Nova York (EUA) – A vitória desta quinta-feira e o bom nível de tênis apresentado em seu segundo jogo no US Open trazem confiança para Beatriz Haddad Maia. De volta ao palco de um ótimo resultado que teve no ano passado, quando chegou às quartas de final, a número 1 do Brasil e 22ª do mundo saiu de quadra satisfeita com o nível apresentado contra a suíça Viktorija Golubic e já pensa no duelo com a grega Maria Sakkari na terceira rodada.
“Foi um jogo duro. Sei que havia vencido a última contra ela, mas perdi nas outras quatro. Ela é uma grande jogadora, muito habilidosa”, disse Bia após a vitória por 6/1 e 6/4 contra Golubic. Foi a segunda vez que ela venceu a suíça em seis jogos. “Estou feliz com a forma como competi e encarei, com um volume de jogo muito agressivo. Estava positiva o tempo todo, sempre me perdoando nos momentos de erro e conseguindo reagir no próximo ponto”.
“Tive um primeiro set muito sólido, errando poucas bolas. Isso me trouxe bastante confiança. No segundo set, depois do 4/2, perdi um pouco de velocidade tanto no saque quanto nas bolas. No final do jogo, não fui tão agressiva quanto eu queria, mas soube ficar nos pontos e tentei deixar 100% em quadra. Não importava o que aconteceria na partida. E vou ter a chance de jogar melhor na próxima rodada”, avaliou durante a entrevista em quadra. Horas depois, falando à ESPN, acrescentou. “As vezes eu exijo muito de mim e, naquele momento, eu estava com a sensação do último game, que eu baixei um pouquinho a velocidade sdo saque. Talvez tenha sido um pouco menos agressiva nas devoluções, poderia ter atacado um pouco mais. Mas é do tênis”.
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Esta foi a 12ª vitória na temporada para Bia, que tem como melhores resultados no ano a semifinal do WTA 500 de Estrasburgo, no saibro, e as quartas em Bad Homburg, na grama. Ela também havia alcançado a terceira rodada do Australian Open em janeiro. “A experiência que eu tive no ano passado está ajudando o meu tênis a cada partida e a cada set. Vou continuar trabalhando duro. O foco é sempre na próxima partida. O jogador de tênis tem dois adversários, o que está do outro lado, que a gente traça a estratégia de como enfrentá-lo, mas o principal adversário somos nós mesmos. Estou jogando um Grand Slam, então independente das semanas anteriores é o momento de dar o meu melhor”.
Bia também falou ao SporTV sobre seu momento na temporada. “Eu sei o quão duro estou trabalhando e o meu time está trabalhando. Mas não sei quando os resultados vão vir. O que eu tenho certeza é que vou colocar mais fotos no meu álbum, não interessa se vão demorar meses, anos ou semanas. O que mais importa é a gente ter consciência do processo e trabalhar duro. Grand Slam é só uma motivação a mais e quero continuar trabalhando bem aqui”.
Confronto com Sakkari na segunda rodada
O histórico de Bia contra Maria Sakkari, ex-número 3 do mundo e atual 64ª do ranking, é positivo. A brasileira venceu os quatro jogos entre elas, três deles quando a grega estava no top 10 entre 2022 e no ano passado. “A Sakkari é uma jogadora que já enfrentei algumas vezes, eu a conheço. Ela é experiente e já esteve no top 10 por muito tempo. Me sinto pronta para brigar bastante e vamos nos preparar para o jogo no sábado”, afirmou.
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— US Open Tennis (@usopen) August 28, 2025
“Vai ser um confronto interessante. Acho que independente do histórico, as duas não estão num mometo que gostariam e estão buscando resultados melhores. Claro que existe esse histórico, mas o principal é o presente. Ela tem muita qualidade, é brigadora como eu então espero que seja um jogão”, explicou a paulista de 29 anos.
Bia também falou do apoio recebido pelos brasileiros no US Open. “Tinham muitos brasileiros aqui e tentei usar essa energia para me ajudar. É muito gostoso receber esse carinho e estou tentando ser um pouco mais positiva e usar a energia do ano passado para ir o mais longe possível. Dou o meu máximo para ser um pouquinho como eles e trazer alegria para essas pessoas porque elas merecem. Eu me sinto muito abraçada por todo mundo e tomara que a gente continue cantando muito Olê, Olê, Olá!”.
Bia está parecendo Eurídice…
Basta uma dúvida, e pronto, volta para onde não deveria ter ido.
Não percebi dúvidas na Bia hoje, nem no jogo nem nas palavras.
Eurídice morreu, foi para submundo, Orfeu, foi resgata-la, com uma música linda, convence Hades (Deus da morte) a devolver sua amada.
Hades coloca apenas uma exigência, para liberar Euridice…Orfeu não poderia olhar para trás até ambos estivessem de volta ao mundo dos vivos, era uma relação de confiança e obediência.
Orfeu foi na frente, Eurídice o seguia, num determinado momento, desconfiado do acordo, Orfeu olhou para trás para ver se Eurídice realmente o seguia…ela o seguia.
A confiança foi quebrada, Orfeu desobedeceu Hades, olhou para trás.
Eurídice voltou para o mundo dos mortos, por culpa daquele que a resgatou.
A dúvida está no Orfeu (nós), basta uma desobediência (derrota) e Eurídice (Bia) volta para o mundo dos mortos (o inferno da melancolia).
Como todo mundo que se expõe a riscos nessa vida… A dúvida está sempre presente, a luta é diária
Bia é maravilhosa! E ainda fará grandes coisas.