Monfils: “Sua mente quer, mas o seu corpo já não é mais o mesmo”

Gael Monfils (Foto: Andrew Cornaga/Photosport.nz)

Auckland (Nova Zelândia) – Campeão do ATP 250 de Auckland no ano passado, desta vez o francês Gael Monfils não conseguiu passar da estreia. Após a derrota de virada para o húngaro Fabian Marozsan ele analisou sua partida e refletiu sobre a carreira, que encerrará nesta temporada.

“Cheguei com 20 anos e estou me aposentando aos 40, foi uma longa jornada. Foi uma grande honra para mim jogar aqui, em um país especial com uma cultura incrível. Tive a sorte de conquistar este título. Auckland ocupa um lugar especial no meu coração”, destacou o veterano francês.

“Fabian jogou um pouco melhor do que eu, demonstrou mais confiança em alguns lances. Foi uma ótima partida para mim, depois de um longo período sem competir. Claro que eu queria ter me saído melhor, mas isso faz parte do esporte e estou feliz por ter podido jogar”, acrescentou Monfils.

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O francês disse que a partida refletiu a realidade de sua condição física, com seu desejo de se superar às vezes ultrapassando os limites do seu corpo. “Está dentro de você, você sempre quer dar mais. Nunca é fácil, porque a sua mente quer, mas o seu corpo e as suas capacidades não são exatamente as mesmas”, observou.

Monfils disse que existem áreas em que ele sente que pode melhorar à medida que ganha mais ritmo nesta sua temporada de despedida. “Acho que posso sacar um pouco melhor e, em alguns pontos importantes, usar um pouco mais o primeiro saque”, disse o ex-top 10.

Depois da turnê australiana, ele seguirá sua despedida na América do Sul depois e depois não pensa em muito mais. “Paris será o mais importante”, salientou Monfils, em relação à Roland Garros. “Se eu puder jogar nos Estados Unidos, será incrível. Adoro Indian Wells, Miami e o US Open”, completou o francês, que estima jogar uns 12 torneios na temporada.

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Paulo H
Paulo H
17 dias atrás

Jogador excepcional, muito acrobático, que fará falta ao circuito. Fora isso, sempre manteve o bom humor. Ele e Svitolina formam um belo casal. Creio que pela sua competitividade, no futuro deverá ser treinador da equipe da França em algum torneio, tipo copa Davis.

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