A fase de desafios técnicos e emocionais começou para Carlos Alcaraz e ele superou a primeira barreira com louvor. Depois de um primeiro set em que titubeou duas vezes diante de um aguerrido Alex de Minaur, o espanhol controlou a ansiedade e teve a paciência necessária para achar a hora precisa de despejar seu imenso arsenal. Garantiu-se assim de forma inédita na semifinal do Australian Open. É o segundo Grand Slam seguido em que atinge a penúltima rodada sem perder set.
Não haverá tempo para comemorações e relaxamento, porque agora terá pela frente Alexander Zverev, uma pedra no sapato constante para o espanhol. Os dois empatam por seis no geral, mas o alemão leva 5 a 3 de vantagem na quadra sintética, embora tenha perdido a última, em Cincinnati. O espanhol ganhou três das quatro mais recentes, série que começou depois da dura derrota sofrida para o alemão nas quartas de 2024 em Melbourne. E depois da belíssima apresentação de Zverev na madrugada, em que dominou o garoto Learner Tien em praticamente todos os aspectos, o duelo da sexta-feira fica ainda mais interessante.
Aos 22 anos e 258 dias, Carlitos é o segundo mais jovem profissional a somar 10 semis de Slam, superado por poucos dias pelo ídolo Rafael Nadal, e o terceiro a ter agora semi em todos os Slam, atrás de Novak Djokovic (20 anos e 237 dias) e Nadal (22 anos e 83 dias). Também curioso o fato de somar 40 vitórias em quadra dura nos Slam antes dos 23 anos, agora apenas duas atrás de Pete Sampras.
A vitória sobre De Minaur deveria ter sido ainda mais tranquila, já que começou fulminante, fazendo 3/0. Mas o australiano mostrou as garras, tomou atitude ofensiva e provocou erros do adversário até empatar. Alcaraz voltou a ter vantagem e outra vez foi barrado pela ótima postura do australiano. Mas ficou aí. Depois de um game tenso e ponto espetacular para confirmar sua superioridade no primeiro set, o número 1 do mundo sobrou em quadra para atingir sua quarta semi consecutiva de Slam. E foi comemorar com os fãs espanhóis.
Zverev teve oscilações físicas no começo do torneio, mas contra Tien mostrou que está mesmo jogando no melhor nível talvez de toda sua carreira, com postura mais ofensiva e cobertura inteligente da quadra, sem falar nos 24 aces. Atinge também a 10ª semi de Slam da carreira e a quarta na Austrália, onde decidiu no ano passado. Possui ainda quatro semis em Paris, com final em 2024, e duas no US Open, sendo finalista em 2020. É um currículo considerável, mas o sonho do primeiro troféu de Slam segue muito difícil, principalmente porque Jannik Sinner e Novak Djokovic são os favoritos para se enfrentarem na parte inferior da chave.
Sabalenka e Svitolina passeiam
A primeira semi feminina não deixa de ser inesperada: a bicampeã Aryna Sabalenka enfrentará Elina Svitolina na quinta-feira. A bielorrussa faz semi pela 12ª vez nos últimos 13 Slam, período em que fez sete finais e ganhou quatro títulos. Já a ‘veterana’ e mãe Svitolina enfim chega na penúltima rodada de Melbourne depois de três tentativas frustradas e, aos 31 anos, é a segunda tenista de maior idade a chegar pela primeira vez em uma semi no torneio, atrás de Mirjana Lucic, em 2017.
Sabalenka mostrou pacote completo contra a jovem Iva Jovic e deu muito pouco espaço para surpresas. Só ficou mesmo insatisfeita por não ter visto o teto retrátil ser fechado com o calor insano da terça-feira (quase 43 graus no parque e perto de 48 na cidade). De qualquer forma, está bem perto de se tornar a terceira profissional a jogar quatro finais consecutivas em Melbourne, repetindo Evonne Goolagong (1971 a 1976) e Martina Hingis (1997 a 2002).
É difícil não falar da vitória de Svitolina sem destacar o dia tenebroso vivido por Coco Gauff, que saiu de quadra com três winners e 26 erros nos 15 games disputados, tendo vencido meros 15 pontos com o saque (13 no primeiro e incríveis 2 com o segundo). A ucraniana, claro, tomou proveito dessa fraqueza e tentou sempre comandar os pontos com suas ótimas variações de velocidade e direção. Diante da pior derrota sofrida num Slam desde o comecinho da carreira, em 2019, Gauff descontou a fúria na raquete a caminho do vestiário.
Nada tira os méritos de Elina, que completou sua quarta vitória no torneio sobre tenistas muito mais jovens (três de 21 anos e uma de 18), marcando já duas vitórias sobre top 10, como fez diante de Mirra Andreeva. Com isso, voltará a figurar entre as 10 primeiras do ranking: “Era uma das metas estabelecidas para 2026”, revelou.
Tanto Sabalenka como Svitolina ainda não perderam nesta temporada, com 10 vitórias e um título nos preparatórios. Claro que a número 1 entra com favoritismo, já que também leva histórico positivo de cinco vitórias em seis confrontos.
Stefani chega na quinta semi de Slam
Em dia de descanso nas duplas femininas, Luísa Stefani foi à quadra ao lado do salvadorenho Marcelo Arévalo para uma difícil vitória de virada em cima de Anna Danilina e James Tracy, com direito a segundo set tenso. Com isso, a paulistana de 28 anos atinge a quinta semifinal de Slam na carreira e a segunda nas mistas, onde foi campeã do Australian Open em 2023, ao lado de Rafael Matos.
Nesta madrugada, será o terceiro dia em que Stefani terá rodada dupla. Por volta de meia noite, ela e Gabi Dabrowski pegam as atuais finalistas Su-Wei Hsieh e Jelena Ostapenko, jogo duríssimo. No meio da madrugada, volta para tentar a final nas mistas contra os franceses Kristina Mladenovic e Manuel Guinard.
E mais
– Alcaraz chega a 17 vitórias sobre adversários top 10 em Slam em 25 tentativas, estatística apenas inferior à de Borg (19) e Sampras (18). Ele também se junta a Djokovic, Sinner e Cilic como tenistas em atividade com semi em todos os Slam.
– “Meu saque pode melhorar e, para ser honesto, fisicamente não estou nem perto do que desejo ficar”, destaca Tien, que encarou com altivez a derrota. O técnico Michael Chang não concordou.
– Gauff diz que a fúria contra a raquete foi uma forma de colocar as emoções para fora: “Não quis fazer isso em quadra na frente das crianças”. Parabéns.
– Questionado como é ter o pai e o irmão sempre a seu lado nos torneios, Zverev brincou: “Eu me canso deles, mas eles não, porque sou eu quem paga tudo”.
– De Minaur iguala-se a Tommuy Robredo no número de quartas de Slam disputadas sem sucesso. Mas ambos estão longe das 10 de Andrey Rublev.
– Guto Miguel superou um jogo duro para ir às oitavas. Além do forte calor, não sacou tão bem e precisou ficar firme lá atrás. O adversário Daniel Jovanovski ajudou e cometeu nove duas faltas, algumas cruciais.
– O goiano de 16 anos agora é o principal candidato ao título, já que o francês Yannick Alexandrescou, cabeça 1, sequer passou da estreia. Seu próximo adversário é um tenista de Botsuana, que hoje treina na França: Ntungamili Raguin, de 17 anos.










E teve sabichão daqui, que acha que acha que é o que mais entende de tênis do mundo e já se acha o biógrafo do Alcatraz que deu 40% de chances para o Ferrer 2.0.
Kkkkkkk
Ainda disse que o DiMenor tem um grande peso de bola…
Grande fica por tua conta Mestrinho Jonas. Como sempre de carona , não percebestes as trocas pesadas de fundo que Alex já consegue e Tiafoe sentiu na carne . Paro por aqui pois és mais do mesmo. Abs !
O cara é um top 6 do mundo e “já consegue” trocar de fundo. Parece que você tá falando de um iniciante.
Do dia pra noite aquele grande entendido percebeu que falta potência ao Di Menor, uma descoberta um pouco tardia kkk…
Ao menos se de o trabalho de ler o Post. 95 % a 5 % , somente alienado, um desrespeito ao que apresentou o Australiano. Não está Top 6 por acaso, e Carlos Alcaraz usou sua infinidade de recursos , agora também em Indoor. 40 % também foi exagero da minha parte , mas não tenho hábito de menosprezar nenhum oponente, ainda mais jogando para uma torcida apaixonada. Esta acabou cedendo ao Tênis Espetacular do N 1 . É óbvio que não vistes nada kkkkkkkk. Abs !
Se conhecesses realmente o esporte, saberias da oceânica diferença entre Alcaraz e Toppo Gigio.
Conferido!
Rsrsrsrsrs…ABS!
Uai , Google
Mudou de opinião em relação ao Alcaraz
Ele não era superestimado?
Era.
Tempo verbal passado.
Número 1 mais fake da História enfrentou o medíocre Stuart Little. O Ratinho é um bom jogador, mas não tem nível pra vencer um Slam ou um “big”.
Em 2025 enfrentou o GOAT Dourado e em 2024 o Terceirão alemão nesta fase do torneio, por isso caiu nas quartas.
O cara tá no live ranking com 12.400 pontos e pode aumentar ainda, é uma pontuação muito alta pra dizer que é fake
Zverev realmente parece fisica e tecnicamente muito bem(até o forehand dele esta andando e confiável) mas, mentalmente ainda me parece aquém do desafio de encarar o Carlitos nos cascos(desperdiçou uma boa vantagem no TB do 2° set e, oq deveria ter sido uma protocolar vitoria em 3 sets ficou a um set point de um 5° set..)
O Tedesco tem as armas para tirar o Alcaraz da sua zona de conforto: um primeiro serviço muito confiável pra dizer o mínimo e um backhand cruzado para tirar o jogo do forehand do espanhol.. o caminho me parece esse: sacar muito bem e tentar assumir a ofensiva dos pontos o mais rapido possivel martelando a esquerda do rival.. clr, é mais fácil falar doq fazer..
Saudações Dalcin!
Por tudo que vi até agora no torneio dificilmente alcaraz e sinner não decidirão o torneio novamente .dalcim ,já tem um palpite pro campeão ,eu diria hoje que o Carlos é o favorito .
Pelo que está jogando, é o favorito sim.
Também acho que é o favorito, tomando o lugar que era de Sinner no início do campeonato. Essa campanha, aliás, vem sendo bem parecida com a do US Open.
Torcendo pra uma final entre Zverev x Djokovic, mas creio que terá a mesma final do ano passado.
Não duvide. Vacherot X Rinderknech em Xangai 2025 era mil vezes mais improvável.
Tien mostrando aitude madura dianre da derrota, e Gauff tendo o desempenho afetado pelos comentários maldosos da opiniao de alguns sobre a beleza dela, são os destaques do dia em Melborne..
Está chegando a hora da vingança de Musetti!
Acabaram as chances dele…
Claro que o Zverev é um adversário duríssimo pro Alcaraz, mas em uma melhor de 5 sets, no verão australiano, eu não apostaria grana nele. Meu palpite (chute) é 3×1 pro espanhol…