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Sem Sinner, Itália deixa de entrar em grupo seleto

Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Por Matheus Dalcim
Da redação

Não importa o que aconteça, a edição 2024 de Roland Garros já comprovou o grande momento que vive o tênis italiano. Afinal, o país da bota vem tendo uma de suas melhores participações em Grand Slam e contará com representantes em três finais das cinco possíveis, considerando apenas o torneio profissional.

Jasmine Paolini é o grande nome da Squadra Azzurra em Paris, com vaga garantida nas decisões de simples e duplas, formando parceria 100% nacional com a experiente Sara Errani. Além delas, a Itália também terá o dueto de Simone Bolelli e Andrea Vavassori brigando pelo título entre os homens.

A festa poderia ser ainda maior caso Jannik Sinner derrotasse Carlos Alcaraz na semi individual masculina, mas foi o espanhol quem levou a melhor. Isso sem contar o juvenil Lorenzo Carboni, que chegou a eliminar o atual número 1 do mundo, o japonês Rei Sakamoto, nas quartas, mas acabou caindo na penúltima fase em jogo definido apenas no tiebreak do terceiro set contra o polonês Tomasz Berkieta.

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O revés de Sinner, aliás, teve um peso histórico. Isso porque se ele tivesse vencido Alcaraz e confirmado sua classificação à final, a Itália igualaria um feito que apenas três países já conseguiram protagonizar em toda a Era Aberta. Desde 1968, somente Austrália, Estados Unidos e República Tcheca emplacaram finalistas em pelo menos quatro chaves profissionais em um único Grand Slam.

Absolutos no quesito, australianos e norte-americanos fizeram isso repetidas vezes ao longo dos últimos 56 anos e nos quatro grandes eventos do calendário. O país da Oceania registrou essa proeza dez vezes no Australian Open, duas em Roland Garros, cinco em Wimbledon e quatro no US Open. Já os estadunidenses conseguiram fazê-lo em oito edições em Melbourne, nove em Paris, 24 em Londres e 28 em Nova York.

Mais do que isso, a Austrália conseguiu emplacar finalistas em todas as chaves no mesmo torneio em 15 oportunidades, enquanto os Estados Unidos alcançaram quase o dobro, com 29 no total. Isso inclui tanto as edições que tiveram a chave de duplas mistas quanto aquelas que não realizaram a prova entre homens e mulheres, mantendo apenas as disputas de simples e duplas no masculino e no feminino.

República Tcheca surpreende em Nova York

Antes restrito apenas a esses dois países, o grupo ganhou um novo integrante em 1993, quando os tchecos surpreenderam e conseguiram colocar seus tenistas na decisão em quatro chaves diferentes do US Open. Até hoje, essa foi a única vez que qualquer nação sem ser a Austrália ou os Estados Unidos conseguiram o feito num Grand Slam.

Naquela oportunidade, Helena Sukova foi vice campeã de simples para a alemã Steffi Graf; Martin Damm e Karel Novacek caíram para os anfitriões Ken Flach e Rick Leach nas duplas masculinas; Helena Sukova faturou o título das duplas femininas ao lado da espanhola Arantxa Sánchez Vicario, em final contra a sul-africana Amanda Coetzer e a argentina Inés Gorrochategui; e novamente Sukova levantou o troféu das duplas mistas com o australiano Todd Woodbridge, batendo a norte-americana Martina Navratilova e o também australiano Mark Woodforde.

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