia nas decisões da carreira

Foto: Paul Zimmer/ITF

Melbourne (Austrália) – Cada vez mais habituada com a vida de tenista de alto nível, Coco Gauff passou a ter mais autonomia para tomar decisões que impactam sua carreira dentro e fora das quadras. A jogadora de 19 anos e atual campeã do US Open afirmou que muitas das funções que eram assumidas por seus pais, Corey e Candi, agora são tratadas diretamente com ela e os profissionais de sua equipe.

“No início, aos 15 ou 16 anos, meus pais faziam muito isso por mim para que eu pudesse me concentrar só no tênis. Agora, tenho assumido mais funções. Estou envelhecendo e tenho que tomar mais decisões de dentro e fora das quadras. Eu diria que o final do ano passado foi como o começo de realmente fazer mais por mim mesma fora das quadras”, disse Gauff, durante a coletiva de imprensa deste domingo em Melbourne.

“Acho que todos os grandes jogadores sabem o que precisam fazer e mesmo assim precisam da ajuda de outros. É por isso que temos treinadores e pessoas que nos aconselham. Comigo não é diferente. É só uma questão de ter a equipe certa para me guiar e me ajudar sobre a rotina de treinos ou em trabalhar com certas marcas, coisas assim”, avaliou a atual número 4 do mundo. “Tenho feito progresso a cada ano. A vida adulta é algo que estou gostando muito de aprender a gerir. Não estou completamente lá, mas a cada ano acho que estou ficando cada vez melhor nisso”.

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Perguntada sobre como foi a decisão de assumir maiores responsabilidades, ela afirmou: “Meu pai apenas disse: ‘Estou aqui se você precisar de mim. Não vou tomar decisões por você, mas posso te dar conselhos’. Sou muito grata por tê-lo ao meu lado e tenho muito que aprender”.

Gauff teve que lidar com grandes expectativas desde os tempos de juvenil, época em que era até mesmo comparada às irmãs Venus e Serena Williams, e estreou na elite do circuito profissional com apenas 15 anos, fazendo grandes campanhas em Wimbledon e no US Open em 2019. Diante de um cenário em que jovens tenistas de apenas 16 anos como Mirra Andreeva, Brenda Fruhvirtova e Alina Korneeva começam a se destacar, ela chega a se sentir uma veterana no tênis profissional.

“Sinto que vivi tantas vidas nos últimos quatro anos, que me sinto mais velha do que 19 anos. Quando vejo essas meninas que estão chegando ao circuito aos 16 ou 17 anos é como se elas fossem muito mais jovens e eu me sentisse tão velha. Eu sei que não sou tão velha, mas às vezes eu esqueço minha idade”, comenta a norte-americana.

Gauff superou neste domingo em Melbourne a polonesa Magdalena Frech por 6/1 e 6/2 para chegar às quartas de final do Australian Open pela primeira vez na carreira. Até então, ela havia perdido duas vezes nas oitavas, em 2020 e também no ano passado. Ela enfrenta a ucraniana Marta Kostyuk, 35ª do ranking, na próxima rodada. “Estou feliz por estar nesta posição. Já havia perdido duas vezes nas oitavas. É legal superar esse obstáculo e espero que eu possa continuar buscando mais”.

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