Hobart (Austrália) – Um dia depois de ter vencido seu primeiro jogo na Billie Jean King Cup como profissional, Nauhany Silva teve a oportunidade de desafiar uma top 100. A jovem paulista de 15 anos enfrentou Kimberly Birrell, de 27 anos e 95ª do mundo, na abertura do confronto entre Brasil e Austrália pelos playoffs e foi superada com parciais de 6/4, 3/6 e 6/1 em 2h09 de partida.
“Ela é uma ótima jogadora, tenho certeza de que terá um futuro brilhante pela frente”, disse a australiana a respeito de Naná. “Eu sabia que teria que jogar bem e só queria transformar o jogo em uma batalha e lutar por cada ponto. Apenas repetia para mim mesma para manter a calma e continuar acreditando. Eu me apoiei bastante na torcida no final do terceiro set para me ajudar a superar o nervosismo”.
Esta foi a segunda vez que Naná enfrentou uma tenista do top 100. A primeria foi nas oitavas do SP Open, diante da argentina Solana Sierra, que venceu em sets diretos. O Brasil agora precisa virar o confronto, disputado em quadra dura em Hobart, para chegar ao Qualificatório Mundial de 2026. Em caso de derrota, as brasileiras caem para a seletiva continental do Grupo 1 das Américas.
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Os jogos começariam às 22h (de Brasília) deste sábado, mas a programação foi antecipada em 45 minutos devido à previsão de chuva. O confronto avança durante a madrugada de domingo e seguirá com a partida entre Laura Pigossi, 193ª do ranking, e a jovem australiana Maya Joint, de apenas 19 anos e 32ª do ranking. Nas duplas, Luísa Stefani e Ingrid Martins enfrentam Ellen Perez e Storm Hunter.
The Aussies are one win away 💚💛
Kimberly Birrell finishes strong with a 6-4 3-6 6-1 victory over Leme Da Silva to put Australia ahead against Brazil.#GoAussies #BJKCup pic.twitter.com/2ikn46khmL
— TennisAustralia (@TennisAustralia) November 16, 2025
Naná teve um bom início de partida, saiu com uma quebra acima e chegou a liderar primeiro set por 3/1. Mas aos poucos, Birrell soube utilizar sua experiência e maior consistência do fundo de quadra para vencer quatro games seguidos e fechar a parcialem seu saque.
O bom desempenho no saque foi importante para que Naná pudesse manter o equilíbrio da partida no segundo set. Ela disparou três dos quatro aces que fez na partida. Um deles, no momento em que sacava para fechar. A partida teve uma breve interrupção por chuva quando a brasileira liderava por 5/3. Ela precisou jogar quatro set-points até igualar a partida.
Birrell retomou o controle da partida no último set. A australiana não enfrentou break-points e cedeu apenas seis pontos em seus games de serviço. Logo cedo, conseguiu uma quebra para sair vencendo por 3/0 e voltou a pressionar o serviço da jovem paulista para ampliar a vantagem e colocar o time da casa em vantagem.











Excelente partida da Naná. Faltou um pouco mais de consistência para manter jogando em alto nível, mas é normal pela idade. Mas jogar contra uma australiana na Austrália no piso duro! PRa poucas! Jogou muito a Naná! Muito futuro!!!….
Ontem ela mostrou, sim, que já tem jogo para encarar uma top 100 e de forma competitiva!
Um aspecto que me chamou a atenção é que ela não fica olhando para o técnico durante o jogo à espera de instruções, sabe que lá na quadra é ela que tem que achar soluções e jogar! Incrível mesmo.
Verdade Paulo. Maravilha!
Naná perdeu porém jogando como gente grande. Mostrou que já tá perto de habitar.nesse grupo top 100 ano que vem.
Jogo muito bom, condições bem desfavoráveis e ela jogou de igual pra igual por 2 sets vencendo 1. No terceiro morreu logico, mas é normal
Como eu bom ver o jogo da Naná. Bolas potentes. Vai pra cima da adversária o diferente se ela joga em casa, com a torcida e é uma rop-100.
Sensacional. Colocou uma top 100 com 12 anos a mais pra correr. E cada winner de dar gosto. Passadas, pancadas e várias bolas na linha. Joga com alegria, garra e muita potência. Valeu Nana.
Essa menina vai ganhar muitos torneios…É um fenômeno.
Naná jogou muito bem, representou, lembrando que ela vinha de uma semana com 6 jogos, 6 vitória em simples na BJK Jr, e mais 6 jogos de duplas no saibro, aí teve que viajar até a Austrália, para jogar na quadra dura.
Sim, uma sequência de partidas muito grande!
Bem lembrado: um grande desgaste físico e, principalmente, mental. E ela saiu-se muitíssimo bem. É mesmo diferenciada.
Foi bom.ver ela contra top 100 no piso duro. Só tem 15 anos penso que até os 17 será top 100.
Vendo ela jogar com 15 anos até fisicamente minha impressão que em 3.anos top 30 ou menos, O que acha Dalcim?
Se continuar perdendo como gente grande, não vai chegar a lugar nenhum! Tem que ganhar, jogando como gente grande, como faz o JF. E como fez o Guga. O mesmo vale pra Victória Barros.
Faz comentário como gente grande, não como criança mimada.