Melbourne (Austrália) – A segunda-feira não começou muito boa para o tênis canadense, que depois de ver Félix Auger-Aliassime abandonar a partida por problemas físicos, também contou com uma dramática desistência da jovem Marina Stakusic, que sentiu fortes cãibras no terceiro set contra a tenista da casa Priscilla Hon e teve que sair de quadra em cadeira de rodas.
Vinda do quali e ainda em busca sua primeira vitória em uma chave principal de um Grand Slam, a canadense começou com tudo, mas Hon reagiu após o primeiro set, assumindo o controle da partida e não permitindo que Stakusic se recuperasse. Ela chegou a reagir após devolver uma quebra no ser final, mas as cãibras a obrigaram a abandonar a partida,
Ambas as jogadoras apresentaram dificuldades físicas no final da partida. Stakusic solicitou atendimento médico entre os sets, enquanto Hon precisou de um tempo técnico após ter seu saque quebrado no quinto game. Depois de confirmar o saque para empatar em 3/3, a canadense caiu na quadra com cãibras nas pernas.
Mesmo conseguindo continuar jogando, a canadense mal conseguia se mover e não conseguia alcançar a maioria das bolas. Ela chegou a ceder um ponto, dando um game de presente para Hon, a fim de chegar à troca de lados e receber mais atendimento médico.
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Stakusic jogou mais um game em que mal conseguiu sacar, quanto mais trocar bolas. Depois que Hon quebrou o saque para abrir 5/3, a canadense caiu na quadra novamente e foi o fim. Ela abandonou a partida e precisou ser retirada da quadra em uma cadeira de rodas. A australiana vencia por 1/6, 6/4 e 5/3.
Na segunda rodada, Hon, convidada da organização, terá pela frente a vencedora do duelo de compatriotas entre as norte-americanas Iva Jovic, cabeça de chave 29, e a Katie Volynets
É um dia agitado no Melbourne Park para os canadenses. Victoria Mboko e Denis Shapovalov iniciarão suas campanhas mais tarde e buscarão uma primeira vitória para o país, já que no domingo Gabriel Diallo e Liam Draxl foram eliminados na primeira rodada.











É impressionante que não tenha uma discussão a sério do calendário do tênis mundial. Deixar esse GS no meio do verão australiano, com temperaturas altíssimas e com jogos no sol a pino é um completo absurdo, um roteiro que se repete ano a ano, com alguns poucos tenistas privilegiados sendo poupados das horas mais quentes, o que só ajuda a aumentar ainda mais a diferença dos jogadores abaixo do ranking. Até termos uma morte em quadra ou alguma coisa mais séria. Aí a turma vai parar de brincar, de dizer que é frescura, mimimi. Já passou da hora de o calendário ser totalmente remodelado.