Melbourne (Austrália) – No jogo que encerrou as oitavas de final da chave feminina do Australian Open, Iga Swiatek confirmou o amplo favoritismo diante de Maddison Inglis, 168ª do ranking e última anfitriã restante no torneio. A número 2 do mundo marcou as parciais de 6/0 e 6/3 em 1h13 de partida.
Aos 24 anos, Swiatek chega pela terceira vez às quartas de final em Melbourne e tenta alcançar sua terceira semifinal, repetindo os resultados de 2022 e do ano passado. Vencedora de seis Grand Slam, a polonesa busca uma conquista inédita na Austrália para completar a galeria de troféus com os quatro maiores torneios do circuito profissional. Ela se torna a mais jovem a chegar em seis quartas de final seguidas em Grand Slam desde Serena Williams em 2003.
A adversária de Iga nas quartas será a cazaque Elena Rybakina, número 5 do mundo e que ainda não perdeu sets na competição. Rybakina disparou 10 aces e só enfrentou um break-point na vitória por 6/1 e 6/3 sobre a belga Elise Mertens. A polonesa tem ligeira vantagem no histórico, 6 a 5, mas a cazaque venceu o duelo mais recente no WTA Finals e também levou a melhor quando elas se enfrentaram no Australian Open em 2023.
Q. How does one get past Iga?
A. Error 404 @wwos • @espn • @tntsports • @wowowtennis • #AO26 pic.twitter.com/oY8kTOWoVM— #AusOpen (@AustralianOpen) January 26, 2026
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Superada por Swiatek nas oitavas, Inglis fez seu melhor resultado em Grand Slam aos 28 anos. Depois de ter passado pelas três rodadas do quali e vencido os dois primeiros jogos da chave principal, contra Kimberly Birrell e Laura Siegemund, a australiana foi beneficiada pela desistência da bicampeã Naomi Osaka, que sentiu uma lesão muscular na região abdominal e nem entrou em quadra pela terceira rodada. Ela vai se aproximar do top 100 após o torneio, chegando ao 113º lugar.
Torcida comemorou muito os games da australiana
Com nítida diferença na velocidade dos golpes e pressão constante sobre a australiana desde as devoluções, Swiatek tomou conta da partida desde cedo. Ela não enfrentou break-points no primeiro set e cedeu apenas quatro pontos em seus games de serviço, além de conseguir três quebras para aplicar um ‘pneu’.
Maddison Inglis breaks Iga, Maddison Inglis REJOICES – honestly, be like Maddi 😂😍 pic.twitter.com/nPfeY2jPOC
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Na abertura do segundo set, Inglis conseguiu uma quebra de serviço e enfim saiu do zero no placar. A australiana abriu um largo sorriso, levantou os braços para comemorar seu game e foi bastante aplaudida pelo público na Rod Laver Arena. A torcida tentou apoiar a tenista da casa, mas manteve o tom respeitoso com a polonesa o tempo todo.
Não demorou para que Iga retomasse o controle das ações, chegando a vencer quatro games seguidos. Confortável no placar, a polonesa também testou variações e teve bom desempenho numa curta, além de lobs e passadas. Inglis ainda confirmou o saque duas vezes e chegou a ter um break-point, mas a polonesa quando foi ameaçada. E no momento de sacar para o jogo, foi precisa, definindo a partida com winner de forehand. Mais agressiva em quadra, a polonesa fez 22 a 7 nos winners e cometeu 19 erros não-forçados contra 16 de sua adversária.











Provavelmente a campeã sairá desse duelo entre Swiatek e Rybakina
Será mesmo? Não se precipite, pois Anisimova, Pegula, Sabalenka, Gauff ou até mesmo Svitolina não se podem desprezar e ainda o tênis feminino é imprevisível, por isso acho que todas elas têm chances, inclusive s duas que você citou.
Concordo plenamente!
Iga e Ribakina é jogo imprevisível. Posso estar enganado mas a kazaque me parece em melhor momento. Veremos.
Pior que está mesmo. Mas torço para a Iga apresentar o jogo que levou ela a 6 slams e vencer essa. Apesar de que depois vem outra pedrada: Anisimova. Pelo menos é o que acho.
Não descarte a Pegula, pois ela é jogo duro também.
Ultimamente estão sendo mais raros os pneus aplicados pela Swiatek mas neste último jogo somou mais um para a sua coleção. O circuito feminino, na minha opinião, está mais interessante, imprevisível e competitivo que o masculino. Nas quartas de final, quatro das oito jogadoras já conquistaram títulos de grand slam, a Anisimova tem duas finais, a Pegula uma, a Svitolina é experiente e está em boa fase e apenas a menina Jovic é que está estreiando nesta fase de um grand slam. Tenho simpatia por todas elas mas as quatro primeiras na minha ordem de preferência para conquistar o torneio são Swiatek, Anisimova, Rybakina e Sabalenka.
Respeito a sua opinião, mas discordo um pouco porque o tênis masculino é muito melhor do que o tênis feminino devido à alta capacidade técnica deles, então em termos de imprevisibilidade aí concordo porque realmente o tênis feminino esta mais interessante mesmo, mas ainda não aconteceu nenhuma surpresa e vamos ver se ocorre, aliás, surpresa ou melhor zebraça seria a Sabalenka perder para a Joint que aí seria fato, mas os outros jogos o que acontecer daqui para frente é resultado normal.