Iga se impõe contra última australiana e reencontra Rybakina

Iga Swiatek (Foto: Tennis Australia)

Melbourne (Austrália) – No jogo que encerrou as oitavas de final da chave feminina do Australian Open, Iga Swiatek confirmou o amplo favoritismo diante de Maddison Inglis, 168ª do ranking e última anfitriã restante no torneio. A número 2 do mundo marcou as parciais de 6/0 e 6/3 em 1h13 de partida.

Aos 24 anos, Swiatek chega pela terceira vez às quartas de final em Melbourne e tenta alcançar sua terceira semifinal, repetindo os resultados de 2022 e do ano passado. Vencedora de seis Grand Slam, a polonesa busca uma conquista inédita na Austrália para completar a galeria de troféus com os quatro maiores torneios do circuito profissional. Ela se torna a mais jovem a chegar em seis quartas de final seguidas em Grand Slam desde Serena Williams em 2003.

A adversária de Iga nas quartas será a cazaque Elena Rybakina, número 5 do mundo e que ainda não perdeu sets na competição. Rybakina disparou 10 aces e só enfrentou um break-point na vitória por 6/1 e 6/3 sobre a belga Elise Mertens. A polonesa tem ligeira vantagem no histórico, 6 a 5, mas a cazaque venceu o duelo mais recente no WTA Finals e também levou a melhor quando elas se enfrentaram no Australian Open em 2023.

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Superada por Swiatek nas oitavas, Inglis fez seu melhor resultado em Grand Slam aos 28 anos. Depois de ter passado pelas três rodadas do quali e vencido os dois primeiros jogos da chave principal, contra Kimberly Birrell e Laura Siegemund, a australiana foi beneficiada pela desistência da bicampeã Naomi Osaka, que sentiu uma lesão muscular na região abdominal e nem entrou em quadra pela terceira rodada. Ela vai se aproximar do top 100 após o torneio, chegando ao 113º lugar.

Torcida comemorou muito os games da australiana

Com nítida diferença na velocidade dos golpes e pressão constante sobre a australiana desde as devoluções, Swiatek tomou conta da partida desde cedo. Ela não enfrentou break-points no primeiro set e cedeu apenas quatro pontos em seus games de serviço, além de conseguir três quebras para aplicar um ‘pneu’.

Na abertura do segundo set, Inglis conseguiu uma quebra de serviço e enfim saiu do zero no placar. A australiana abriu um largo sorriso, levantou os braços para comemorar seu game e foi bastante aplaudida pelo público na Rod Laver Arena. A torcida tentou apoiar a tenista da casa, mas manteve o tom respeitoso com a polonesa o tempo todo.

Não demorou para que Iga retomasse o controle das ações, chegando a vencer quatro games seguidos. Confortável no placar, a polonesa também testou variações e teve bom desempenho numa curta, além de lobs e passadas. Inglis ainda confirmou o saque duas vezes e chegou a ter um break-point, mas a polonesa quando foi ameaçada. E no momento de sacar para o jogo, foi precisa, definindo a partida com winner de forehand. Mais agressiva em quadra, a polonesa fez 22 a 7 nos winners e cometeu 19 erros não-forçados contra 16 de sua adversária.

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Johnny
Johnny
21 dias atrás

Provavelmente a campeã sairá desse duelo entre Swiatek e Rybakina

Flávio
Flávio
21 dias atrás
Responder para  Johnny

Será mesmo? Não se precipite, pois Anisimova, Pegula, Sabalenka, Gauff ou até mesmo Svitolina não se podem desprezar e ainda o tênis feminino é imprevisível, por isso acho que todas elas têm chances, inclusive s duas que você citou.

Renato dos santos Pachecocon
Renato dos santos Pachecocon
21 dias atrás
Responder para  Flávio

Concordo plenamente!

José Andrade
José Andrade
21 dias atrás

Iga e Ribakina é jogo imprevisível. Posso estar enganado mas a kazaque me parece em melhor momento. Veremos.

William
William
21 dias atrás
Responder para  José Andrade

Pior que está mesmo. Mas torço para a Iga apresentar o jogo que levou ela a 6 slams e vencer essa. Apesar de que depois vem outra pedrada: Anisimova. Pelo menos é o que acho.

Flávio
Flávio
21 dias atrás
Responder para  William

Não descarte a Pegula, pois ela é jogo duro também.

CARLOS ALBERTO RIBEIRO DA SILV
CARLOS ALBERTO RIBEIRO DA SILV
21 dias atrás

Ultimamente estão sendo mais raros os pneus aplicados pela Swiatek mas neste último jogo somou mais um para a sua coleção. O circuito feminino, na minha opinião, está mais interessante, imprevisível e competitivo que o masculino. Nas quartas de final, quatro das oito jogadoras já conquistaram títulos de grand slam, a Anisimova tem duas finais, a Pegula uma, a Svitolina é experiente e está em boa fase e apenas a menina Jovic é que está estreiando nesta fase de um grand slam. Tenho simpatia por todas elas mas as quatro primeiras na minha ordem de preferência para conquistar o torneio são Swiatek, Anisimova, Rybakina e Sabalenka.

Flávio
Flávio
21 dias atrás

Respeito a sua opinião, mas discordo um pouco porque o tênis masculino é muito melhor do que o tênis feminino devido à alta capacidade técnica deles, então em termos de imprevisibilidade aí concordo porque realmente o tênis feminino esta mais interessante mesmo, mas ainda não aconteceu nenhuma surpresa e vamos ver se ocorre, aliás, surpresa ou melhor zebraça seria a Sabalenka perder para a Joint que aí seria fato, mas os outros jogos o que acontecer daqui para frente é resultado normal.

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