Rio de Janeiro (RJ) – Um dos pilares para o amadurecimento do carioca João Fonseca, que em 2025 fez uma grande temporada, vencendo seus dois primeiros títulos de ATP e terminando o ano no top 25, o treinador Guilherme Teixeira falou um pouco sobre o momento do pupilo e principalmente os planos para o futuro em uma entrevista ao Lance!.
Teixeira destaca a importância de pensar não apenas no atleta, mas no indivíduo neste período de formação de Fonseca. “Uma coisa que a gente tenta preservar é que o ser humano tem que vir sempre antes do tenista. Os valores não dependem do jogo que você faz, como joga”, afirmou o treinador.
“Sempre falo muito com ele: a gente está nos preparando para estar aqui nos próximos 15 anos. Então, é melhor que a gente cultive bons ambientes, boas amizades, que a gente trate as pessoas como gostaríamos de ser tratados”, acrescentou Teixeira.
Para ele, um dos diferenciais de Fonseca é se sentir pertencente aos ambientes que frequenta. “Eu acho que essa é uma das grandes virtudes. Ele é um cara muito seguro de si. O João é muito bem resolvido por ele mesmo e acho que esse é o fator principal dele conseguir, junto com esse senso de pertencimento, performar nos ambientes que ele é jogado”.
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A ascensão do jovem tenista, que no início de 2024 era o 730º do mundo e hoje é o 24º supera as expectativas da própria equipe. “Quando a gente olha esses números, de 700 para 25, realmente, é uma caminhada quase que assustadora. Eu confesso que a gente nunca foi de olhar muito para o ranking. Mas, obviamente, nesse ponto da carreira, é quase que inevitável”.
Questionado sobre o calendário um pouco mais enxuto de Fonseca, que nesta temporada deixou de jogar alguns torneios, o treinador defende as escolhas e afirma que são feitas pensando não apenas em forçar demais o lado físico, mas também no mental.
“Para nós, não é fácil chegar e falar que vamos jogar Monte Carlo, um torneio tão bonito, num lugar super legal, em que a gente viu o Guga jogar tantas vezes e tem um valor sentimental grande. Mas a prioridade sempre é o bem-estar físico e mental do João, mais do que qualquer qualquer ponto aqui”, explicou Teixeira.














Melhorando pelo menos o backhand e a movimentação, já dá para acompanhar os tops.
Mesmo com o atuais backhand e movimentação ele já acompanha os tops, haja vista os jogos que fez contra o Rublev, Fritz, De Minaur, Paul, Bublik, Mensik etc.
Mas a mensagem do Guilherme foi: a melhora dos fundamentos vem no tempo adequado. O que adianta acelerar muito na reta inicial para nas curvas a seguir estourar as costas (Fils), o pé (Shang), o tendão de aquiles (Rune) ou o punho e a cabeça (Thiem)?
Concordo, eu me refiro aos top 5 de fato (Alcaraz, Sinner, Zverev, Djoko). Aliassime entrou nesse grupo agora…
Até então o João deu jogo com De Minaur e Fritz, perdeu bem no detalhe e já derrotou o Mensik (apertado).
Fosse hoje, não acharia tão absurdo ele derrotar o passivo e inconstante Zverev, mas contra os outros três ele seria zebra, dando mais jogo contra o Djokovic atual.
Convergimos, Jonas. E penso que contra o Sincaraz o buraco é bem mais embaixo. Vai precisar melhorar muito e não só o BH e a movimentação, mas todo o resto, exceto o FH, já demolidor.
ah, tá… Falou o treinador. Que gente soberba, pelamor.
Verdade, Cassio, o João deve jogar exatamente o que joga hoje caso queira ser número 1. E o Alcaraz também não entende nada de tênis, falou besteira quando afirmou que o João precisa melhorar a mobilidade. Para resumir, João Fonseca já é um top 1, só não sabe ainda.
Kkkkkk, boa, Jonas. Tem cada um aqui…
Pensamento inteligente, pensar nos próximos quinze anos e pensar no ser humano. Acho que após os 22 anos, o próprio corpo do João ditará o ritmo dos treinos e jogos.
Como falou o Alcaraz, sobre nosso querido João Fonseca: Consistência…
Já vejo melhoras no backhand. Precisa melhorar a movimentação. Às vezes acho ele meio que com um pouco de sobre peso.
risos risos… primeiro precisa aprender a não espanar tanto a bola quando estiver atacando, não partir para o tudo ou nada. conforme vai subindo, tem que ter compromisso consigo mesmo.
O João Fonseca já tem uma maturidade bem precoce para a sua idade, tem grande apoio da família, educação e uma excelente equipe. Sua promissora carreira está sendo construída passo a passo, com solidez e consistência. É algo de se admirar, ver um brasileiro com todo este potencial.
Perfeito. Acho que é por aí mesmo. Tem que planejar a carreira do João no longo prazo. Pensando na saúde física e mental.
Imaginando que o objetivo seja ficar entre #11 e #20 do mundo ao final de 2026 , devem se programar para fazerem 60 partidas . Vários tenistas dessa faixa de ranking fizeram isto . Não é quantidade . É qualidade das partidas e torneio .
E assim vai conseguir ter uma carreira mais longeva .
Lembrando que este ano terminou com 53 partidas em 21 torneios . 60 partidas em 22 torneios estaria de ótimo tamanho . Praticamente asseguraria um bom lugar no top 20
Essa temporada ele fez 61 partidas em 23 torneios (contando a davis). Teve ainda +1 semana de laver + 1 semana de qualy do australian open.
Sem intenção vc confirmou que o calendário foi ótimo kkkkkkkkk
Acho que em algum momento a relação técnico e tenista vai se deteriorar…
Guilherme não é apenas um treinador, é alguém voltado para construção do caráter do jovem, um tutor.
Desde muito cedo é uma figura paterna na construção do indivíduo João Fonseca, a aproximadade do treinador com o garoto, cria laços afetivos muito fortes.
O circuito não trata bem relações assim, muito pela competitividade e a busca do sucesso.
Tivemos Guga e Larri, uma parceria muito parecida (técnica e afetivamente), numa época diferente dos dias atuais, onde a exposição é muito forte, não sei se poderíamos comparar.
O Musetti é treinado pelo Tartarini desde os 8 anos de idade.
O Alcaraz está com o Ferrero desde os 15 anos.
E temos também os papais técnicos: Apostolos Tsitsipas, Alexander Zverev Senior, Christian Ruud e o Bryan Shelton. Todos treinando as suas crias desde sempre.
E ainda o famoso tio Toni, técnico do Nadal dos 4 aos 31 anos.
Olá André, boas lembranças…
Musseti, que tem 23 anos, ano que vem será treinado pelo espanhol José Pérlas, o tutor sairá.
Ferrero treinou Zverev em 2017 e começo de 2018, assumiu Alcaraz em meados de 2018, véspera da entrada de Alcaraz no profissional, não acho que seja um tutor.
O restante dos citados são parentes próximos (tio e pais, não se encaixam na figura de tutores), inclusive o próprio Zverev não considera o pai um treinador.
A meu ver, a relação João Fonseca-Guilherme Teixeira é bem diferente da relação Guga-Larri. O manezinho aos 8 anos de idade perdera súbita e tragicamente o pai, que era um entusiasta do tênis. Então o Larri teve esse papel de segundo pai quando o Guga mostrou para a família o interesse e aptidão para tentar a carreira profissional.
O caso do João é diferente. Não há uma relação paternal com o Guilherme, já que o seu pai é muito próximo, embora (para a sorte do garoto) não envolvido com o tênis. Assim, acho que será natural e sem trauma uma futura troca de técnico, assim como ocorreu com o Sinner, cujo técnico e mentor desde a infância (Riccardo Piatti) foi substituído pelo Simone Vagnozzi e Darren Cahill em 2022.
Olá André,
João Fonseca, recentemente, deu uma entrevista dizendo que considera Guilherme Teixeira um segundo pai.
A relação Sinner e Piatri terminou com traumas, raramente Sinner menciona Piatti em suas entrevistas, a forma dura como Piatti treinou Sinner foi algo que chamou atenção.
A relação não foi boa, Sinner se tornou um jogador melhor após a separação.
Além de independência, a questão financeira (Piatti tinha uma porcentagem alta como técnico) foi determinante para separação.
Piatti treinou, Gasquet, Ljubicic, Raonic, Djokovic, Sharapova, não foi alguém como o Larri, Guilherme ou Tartarini…
Piatti era um treinador profissional…
Entendi como vc vê o comentário, e está tudo bem.
Só vou falar alguma coisa do Fonseca quando ele chegar no top 15 se chegar. Até lá não falo nada. Ainda tem muita lenha pra queimar.
Então, por que que tá falando?
Kkkkk
A caminhada esta no seu tempo. Parabens pela lucidez de tds envolvidos no processo.