Melbourne (Austrália) – Até mesmo Jannik Sinner, o número 2 do ranking, consegue achar pontos a melhorar em seu tênis. Depois de avançar novamente à segunda rodada do Australian Open, o bicampeão revelou segue trabalhando firme no aprimoramento do seu serviço.
“Eu sinto que o saque era e ainda é uma jogada que preciso melhorar. É a único golpe em que podemos fazer tudo sozinhos. Há muito espaço para evolução”, destaca. “Mudamos um pouco o movimento, o ritmo do saque. Antes era um pouco rápido demais no início. Agora está um pouco mais lento. O lançamento costumava ser um pouco mais à frente, um pouco à direita. Agora está um pouco mais atrás e acima da cabeça”.
Caso o italiano vença o torneio este ano, será apenas o segundo homem a defender o título do Australian Open duas vezes consecutivas, igualando o feito inédito de Novak Djokovic. Para isso, Sinner e seu time apostam em ter um saque ainda mais decisivo. “Não é um golpe em que me sinto muito seguro. Mas, ao mesmo tempo, estamos trabalhando nisso. É um dos pontos mais importantes que temos, se não a mais importante, porque pode trazer muitas coisas boas. Então, vamos ver como vou sacar nesta temporada”, disse o número 2.
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Além dos ajustes técnicos, Sinner foi mais um atleta que evidenciou a importância de um acompanhamento psicológico dentro do circuito. Atualmente, ele é orientado pelo treinador mental Dr. Riccardo Ceccarelli.
“Depende um pouco do período: como me sinto e em que estado mental estou. Com certeza ainda há espaço para melhorar. Tenho mantido contato constante com ele. É bom ter uma pessoa estável e ele agora me entende um pouco melhor. Com o tempo, passamos a interagir mais. Eu entendo a ética de trabalho dele. Tentamos trabalhar nisso”, destacou.
Na segunda rodada, Sinner enfrentará o experiente australiano James Duckworth, que entrou como convidado e veio de uma longa vitória de cinco sets sobre o croata Dino Prizmic.













Uai, se o cara é o “número 2” já está intrínseco que precisa melhorar.
Não é um pensamento tão simplista, no meu limitado conhecimento, colega. Se for seguir a lógica que vc coloca, se for o nº 01 estaria intrinseco que não precisaria melhorar, e sim apenas manter o nível…. e isso não é um modo correto de pensar porque o jogo de um nº 01 pode ser superado após os adversarios entenderem seu jogo e diversos outros fatores como dores, idade, novos e melhores adversarios, problemas particulares. Por outro lado, alguem que é numero 2 pode estar mais preparado que um numero 1… pois o ranking depende de alguns fatores, como adversários e chaveamento de torneios. Como o próprio Sinner disse, o saque é única coisa que não depende dos outros. Todo o resto, inclusivo ranking depende, em parte ao menos
Eu concordo plenamente contigo. Mas o meu comentário era um pouco “irônico”, em tom de brincadeira mesmo, pois ao dizer que “até mesmo Sinner” tem coisas a melhorar, o autor do texto deu a entender, no meu entender, que por ser o número 2 ele nem teria que se preocupar com isso, exatamente o que você extraiu do meu comentário. Mas brincadeiras à parte, seu comentário foi perfeito. Todos temos a melhorar sempre, inclusive o número 1 se quiser se manter no topo. E sabemos que uma hora ou outra, vai chegar alguém e desbancar.
Sinner é muito dominante no AO. É uma missão quase impossível vencer ele lá.
Cara, o Sinner é forte demais no AO, e também nos outros torneios. Mas não acredito em impossível nem invencível. E nem acredito no quase.
Ok. Embora o quase seja justamente o que mais há à nossa volta, entendo que hajam pessoas com dificuldade em ver ou que sequer acreditam nele.
Kkkkkkkkk…tem razão, exagerei aí. O quase é algo que “quase” aconteceu, então de alguma forma ele não existe, porque não aconteceu. Ficou no “quase”. Ao mesmo tempo, muita coisa fica no quase. Como você disse, então, ao mesmo tempo que não existe, por não ter acontecido, ele existe, por não ter acontecido.mas não não leve tudo tão a sério.
O que eu acho mais fantástico nestes caras top’s é justamente isso!!! Eles sempre querem melhorar mais e mais, e na minha modesta opinião o big 3, foi mágico neste quesito! Imagina se o Federer não tivesse melhorado no finzinho da carreira, a forma de jogar contra o Nadal? O H2H seria ainda maior, o próprio Nadal também (acredito eu), fez ajustes para continuar ganhando do Federer, e o Djoko para superar os dois, pois ele era, e ainda é obstinado por vencer, e isso eu admiro demais no Djoko. Eu diria que estes caras nos inspiram a sempre querermos melhorar, na nossa profissão, e também como pessoa! São atletas que eu realmente faço questão de acompanhar!!!