Londres (Inglaterra) – A derrota nas oitavas de final de Wimbledon encerrou uma ótima sequência de Coco Gauff em torneios do Grand Slam, numa série que começou com o título do US Open no ano passado e seguiu com as semifinais do Australian Open e de Roland Garros. Eliminada neste domingo pela também norte-americana Emma Navarro em sets diretos, Gauff lamentou a falta de soluções na partida, diante das variações impostas pela compatriota de 23 anos. A número 2 do mundo também lamentou as oportunidades perdidas, especialmente no primeiro set.
“Foi uma partida dura. Ela jogou muito bem nos ralis de fundo. Eu já havia a enfrentado e sabia um pouco do que fazer, mas hoje não consegui ser agressiva. Tive minhas chances no primeiro set e não consegui a quebra. Sinto que hoje ela estava variando muito bem, com slices e devolvendo muito bem o meu saque, especialmente no segundo serviço”, disse Gauff após a derrota por 6/4 e 6/3 para Navarro. A jovem de 20 anos chegou a ter uma quebra acima no set inicial e ainda criou dois break-points quando o placar estava empatado por 3/3, mas não conseguiu recuperar a vantagem.
“Tinha um plano de jogo para hoje, que obviamente não estava funcionando. Não sou uma jogadora que costuma pedir muitos conselhos para o meu box, mas hoje foi um daqueles dias em que eu não encontrava soluções. Talvez por isso a minha conexão com o box tenha sido maior hoje. Mas no fim das coisas, sou eu que estou jogando e tenho que tomar minhas decisões na quadra”, avalia a norte-americana, que parou pela terceira vez nas oitavas em Wimbledon. “Durante o torneio, eu sinto que estava melhor nos dois lados para lidar com as bolas mais baixas e aqueles slices mais curtos, que são comuns na grama. Estou feliz com o meu progesso, mas obviamente eu gostaria de ter ido mais longe”.
Apenas duas top 10 seguem na chave
Com a derrota de Gauff, apenas duas jogadoras do top 10 seguem na chave, a italiana Jasmine Paolini já está nas quartas e enfrenta a própria Navarro, enquanto a cazaque Elena Rybakina disputa as oitavas nesta segunda-feira contra a russa Anna Kalinskaya. A vice-líder do ranking destaca o equilíbrio do circuito, citando que até mesmo as jogadoras que não são cabeças de chave podem chegar longe. Foi o que aconteceu no ano passado, com o título da tcheca Marketa Vondrousova, que depois foi eliminada ainda na estreia deste ano.
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“Já joguei muitos torneios do Grand Slam e qualquer uma pode vencer. O ranking é apenas um número e a única vantagem de ser cabeça de chave é não jogar contra outra jogadora bem ranqueada nas primeiras rodadas. Mas isso não significa que você não pode perder. Vimos como muitas favoritas caírem, inclusive a atual campeã. Não significa nada. Especialmente do meu lado da chave”, avaliou a norte-americana.
“Mesmo que as jogadoras não sejam tão conhecidas, elas ainda são talentosas. Talvez o ranking não seja tão bom, mas o nível está aí. E elas estão aqui por um motivo e merecem seu lugar. Não há chave fácil. Este é um esporte competitivo e todas nós queremos vencer. Eu já estive do outro lado e não levo o meu ranking em consideração antes de entrar em quadra. Enfrento cada partida com uma mentalidade muito competitiva, independentemente da pessoa contra quem estou jogando.”









quando pegou alguém, perdeu kkkk
Excelente comentário da Gauff:
“Mesmo que as jogadoras não sejam tão conhecidas, elas ainda são talentosas. Talvez o ranking não seja tão bom, mas o nível está aí. E elas estão aqui por um motivo e merecem seu lugar….”
Isso mesmo, na grama maluca, então, mais oscilações e surpresas ocorrem. Vide Lulu Sun, quem diria?… A campeã do ano passado e a número 1 já caíram… e só duas cabeças top 8 nas quartas…
As 3 primeiras não estão nas quartas, então o que eu disse comprovou desde o início que Wimbledon estava imprevisível devido a limitação que mas a o tênis feminino atual.