Matos e Melo levam virada e França fecha o confronto

Foto: Divulgação/ITF

Orléans (França) – Precisando vencer as três partidas do dia para se classificar às oitavas de final da Copa Davis, o Brasil viu o sonho acabar ainda no primeiro duelo do dia, com uma nova derrota para a França em Orléans. Parceiros fixos no circuito, o gaúcho Rafael Matos e o mineiro Marcelo Melo até saíram na frente, mas acabaram levando a virada de Benjamin Bonzi e Pierre-Hugues Herbert na partida de duplas, caindo por 4/6, 6/3 e 6/4, em 2h09 de confronto.

Assim, os franceses confirmam o triunfo sobre o time brasileiro, chegando ao placar de 3 a 0. No sábado, os donos da casa já haviam vencido as duas partidas de simples com Ugo Humbert e Arthur Fils sobre João Fonseca e Thiago Wild, respectivamente. Ainda neste domingo, o paulista Matheus Pucinelli cumprirá tabelo diante do top 30 Giovanni Mpetshi Perricard, no quarto e último jogo.

Com a derrota, o Brasil não só perde a chance de avançar para as oitavas de final da competição, como precisará jogar uma repescagem com um dos vencedores dos playoffs do Grupo Mundial I em setembro. Esse duelo valerá vaga nos Qualifiers de 2026, e quem perder precisará jogar os playoffs no ano que vem.

Já a França avança para enfrentar a Croácia na próxima fase da competição. Também neste fim de semana, os croatas fizeram o dever de casa a bateram a Eslováquia por 3 a 1 em Osijek. O vencedor deste confronto deverá encarar Dinamarca ou Espanha nas quartas de final.

Matos e Melo perdem a segunda em três jogos

Parceiros fixos no circuito, Rafael Matos e Marcelo Melo disputaram juntos seu terceiro jogo de Copa Davis, sofrendo agora a segunda derrota. Na fase de grupos do ano passado, em Bolonha, eles haviam derrotado os italianos Simone Bolelli e Andrea Vavassori, e depois caíram para os holandeses Wesley Koolhof e Botic van de Zandschulp.

Aos 41 anos de idade, Melo tem 19 vitórias e sete derrotas em 26 jogos de Davis, desde sua estreia na competição, em 2008. Por sua vez, Matos tem o retrospecto de seis triunfos e três reveses em nove partidas representando o Brasil no torneio.

Virada francesa em jogo equilibrado

Com a tensão já esperada, por se tratar de um duelo decisivo, a partida começou um pouco travada, com alguns erros não forçados de ambos os lados e sem que nenhuma equipe tivesse pleno domínio do jogo. Depois de cada time confirmar seu saque uma vez, houve uma troca de quebras entre o terceiro e quarto games. Primeiro, os brasileiros superaram o serviço adversário de zero, mas na sequência não sustentaram a vantagem e viram os franceses devolverem o break.

Assim como já havia acontecido no início da partida, novamente o Brasil esteve com um perigoso 15-30 no saque de Rafael Matos, mas soube lidar com o momento de pressão e manter o serviço. Na sequência, veio uma nova quebra a favor dos brasileiros, que desta vez mantiveram a vantagem até o fim e levaram o primeiro set.

Chama a atenção o alto de número de duplas faltas das duas equipes na parcial, com quatro para cada lado, e nenhum ace. A diferença se deu no aproveitamento de pontos conquistados com o segundo saque. Enquanto os brasileiros venceram seis dos 13 pontos disputados nessa situação, os franceses ganharam apenas um em oito.

Na segunda parcial, a dupla francesa elevou o nível e foi quase absoluta nos games de serviço, sem ceder um único break-point e permitindo apenas uma igualdade. Com isso, venceram 21 dos 26 pontos com o saque, com 81% de aproveitamento. Para piorar a situação dos brasileiros, Bonzi e Herbert conseguiram a quebra no sexto game, assumindo a dianteira na parcial para chegar ao empate.

O terceiro set seguiu bastante equilibrado, mas todas as reais chances foram a favor dos franceses. No quinto game, o Brasil precisou salvar três break-points no saque de Rafael Matos e se saiu muito bem. Após o susto, o gaúcho e o mineiro chegaram a ter 0-30 a favor para abrir 5/3, mas viram os rivais reagirem e empatarem por 4/4.

O golpe fatal veio no nono game, com uma quebra de zero de Bonzi e Herbert no saque de Melo, chegando a salvar três smashes da dupla brasileira em ponto importantíssimo. Assim, os anfitriões abriram 5/4 e ficaram a apenas uma confirmação de saque da vitória, o que aconteceu a seguir, sacramentando a vaga para as oitavas de final e a consequente eliminação brasileira.

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JClaudio
JClaudio
1 ano atrás

O mundo em que os torcedores de tênis vivem não existe.
Nada mais é que uma simulação interativa neural, que consiste em fazer as pessoas acreditarem que o Brasil tem um jogador “extraterrestre”, que junto com Alcaraz e Sinner, formará um novo big 3, será campeão de vários Slam, milhões de pessoas assistirão suas vitórias inconteste, conseguirá o primeiro lugar do ranking mundial, terá um calçado com o próprio nome, massacrando seus adversários de toda parte do mundo.

(Morpheu apareceu, ofereceu uma pílula vermelha)

Danilo Jeolás
Danilo Jeolás
1 ano atrás

França era amplamente favorita, jogava em casa e sob um piso mais amigável para eles e obviamente tendo os jogadores mais bem ranqueados do confronto. Bom lembrar que Mpetish Perricard é um alternate deles, nível bastante alto.

A arbitragem errou em lances cruciais e isso não tem justificativa, apesar de no íntimo sabermos que dificilmente os resultados finais seriam distintos.

Derrota lógica e que deve ser encarada com naturalidade.

PFON
PFON
1 ano atrás

No geral, o nível do tênis brasileiro é muito fraco !!

Jorge Luiz
Jorge Luiz
1 ano atrás

Triste

Ricardo
Ricardo
1 ano atrás

O negocio é o seguinte:Fonseca é um top 100 crescendo,mas é visto como um top 5.Delirio!!Não teve nenhuma chance contra um muito bom jogador top 20.O Wild é um top 80 que se acha um top 20 e foi massacrado.Tadinho!!A dupla foi a que fez o jogo mais parelho

Rockton
Rockton
1 ano atrás

Não estou entendendo a reação de muitos aqui. Ninguém que tenha o mínimo de conhecimento da realidade do tênis brasileiro esperava algo diferente desse resultado.
Torcedor, o nome já está dizendo: é para torcer para que consiga vencer. Mas tem de ter noção da realidade.
Wild é completamente “fora da casinha” , jamais vou torcer para esse cara.

Blumenau
Blumenau
1 ano atrás

Nenhuma surpresa, deu a lógica. Muita expectativa e os rapazes não corresponderam. Só um set ganho, na dupla.

Marcus Henrique
Marcus Henrique
1 ano atrás

Resultado mais que normal. Nada de outro mundo.

Podia ter sido mais equilibrado? Podia. Mas ficar dependendo só do Fonseca não é a estratégia correta.

O erro no jogo do Wild foi imoral e nerece punição severa ao árbitro. Mas mesmo sem aquele erro, Wild perderia do mesmo jeito.

Esperar que o Wild fizesse a diferença num duelo de Davis é um pouco demais. Ele é bom jogador, mas falta um algo mais pra passar confiança.

Quando o Oncins anunciou que o Monteiro não estaria no duelo, muitas pessoas aqui ficaram comemorando, dizendo que o Wild era “especialista” em hards. Taí o resultado. Monteiro talvez também tivesse perdido…mas poderia ao menor ter dificultado mais o jogo (porque joga com sangue nos olhos).

SANDRO
SANDRO
1 ano atrás

Neste momento, estou assistindo ao duelo Giovanni Perricard x Matheus Pucinelli… Que bomba atômica é esse jovem Perricard ! Ele tem um míssil na raquete, Perricard tem que jogar muito mal no saque para ter seu serviço quebrado !!!

Paulo Araújo
Paulo Araújo
1 ano atrás

Eliminação esperada. O Brasil não era favorito em nenhum dos confrontos.

Fabricio
Fabricio
1 ano atrás
Responder para  Paulo Araújo

Exato, simples assim.

O único confronto que poderiamos dizer que seriamos favoritos seria Fonseca x Fils. Fora esse, nenhum.

SANDRO
SANDRO
1 ano atrás

Neste confronto contra a França, o único que se salvou foi Rafael Matos, que quase venceu a dupla francesa… Se tivesse um parceiro que colaborasse mais, poderia ter vencido a dupla… Quem sabe fizesse dupla com o Orlando Luz, eu acho que poderia ter vencido… Oncins é um péssimo Capitão: ranzinza, reclamão, quer deixar transparecer que “tudo” é culpa da arbitragem, passa uma energia ruim, não gosto dele como Capitão!!!

Fernando S P
Fernando S P
1 ano atrás
Responder para  SANDRO

Analisa bem a energia dos teus comentários (“ranzinza, reclamão, passa uma energia ruim”). Bem positivo, né? Sempre com muito julgamento e “cravando” o que é certo ou errado. Fica atento a esse orgulho e vaidade de achar que está sempre certo.

Última edição 1 ano atrás by Fernando S P
Mauricio
Mauricio
1 ano atrás
Responder para  Fernando S P

É a opinião dele. Por enquanto ainda há esse direito, eu acho !!

Fernando S P
Fernando S P
1 ano atrás
Responder para  Mauricio

Sim, e não falei nada sobre ele estar proibido de expressar sua opinião. Nunca seria a favor de censurar a opinião de ninguém nas redes sociais.

SANDRO
SANDRO
1 ano atrás
Responder para  Fernando S P

Olha quanta “hipocrisia” a sua… Você me acusa do que você é… Você escreveu que eu tenho “orgulho e vaidade de achar que está sempre certo”… Eu não tenho orgulho e nem vaidade das minhas opiniões e tenho certeza que eu não estou sempre certo… Achar que o Oncins foi ranzinza, reclamão etc… é uma opinião “exclusivamente” minha, ninguém precisa concordar com o que eu acho… Mas uma coisa é certa: eu tenho o direito de ter minha opinião, agrade você ou não !

Andy Schmid
Andy Schmid
1 ano atrás

Eterna Série B do tênis mundial. O Brasil é tipo um América de MG, sobe um ano, cai, ganha a Série B, depois cai de novo, e assim vai. É país pequeno no tênis.

Marco Aurelio
Marco Aurelio
1 ano atrás

Pegando o nome daquele bom filme, “tudo bem, até o ano que vem”.

Pelo menos o nosso João Fonseca terá evoluído mais ainda, se Deus quiser.

Só espero que, em setembro consigamos avançar na repescagem!!

JClaudio
JClaudio
1 ano atrás

Agora que a derrota foi consumada, precisamos falar da CBT.
O Brasil faz um jogo contra a França pela Davis, com aquele que a imprensa nacional chama de “o escolhido”, com potencial de transformar um esporte de nicho em algo popular (é o que dizem).
A CBT não conseguiu colocar os jogos numa emissora que pudesse transmitir as partidas, facilitando a vida dos “abnegados” do tênis.
Outro dia vi uma entrevista de um dos vice presidentes da entidade, o rapaz falou sobre a massificação e popularização do tênis…não foi muito convincente, já que não apresentou um único projeto para o futuro do esporte.
Quando a entidade responsável pelo tênis será cobrada (e fiscalizada)?

Última edição 1 ano atrás by JClaudio
SANDRO
SANDRO
1 ano atrás
Responder para  JClaudio

Ainda bem que não foi transmitido em rede nacional, porque depois dessa surra contra a França, menos jovens se sentiriam motivados a praticar o tênis… Assistir a esse confronto contra a França é mais desmotivador do que motivador para um jovem iniciante: O que os olhos não vêem o coração não sente…

JClaudio
JClaudio
1 ano atrás
Responder para  SANDRO

Os direitos são exclusivos da ITF (Federação Internacional de Tênis).
Os direitos foram comercializados com a agência EnjoyTV, que por sua vez comercializou com a DSports para a América latina.
A nota (CBT) esquece de explicar, por que a CBT não tentou negociar os direitos junto a EnjoyTV?
Ou buscar no mercado, empresas que pudessem negociar os direitos do confronto?
Buscar junto a ITF uma parceria para transmissão do evento, antes mesmo de comercializar com a EnjoyTV.
Não podemos esquecer que Rafael Westrupp é vice presidente da ITF (primeiro sul-americana no cargo), é presidente da Confederação Sul-americana de Tenis, além de presidente (em fim de mandato) da CBT.
A incapacidade da CBT para fomentar o tênis é algo explícito.
Santa Catarina continua linda…

(Vc está muito amargo “guerreiro Sandro” com nossa seleção, pra frente Brasil)

Última edição 1 ano atrás by JClaudio
SANDRO
SANDRO
1 ano atrás
Responder para  JClaudio

Resumindo: o tênis brasileiro ganhou muito mais com a “não transmissão” dessa surra de 4×0 contra a França… Se fosse transmitido, a decepção seria muito maior…

Gustavo Santos
Gustavo Santos
1 ano atrás

o primeiro jogo foi decisivo pro desenrolar do confronto

Maurício
Maurício
1 ano atrás

Alguns e eu me incluo nessa, colocamos muita expectativa nesse confronto. O João não jogou bem, perdeu, e tá tudo certo, vai servir de experiência, não podemos cobrar que ele leve o Brasil nas costas por enquanto
Thiago Wild sempre uma incógnita, tmb não jogou bem, já tem experiência deveria entregar mais
As duplas até foi melhor do que o esperado, Marcelo Mello não dá né, daqui uns 2, tem que se pensar em colocar o João nas duplas, por enquanto é cedo, e temos que ver a evolução do Orlando Luz nas duplas tmb

Márcio silva
Márcio silva
1 ano atrás

Simples assim, no momento não temos um time pra chegar nas finais da davis

Blumenau
Blumenau
1 ano atrás
Responder para  Márcio silva

E já tivemos em algum instante? Não nos recordamos.

Renato B
Renato B
1 ano atrás
Responder para  Blumenau

Brasil já chegou à semifinal da Davis 4 vezes. Vai se informar direito antes de falar bobagens.

Marinete
Marinete
1 ano atrás
Responder para  Blumenau

Kkkkkk

F.F.
F.F.
1 ano atrás

Fim de semana melancólico
É ficar no aguardo do amadurecimento do Fonseca e da aposentadoria do Melo
Terrivel

Maurício
Maurício
1 ano atrás
Responder para  F.F.

Pensei que iria comentar sobre o virgem de Challengers

Karrosél
Karrosél
1 ano atrás
Responder para  Maurício

F.F é meu maior fã boy

assinado: Karrosél

Maurício
Maurício
1 ano atrás
Responder para  Karrosél

Hahahaha
Boa kkk

Realista
Realista
1 ano atrás
Responder para  Karrosél

Cuidado que o Sell de vez em quando acompanha. Certa vez ele já deu um esporro nesse Rodrigues, o ex Paulo Lara de antigamente.

Realista
Realista
1 ano atrás
Responder para  Karrosél

Cuidado que o Sell de vez em quando acompanha. Certa vez ele já destruiu argumentos desse Rodrigues, o ex Paulo Lara de antigamente.

Fabricio
Fabricio
1 ano atrás

Aos iludidos que cravavam uma vitória pro Brasil, menas galerinha.

Largam de ser emocionados kkkkkk não existe Brasil Storm nem de longe, precisamos remar muito pra ter algum xestaque no circuito, se é que teremos.

SANDRO
SANDRO
1 ano atrás
Responder para  Fabricio

Choque de realidade… É bem por aí !

José Carlos
José Carlos
1 ano atrás

Brasileiros devidamente varridos, contrariando todos os prognósticos dos “entendidos” que frequentam a caixa de comentários. Um choque de realidade sempre cai bem.

Ricardo
Ricardo
1 ano atrás
Responder para  José Carlos

Isso mesmp choque de realidade pros delirantes!!”Chances iguais pros 2 lados”kkkk.Foi surra!!

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