Melbourne (Austrália) – Dono do Australian Open nos dois últimos anos, Jannik Sinner viu de forma inesperada sua vitória na terceira rodada do Australian Open ser ameaçada por causa de câimbras e do jogo ousado do norte-americano Eliot Spizzirri. No momento mais crítico, em meios à cãibras, uma pausa de 10 minutos foi anunciada para se fechar o teto da Rod Laver Arena, tempo suficiente para o número 2 se recompor e vencer de virada por 4/6, 6/3, 6/4 e 6/4, mesmo longe de seus melhores dias.
“Tive sorte hoje”, admitiu mais tarde Sinner. “Demorou um pouco para fecharem o teto, tentei relaxar um pouco e Isso ajudou… Também mudei a maneira de jogar certos pontos”, emendou. Sinner havia recebido atendimento médico pouco antes e aproveitou a parada para se alongar e esfriar o corpo.
“Não é possível receber tratamento nesse momento (de fechamento do teto), então eu estava me alongando. Deitei por cinco minutos, tentando relaxar os músculos. Funcionou muito bem. Tentei baixar um pouco a temperatura corporal. É isso. Não há muitas coisas que você possa fazer. O tempo passou bem rápido, mas com certeza me ajudou”, disse.
O italiano está acostumado a sofrer com cãibras. Na terceira rodada de Xangai, em outubro do ano passado, precisou desistir da partida contra Tallon Griekspoor por causa das dores. Segundo ele, nem sempre há explicações exatas sobre essas condições físicas. “Sinto que, às vezes, não há explicações reais. Por exemplo, ontem à noite não dormi como gostaria. A qualidade do sono não foi perfeita… Talvez tenha sido isso, talvez não. Agora conheço meu corpo um pouco melhor. Hoje, a regra me ajudou. Também tive 10 minutos após o terceiro set. Então, tentei manter um bom equilíbrio”, complementou.
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Caso conquiste o título desta edição, Sinner será apenas o segundo homem – além de Novak Djokovic – a defender a taça australiana duas vezes seguidas. Ao ser questionado sobre o elemento “sorte”, que fez com que o número 2 se mantivesse firme na disputa, ele preferiu atribuir a vitória à sua preparação mental. “Sou alguém que tenta colocar o tênis em primeiro lugar. Sei que venho fazendo isso há anos. No fundo, sei o quanto trabalho. Me sinto bem preparado, mesmo que alguns problemas possam surgir na quadra. É claro que haverá dias em que você não encontrará uma solução. Nem tudo sai como você quer. Mas com uma mentalidade positiva, com certeza coisas boas podem acontecer. Tento manter a calma mesmo em um momento como este”, explicou.
Além de justificar todas as questões físicas deste sábado, Sinner não deixou de elogiar o adversário, que manteve uma disputa acirrada com o atual campeão. “Ele estava se movendo muito bem, especialmente com o backhand, não estava perdendo praticamente nenhum ponto. Mudar um pouco o ritmo e a velocidade me ajudou a entrar nos pontos de jeitos diferentes. Ele é um ótimo jogador, tenho que dar muitos créditos a ele. Jogar aqui pela primeira vez nesse nível é ótimo”.
Depois deste teste de resiliência, o italiano parte para a quarta rodada do Grand Slam pelo quinto ano consecutivo contra seu conterrâneo Luciano Darderi, que avançou ao vencer Karen Khachanov por 7/6 (7-5), 3/6, 6/3 e 6/4. Será o primeiro confronto entre os dois no circuito profissional. “Estou muito feliz por hoje. Obviamente, vamos ver o que vai acontecer no próximo jogo. Treinei só uma vez com ele, não é muito. Mas muito feliz de ter, com certeza, pelo menos um italiano nas quartas de final de novo em um Grand Slam. É ótimo. Vamos ver o que está por vir”, finalizou.











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