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Alcaraz: ‘Estou como se fosse o começo do torneio’

Foto: Jared Wickerham/Western & Southern Open

Cincinnati (EUA) – Para chegar à final do Masters 1000 de Cincinnati, o espanhol Carlos Alcaraz teve que passar muitas horas em quadra, enfrentando partida de três sets em todas as rodadas, a última delas no sábado contra o polonês Hubert Hurkacz. Apesar da maratona, o número 1 garante estar em boa forma e que o cansaço não será um problema para a decisão deste domingo às 17h30 (horário de Brasília).

“As pessoas podem pensar que estou exausto, mas a verdade é que me sinto muito bem. Estou ótimo, me recupero muito bem graças ao meu fisioterapeuta após cada jogo e sinto que é como se o torneio estivesse prestes a começar”, afirmou o líder do ranking, que gastou 2h18 para superar Hurkacz de virada, com o placar final de 2/6, 7/6 (7-4) e 6/3, e agora enfrentará o sérvio Novak Djokovic.

O jovem espanhol entrou em quadra para enfrentar Hurkacz sabendo que não seria fácil, assim como foi na semana passada em Toronto, quando eles também jogaram por três sets. “Antes do jogo já estava claro para mim que teria que lutar até o final e que seria difícil vencer. No match-point eu disse a mim mesmo que se eu fosse capaz de salvá-lo, teria minhas chances mais tarde”, falou Alcaraz.

“Estou muito feliz por vencer esta partida porque Hubi é um dos melhores sacadores do mundo e houve momentos em que era impossível adivinhar a direção de seus saques. Estava rindo com Juan Carlos porque sempre pensamos que ele iria sacar para um lado e a bola ia para o outro. Acho que hoje joguei melhor que em Toronto e soube aproveitar minhas opções contra um dos melhores tenistas do momento”, acrescentou.

Mais jovem finalista de Cincinnati desde Pete Sampras em 1991, Alcaraz pode ser o mais novo campeão do torneio desde Boris Becker em 1985. Sempre comparado aos ícones do circuito, o espanhol prefere colocar os pés no chão e construir sua história aos poucos.

“Claro que é sempre bom quando alguém como Novak, por exemplo, diz que tenho qualidades como Rafa (Nadal) ou Roger (Federer), mas não concordo totalmente com isso porque sempre digo que tento ser eu mesmo. Nunca tentei imitar estilos ou personalidade dos Big 3, quero apenas criar minha própria identidade. Acho que tenho características que são apenas as de Carlos Alcaraz”, observou.

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