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Paolini: “Hoje acredito mais que posso vencer as melhores”

Jasmine Paolini (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Paris (França) – Semifinalista de um Grand Slam pela primeira vez aos 28 anos, Jasmine Paolini vive o melhor momento da carreira. Além da ótima campanha em Roland Garros, a italiana conquistou no início do ano seu primeiro WTA 1000 em simples, em Dubai, além de ter sido campeã de duplas recentemente no saibro de Roma. A sequência de bons resultados coincide com uma mudança de mentalidade, adotada ainda no fim do ano passado, quando ela passou a acreditar mais que poderia vencer as melhores do mundo.

“Eu comecei a ser mais consistente no meio do ano passado, era mais ou menos julho. E ali passei a ter a consciência de que poderia jogar em nível mais alto”, disse Paolini, que entrou em Roland Garros como número 15 do mundo e será top 10 após o torneio. Um ano atrás, ela ocupava apenas o 53º lugar do ranking.

“Tudo é um processo. Não é como se eu tivesse mudado muita coisa. Mas agora acredito que tenho mais chances de vencer. Antes, quando enfrentava uma jogadora top, pensava que precisaria de um milagre. Era como se eu já entrasse derrotada antes mesmo de jogar”, comenta a italiana, que marcou a maior vitória da carreira nesta quarta-feira, ao derrotar a cazaque Elena Rybakina por 6/2, 4/6 e 6/4.

Ainda sobre o aspecto mental do jogo, Paolini falou sobre como teve que controlar as emoções depois das oportunidades perdidas no segundo set, em que ela liderava por 4/3, com quebra acima. “Foi uma partida muito difícil. Acho que senti um pouco as emoções quando tive a chance de fechar em dois sets, mas depois disse para mim mesma: ‘Ok, ela é uma grande campeã, então isso pode acontecer. Ainda estou no jogo’. Eu só tentei lutar por todos os pontos, e esquecer o que aconteceu no segundo set. Consegui voltar, manter o foco, apenas aceitei e lutei novamente”.

Quarta italiana na semifinal e duelo com Andreeva

Paolini se torna a quarta italiana a chegar à semifinal em Roland Garros na Era Aberta, depois da campeã de 2010, Francesca Schiavone, da vice de 2012, Sara Errani, e da semifinalista de 2022, Martina Trevisan. Além disso, Paolini e Errani também estão na semifinal de duplas.

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A adversária nesta quinta-feira, por volta de 11h30 (de Brasília) será a russa Mirra Andreeva, jovem de 17 anos e 38ª do ranking. Elas se enfrentaram apenas uma vez, com uma recente vitória de Andreeva em Madri. “Será um jogo duro contra a Mirra. Eu a enfrentei em Madri. Ela é uma ótima jogadora e mesmo sendo muito nova, tem uma boa mentalidade. Sei que ela também saca e se defende muito bem. Mas estamos numa semifinal, então não podemos ter jogos fáceis nessa fase”.

4 Comentários
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João Sawao ando
João Sawao ando
7 dias atrás

Acho que paolini vence

JBG
JBG
6 dias atrás

E foi justamente em Dubai que a Bia ajudou nessa nova fase da Jasmine Paolini acreditar que era possível…

Carlos Carcamino
Carlos Carcamino
6 dias atrás

O “Toco de amarrar bode” deu uma surra no “Linguição”, isso que é força e garra demorou anos mais chegou aos 28 anos, está aproveitando a fase!

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[…] virada de chave. Os bons resultados coincidem com uma mudança de mentalidade, quando ela passou a acreditar mais que poderia vencer as melhores do […]

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