“O saque hoje foi um ponto positivo”, celebra Gauff

Foto: Simon Bruty/USTA

Nova York (EUA) – A norte-americana Coco Gauff avançou neste sábado às oitavas de final do US Open com uma atuação sólida diante da polonesa Magdalena Frech, anotando 6/3 e 6/1. Mais do que a classificação, o jogo trouxe sinais de evolução em um fundamento que tem sido motivo constante de questionamentos em sua carreira: o saque.

A americana de 21 anos apresentou números consistentes, colocando 76% do primeiro serviço em quadra e vencendo 71% desses pontos. Apesar de ainda oscilar — foram quatro duplas faltas, apenas um ace e uma quebra sofrida —, a sensação foi de maior estabilidade e evolução, como ela própria reconheceu após a partida.

“Eu sabia que esse processo [para melhorar o saque] teria altos e baixos, então hoje foi definitivamente um ponto positivo. Mas acho que estou mais orgulhosa do esforço mental, de tentar lembrar das coisas em que trabalhamos nos treinos. Foi um passo na direção certa e quero continuar evoluindo nisso”, afirmou a número 3 do mundo.

Coco também mencionou a adaptação necessária diante do estilo de Frech. “Já tinha jogado contra ela antes, e é uma jogadora que não te dá ritmo e nem muitos ângulos. Então você precisa criar as oportunidades por conta própria. Comparado às minhas últimas adversárias, que batiam mais forte, foi uma mudança. Mas no geral estou feliz com a forma que joguei do fundo de quadra, e a porcentagem de saque foi ótima. Gostaria de continuar sendo mais agressiva”, frisou.

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Além dos aspectos técnicos, Gauff também comentou sobre o peso emocional que vem carregando no torneio, especialmente após o episódio de choro dentro de quadra na segunda rodada. “Percebi que não quero passar por aquilo de novo em quadra. No começo achei que fosse uma demonstração de fraqueza, mas depois entendi que era apenas uma forma de expressar o que estava acontecendo na minha cabeça, em vez de guardar até o ponto de não conseguir jogar.”

“Com o apoio que recebi desde então, percebi o quanto as pessoas estão orgulhosas de mim, independentemente do resultado. Isso me fez entrar em quadra hoje muito mais leve, e espero continuar assim”, completou.

A norte-americana concluiu refletindo sobre sua evolução desde a adolescência: “Quando você tem 15 anos, tudo é novo e animador. Depois, começa a ficar mais consciente da negatividade. Aprendi a permanecer no meu caminho e a lidar melhor com esses momentos. Não é sempre que quero me mostrar assim, mas faz parte da experiência. Tento me levantar e ser uma versão melhor de mim mesma, às vezes já no próximo ponto.”

Gauff reencontra Osaka em NY após seis anos

A próxima adversária de Coco Gauff será a japonesa Naomi Osaka, em um confronto carregado de simbolismo. Foi justamente contra Osaka, na Arthur Ashe de 2019, que Gauff viveu um dos momentos mais emocionantes de sua ainda curta carreira, quando tinha apenas 15 anos e ainda em seu segundo Grand Slam da carreira.

Relembrando aquele episódio, a norte-americana avaliou: “Naquela vez eu coloquei muita pressão em mim mesma, achando que deveria conseguir algo grande. Quando joguei contra ela depois, na Austrália, já havia mais crença do que expectativa.”

Sobre a rival, ela mostrou respeito. “Naomi e eu não somos super próximas, mas somos amigáveis. Eu a apoio de longe em tudo o que ela faz dentro e fora da quadra. Se jogarmos aqui, imagino que será na Ashe, à noite. Seria uma situação de déjà vu, mas espero que com um resultado diferente.”

O retrospecto entre as duas aponta 3 a 2 para Gauff, que venceu os dois encontros mais recentes, em 2022 e 2024. Todos os cinco duelos aconteceram no piso duro. Em Grand Slam, o equilíbrio é total: 1 a 1. Osaka levou a melhor naquele US Open de 2019, enquanto Gauff deu o troco no Aberto da Austrália de 2020. A japonesa não vence a rival desde Cincinnati 2021.

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