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Vondrousova não esperava retorno tão forte

Foto: AELTC

Londres (Inglaterra) – A conquista de Wimbledon neste sábado consolidou o retorno de Marketa Vondrousova ao circuito. Recuperada de duas cirurgias no punho esquerdo, a tcheca ficou seis meses sem jogar e diz que não imaginava voltar às quadras jogando tão bem. Com o primeiro título de Grand Slam, ela também terá o melhor ranking da carreira, debutando no top 10 a partir da próxima semana. Ela se torna primeira jogadora não-cabeça de chave a vencer o torneio na Era Aberta.

“No ano passado, estava como punho esquerdo engessado, mas vim aqui para ver minha melhor amiga [Miriam Kolodziejova] jogar o quali. Eu era apenas turista. Quando voltei, não sabia se poderia jogar nesse nível novamente”, disse Vondrousova, que no início da temporada ocupava apenas o 92º lugar do ranking e nunca havia passado da segunda rodada em Wimbledon.

A canhota de 24 anos derrotou cinco cabeças de chave, Veronika Kudermetova, Donna Vekic, Marie Bouzkova, Jessica Pegula e Ons Jabeur, além de ter derrotado a ex-número 3 do mundo Elina Svitolina na semi. “Eu só queria tentar ganhar algumas partidas aqui. Foi o Grand Slam mais impossível para mim, então nem pensava nisso. Ninguém diria que tinha uma chance de vencer o torneio. Foi uma jornada louca. Ainda não consigo acreditar”.

E durante o período em que ficou afastada, seu contrato de patrocínio e fornecimento de material esportivo com a multinacional Nike não foi renovado. “O contrato terminou no ano passado. Depois de quatro anos, eles decidiram parar. Vamos ver o que acontece agora”, afirmou.

Algoz da número 6 do mundo Ons Jabeur na final deste sábado, Vondrousova destacou o controle emocional na vitória por duplo 6/4. “Não comecei bem a final. Mas eu estava calma. Eu me senti muito bem. Mantive minhas emoções sob controle. Acho que a semifinal foi mais nervosa do que essa final. Todos ficaram surpresos com o quanto eu estava calma. Meu treinador me disse depois da final que não podia acreditar. Acho que essa foi a chave para este título”.

“Continuei acreditando mesmo quando ela quebrou o meu saque. Eu estava apenas falando comigo mesma: ‘Apenas mantenha o foco e controle-se'”, acrescentou a tcheca, que revelou ter sentido um pouco mais de nervosismo na hora de fechar o jogo. “No match-point eu não conseguia respirar. Ali eu estava nervosa e pensando: ‘Apenas acabe o jogo’. Foi um alívio”.

A tcheca comparou a experiência deste sábado com sua primeira final de Grand Slam, quando foi superada por Ashleigh Barty na decisão de Roland Garros em 2019. “Eu tinha apenas 19 anos e só me lembro que foi muito estressante. Eu queria jogar bem, mas ela simplesmente me esmagou. Foi uma partida muito rápida e nem aproveitei. Fiquei muito triste depois. Eu apenas disse a mim mesma: ‘Se isso acontecer novamente, tenho que aproveitar o momento, mesmo que eu perca o jogo'”.

Duas pessoas importantes da família da campeã foram a Londres para acompanhar a final de perto, o marido Stepan Simek, e também a irmã da tenista. Quem ficou em casa foi a gata Frankie, que precisou de uma babá. “É uma sensação incrível ter meu marido aqui. Minha irmãzinha veio também na sexta-feira. Estou muito feliz em compartilhar com as pessoas que tenho aqui porque em Paris foi um pouco triste. Eu não podia abraçá-los. Agora isso aconteceu. Compartilhar isso com eles é incrível. Mandamos uma mensagem para a babá da gata para vir à nossa casa. Vou comprar um ótimo peixe para ela”.

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