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Svitolina: “Meu caminho para ajudar os ucranianos é o tênis”

Foto: Jonathan Nackstrand/AELTC

Londres (Inglaterra) – Em uma segunda-feira de muita dor para o povo ucraniano, com a notícia de um bombardeio a um hospital infantil em Kiev que já deixou 36 mortos, segundo as autoridades, Elina Svitolina trouxe um pouco de alegria para seu país com a vitória por 6/2 e 6/1 sobre a chinesa Xinyu Wang e classificação para as quartas de final de Wimbledon. Após a partida, a tenista falou sobre o quanto o jogo de hoje representou para ela e agradeceu pelas mensagens de apoio que recebeu.

“Cada ucraniano está a utilizar a sua própria forma de sensibilizar, de angariar dinheiro, de ajudar de todas as formas possíveis”, disse Svitolina, embaixadora da United24, a plataforma oficial de angariação de fundos para a reconstrução da Ucrânia. “Meu caminho é através do tênis.

“Conversando com outros atletas ucranianos, sinto que somos quase tão poderosos quanto algumas pessoas que representam o nosso governo. Todas as semanas competimos nos grandes palcos, representando não só a nós mesmos, mas também o povo ucraniano, acrescentou a tenista de 29 anos, que entrou em quadra com uma fita preta no uniforme, em sinal de luto.

“Tento me concentrar no meu trabalho e no que posso controlar. Pelo menos a minha vitória hoje foi uma pequena luz que trouxe um momento feliz para o povo ucraniano. Recebi muitas mensagens. As pessoas estão gratas pelo meu desempenho”, complementou a ex-número 3 do mundo e atual 21ª do ranking.

Sentimento de culpa por não conseguir ajudar mais

Svitolina relata que foi difícil se concentrar para o jogo desta segunda-feira depois de saber das notícias de seu país. “Normalmente você pensa o dia todo na sua partida e em como vai jogar. Nesta manhã, eu me senti confusa com meus pensamentos e sentimentos dentro de mim…”

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“Hoje foi ainda mais difícil porque o míssil caiu no hospital infantil. Imediatamente você vê as imagens e tudo o que aconteceu ali. Muitas crianças perderam a vida. Eu só queria estar no meu quarto. Para nós, ucranianos, isso está muito próximo do nosso coração e são emoções muito sensíveis que sentimos todos os dias”, explicou a ucraniana, que enfrenta a cazaque Elena Rybakina nas quartas.

A tenista também falou sobre um sentimento de culpa por tentar levar uma vida normal e não conseguir ajudar ainda mais. “Sentimos culpa por nos sentirmos felizes ou bem. Não só porque estou nas quartas de final aqui, mas em tudo. Você sai de férias e se sente culpado porque não está na Ucrânia. Muitas pessoas não podem sair do país. Muitas pessoas estão lutando, defendendo nossas linhas de frente. Vivemos com esse sentimento há mais de dois anos.

“É muita pressão e muito peso nos ombros. Mas sinto-me honrado por ser um dos rostos da Ucrânia. Faço o meu melhor todos os dias para dar isso ao meu povo”.

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SANDRO
SANDRO
9 dias atrás

Espero ver ELINA SVITOLINA na final contra JASMINE PAOLINI… Muito emocionante o seu depoimento em relação às atrocidades russas contra o povo ucraniano…

Ramiro Cora
Ramiro Cora
9 dias atrás

Aqui, neste site, não era para colocar opinião ao respeito da guerra…. mas, como alguém provocou….é oportuno responder:
… atrocidades foi o que vinha acontecendo ao longo dos últimos 10 anos com o povo russo-falante no Leste de Ucrânia na mão dos fascistas. E além disso o cerco que a OTAN foi construindo desde que não cumpriu os acordos de Ming (de não avançar na sua área de atuação
O governo de Ucrânia cutucou o urso com vara curta… e agora está botando seu povo pra morrer.

E, diga-se de passagem, o mundo todo sabe que o míssil que caiu ontem do lado do Hospital infantil foi um míssil da defesa antiaérea ucraniana.

Última edição 9 dias atrás by Ramiro Cora
Ramiro Cora
Ramiro Cora
9 dias atrás

Anos escutando que a política não deve entrar no esporte…. mas agora uma parte tem direito a falar e a outra nem pode aparecer.
Seria bom que o lamento e o choro fosse tbm pelas atrocidades do genocídio aos palestinos (mas sobre isto nada se menciona)

Cesar Vilson Toassi
Cesar Vilson Toassi
9 dias atrás

Ela devia dizer para o presidente da Ucrânia cumprir o acordo que foi feito em 2014 e também pedir para a Europa aceitar o acordo de paz proposto pela Russia e que estava sendo aceito pela própria Ucrânia, mas que tanto a Europa como os EUA não aceitaram. Ela devia dizer que o povo Ucraniano está sendo o bode espiatório da Nato.

Fernando Venezian
Fernando Venezian
9 dias atrás

É preciso cobrar os EUA! Os conflitos na Ucrânia e Palestina ainda não acabaram, pq estão dando lucro às empresas armamentistas americanas! Não consigo entender pq tanta gente admira o país do Norte! É muita alienação

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