Spizzirri evita fazer críticas e diz que “regras são regras”

Eliot Spizzirri (Foto: Australian Open)

Melbourne (Austrália) – O norte-americano Eliot Spizzirri preferiu não aumentar polêmica sobre a decisão dos organizadores do Australian Open de interromper a partida para o fechamento do teto da arena Rod Laver, justamente no momento em que ele acabava de quebrar o saque do número 1 Jannik Sinner, que mostrava dificuldade para se mexer em quadra. 

“Não sei se isso o salvou, eu dei uma risada quando a regra do calor entrou em vigor, estava sendo um momento divertido com 3/1 a meu favor. Mas a regra é assim, era quando deveria entrar em vigor, não importa quem ganhasse aquele jogo, porque depois o teto seria fechado de qualquer maneira. Foi engraçado que fechassem logo quando eu quebrei o saque e ele estava cambaleando, mas foi assim que aconteceu. São as regras do jogo e temos que conviver com elas”, amenizou o número 85 do ranking.

“Se eu tivesse vencido o terceiro set, teríamos tido um intervalo de dez minutos de qualquer maneira por causa do calor, quem sabe? Já vimos isso outras vezes, voltar de um intervalo e depois resolver o jogo, acho que ele já fez isso com (Holger) Rune neste torneio. Eu não diria que ele se salvou por causa disso, ele é um jogador muito bom para dizer isso, embora tenha acontecido em um momento desafiador. Pode-se dizer que ele teve sorte, mas ele também tem muita experiência e soube lidar bem com a situação”, completou. 

Apesar da regra do calor ter sido uma facilitadora para a vitória de Sinner, Spizzirri não deixou de enfatizar que medidas como essas são essenciais para a manutenção das condições dos jogadores. Mesmo assim, admitiu já ter jogado em climas ainda mais fortes. “Regras são regras, não tenho nada a dizer sobre elas. Já joguei em condições muito extremas, treinei em situações muito piores. Em Austin, durante a faculdade, as condições eram brutais. Talvez seja bom ter tido essa experiência, mas, ao mesmo tempo, não vou mentir e dizer que não senti um ambiente muito quente”, disse.

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“Eu diria que a maioria dos jogadores já competiu em condições brutais, então essa é uma regra para nos proteger, eu acho. Com certeza, ela vai ajudar os rapazes a se manterem saudáveis por mais tempo durante a temporada, porque muitos jogos consecutivos como este podem ser difíceis para o corpo. Não vou dizer que é uma regra ruim, provavelmente é uma ótima regra, embora hoje certamente não tenha sido o dia mais quente que já tive dentro da quadra”, reconheceu o norte-americano. 

Para além da situação do calor, Spizzirri disse estar orgulhoso de sua atuação na partida e no Grand Slam, o primeiro em que teve tempo de pré-temporada para poder se preparar. “Tenho orgulho da minha forma física e do trabalho que venho fazendo na academia. Quando vi o calor que estava fazendo, não fiquei desapontado. É azar ter que jogar em um dia como esse, mas tentei aproveitar e ver isso como uma oportunidade de mostrar minha resistência, ver se conseguia durar mais do que ele. Ele já disputou muitas partidas exaustivas em sua carreira, então não seria justo da minha parte dizer que eu iria ganhar a partida por causa do calor”, disse. 

Ele também admitiu que entrar em uma grande quadra, pela primeira vez, contra o número 2 do mundo, foi um fator de nervosismo a mais neste sábado. “Hoje foi difícil, havia um pouco mais de nervosismo ao entrar em quadra contra o Jannik, era minha primeira vez em um grande estádio. Acho que lidei bem com isso, estou feliz com a forma como executei meu plano de jogo, comprometido com o que tinha que fazer, mas, ao mesmo tempo, sabendo que ele iria se ajustar. Espero melhorar ainda mais com o tempo. Foi um bom torneio para mim, minha primeira vez entrando diretamente em um Grand Slam, então também foi a primeira vez que tive semanas para me preparar para essas partidas de cinco sets. Tive uma ótima pré-temporada para isso, e é isso que mais me deixa feliz, ver que meu corpo conseguiu aguentar algumas partidas exaustivas”, completou.

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Fabio
Fabio
23 dias atrás

Rules of game

Mauricio
Mauricio
23 dias atrás

Já gostei dele !

PRGF
PRGF
23 dias atrás

Na momento que o árbitro de forma desesperada parou o jogo… O americano ja sabia que não deixariam ele vencer…

Até achei que o árbitro iria descer da cadeira e tomar a raquete do americano…

Foi constrangedor… Esse AU Open ja está manchado…

E claro que o americano não vai dar declarações polêmicas… Se fizesse isso seria punido…

Se o Sinner e os dirigentes italianos passaram por cima do sistema do antidoping… Imagina o que não fariam com o nada badalado 85 do mundo…

José Nilton Dalcim
Admin
23 dias atrás
Responder para  PRGF

Não é o árbitro que determina a paralisação, mas sim o diretor do torneio.

José Júlio Pereira Leite
José Júlio Pereira Leite
23 dias atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Concordo, mas o arbitro consulta o diretor e aí fica tudo em casa.

Viviane
Viviane
23 dias atrás

A verdade é que o Sinner estava sofrendo muito até a parada. Aparentemente teve câimbras, estava desconfortável com o calor (e quem não estaria?), mas vamos combinar que a parada foi ótima pra ele. Não achei que o americano fosse levar o jogo, mas que a pausa ajudou, isso não tenho dúvidas!

Luis
Luis
23 dias atrás
Responder para  Viviane

Pelo Amor de Deus
Spizzirri foi garfado na cara dura
Os organizadores nao sabem nem disfarçar para tamanha proteção ao pecador

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
23 dias atrás

Esse é esperto porque sabe que os italianos, chefes da Atp, dificultariam sua vida no circuito.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
23 dias atrás

Sinner já tem a carreira manchada para os amantes do esporte sem favorecimento.

Helder Cordeiro
Helder Cordeiro
23 dias atrás
Responder para  Paulo Sérgio

Não é assim que a maioria pensa. Então sinto muito que isso não pese a favor de seu comentário.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
23 dias atrás
Responder para  Helder Cordeiro

A maioria acredita em Arca de Noé. Por que não acreditariam que o caso de doping do Sinner e a situação do jogo de ontem teriam o mesmo desfecho para os demais tenistas?

Edil
Edil
23 dias atrás

Pelo menos o Americano foi sincero em dizer que nao abandonou o plano de jogo dele. Tai o erro absurdo. Ele nao tinha plano b ou c. Se tivesse assistido a partida de Carlitos e Moutet talvez tivesse tido a luz de comecar a fazer deixadas na terceira ou quarta bola. Nao, nada disso. Entre o terceiro e quartpo sets, nenhuma. So’ porradao na raquete do Sinner e a falta de confianca que abalou o servico dele. Que incompetencia. Nao acredito que ele ira’ ter uma outra chance desta contra o numero 2 do mundo. Vacilou feio assim como o Bellucci e tantos outros.

Tom França
Tom França
23 dias atrás

Não seria nada atrativo prós cofres do AO, se o “picolé de cenoura” fosse eliminado logo na 3ª rodada. Acho que o americano foi por demais gentil.

Isabela
Isabela
22 dias atrás

Realmente o estadunidense foi brilhante. Se ele mantiver esse nível…

Anderson Barbosa Paim
Anderson Barbosa Paim
22 dias atrás

Super educado!

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