Gauff: “Tentei me manter positiva, mas nada funcionou hoje”

Coco Gauff (Foto: Tennis Australia)

Melbourne (Austrália) – Depois de sofrer uma dura derrota nas quartas de final do Australian Open, Coco Gauff avaliou o desempenho na partida desta terça-feira diante de Elina Svitolina. Com uma atuação bem abaixo de suas expectativas, a número 3 do mundo reconheceu os méritos da ucraniana, que foi superior e a deixou em situações desconfortáveis durante o jogo.

A jovem norte-americana, de 21 anos, não conseguiu repetir o melhor resultado da carreira no torneio, a semifinal de 2024. Dona de dois títulos de Grand Slam, o US Open de 2023 e Roland Garros do ano passado, ela admitiu que tentou manter uma postura positiva, mas sentiu que nada encaixava em quadra. “Tentei o meu melhor para me manter positiva, mas senti que nada estava funcionando para mim hoje”, afirmou após a derrota por 6/1 e 6/2 em apenas 59 minutos.

Gauff também lamentou não ter conseguido elevar o nível quando a rival cresceu durante a partida. “Normalmente, quando as adversárias sobem o nível, eu consigo subir o meu também, e hoje não fiz isso”, disse, visivelmente emocionada. Segundo Gauff, mesmo após um primeiro set difícil, a reação não veio no segundo. “Às vezes, quando você perde um set por 6-1, pensa em dar um reset. Mas no 3-0 do segundo set, eu fiquei aliviada por ganhar um game. Senti que tudo o que faço bem normalmente, eu simplesmente não estava fazendo bem hoje”.

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Os números reforçam as dificuldades enfrentadas pela norte-americana, que cometeu cinco duplas faltas – todas no primeiro set – e terminou a partida com 26 erros não forçados, incluindo 12 com o forehand. Nem mesmo o backhand, geralmente um de seus golpes mais sólidos, funcionou como de costume: foram nove erros desse lado, incluindo uma bola aberta no match point.

Apesar da frustração, a número 3 do mundo fez questão de creditar o desempenho à adversária. “Dou o mérito a ela, porque me forçou a jogar desse jeito. Não é como se eu tivesse simplesmente acordado em um dia ruim. Muitas vezes, dias ruins são causados pela sua oponente, e ela jogou muito bem”, destacou. Gauff ainda comentou que normalmente consegue ao menos equilibrar o placar em partidas difíceis, algo que não conseguiu desta vez. “Geralmente, consigo lutar para deixar o placar mais apertado, e aí qualquer coisa pode acontecer. Hoje, eu não consegui fazer isso”.

Mesmo com a eliminação precoce para seus padrões recentes, Gauff enxergou aspectos positivos na campanha em Melbourne, especialmente na evolução do saque. “Acho que é um passo na direção certa. Posso tirar pontos positivos, principalmente da minha última partida contra a Karolina [Muchova]. Esse foi um jogo em que eu normalmente teria cometido mais duplas faltas”, avaliou.

Ela reconheceu que o fundamento ainda não está no nível ideal, mas acredita que houve progresso. A tenista está trabalhando desde o ano passado com Gavin MacMillan, especialista em biomecânica. “Meu saque está onde eu gostaria? Não. Em alguns jogos eu saquei bem, mas hoje eu queria que ele tivesse sido a arma para me tirar de problemas.” Segundo Gauff, o foco tem sido tornar o segundo saque mais confiável, algo que ela já percebe como uma melhora. Agora, trabalha para deixar o primeiro mais agressivo. “Posso olhar para este torneio e dizer que houve evolução. Espero que essa tendência continue”.

Raquete quebrada no vestiário

Gauff também foi perguntada sobre um vídeo que foi divulgado nas redes sociais logo após a partida, quando a tenista quebrou a raquete no caminho para o vestiário. Ela pede maior privacidade nesses espaços dos torneios e lembra que isso já aconteceu com Aryna Sabalenka na final do US Open de 2023, quando a bielorrussa perdeu da própria norte-americana.

“Tentei quebrar as raquetes em um lugar onde ninguém pudesse me filmar. A mesma coisa aconteceu com Sabalenka no US Open. Acho que neste torneio, o único lugar onde temos privacidade é o vestiário”, declarou. “Acho que deveríamos conversar sobre isso. Tentei fazer isso fora da pista para que ninguém me visse, pois não considero isso representativo ou bom”.

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Juscelino
Juscelino
17 dias atrás

Quebrar raquete, parece uma sessão descarrego. Kkkkk
Faz parte.

Refaelov
Refaelov
17 dias atrás

Parabenizar a americana pela entrevista: não tapou o sol com a peneira quanto a terrível atuação q teve mas, conseguiu ao mesmo tempo ser hiperrespeitosa para com a rival q aproveitou seu mau momento e passou o rodo.. bem diferente de, por exemplo, a postura da Sabalenka nas recentes derrotas em finais de GS pra Keys e pra própria Gauff..

Didier
Didier
16 dias atrás
Responder para  Refaelov

Perfeito

Flávio
Flávio
16 dias atrás
Responder para  Refaelov

Concordo.

Adriana jorgina
Adriana jorgina
16 dias atrás
Responder para  Refaelov

Verdade

Thiago Silva
Thiago Silva
16 dias atrás
Responder para  Refaelov

E da Osaka também quando perdeu pra Mboko.

Thiago Silva
Thiago Silva
16 dias atrás

Que frescura pegarem no pé dela por quebrar uma raquete, o mundo tá cada vez mais chato.

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