PLACAR

Gauff espera continuar o legado das irmãs Williams

Foto: Simon Bruty/USTA

Nova York (EUA) – A norte-americana Coco Gauff não esqueceu de suas raízes no momento mais importante de sua carreira até então. No discurso em quadra após faturar o título do US Open, seu primeiro de Grand Slam, a tenista de apenas 19 anos destacou o apoio da família. Mais tarde, na entrevista coletiva, ela também pontuou a importância das irmãs Williams para a conquista.

“Elas são a razão pela qual tenho este troféu hoje, para ser sincera. Eles me permitiram acreditar nesse sonho enquanto crescia. Não havia muitos tenistas negros dominando o esporte. Foi literalmente naquela época, quando eu era mais jovem, só delas eu me lembro”, afirmou a campeã em Flushing Meadow no último sábado, batendo a bielorrussa Aryna Sabalenka na final de virada.

“Serena e Venus, palavras não podem descrever o que significaram para mim. Espero ser a continuação de um legado. Espero que outra garota possa ver isso e acreditar que pode fazer isso e que seu nome também possa estar neste troféu”, acrescentou a jovem norte-americana, que subirá para a terceira colocação no ranking mundial com o título do US Open.

Ao tentar resumir sua conquista em poucas palavras, Gauff pensou um pouco e afirmou: “Acho que as três palavras que eu colocaria seriam: ‘Sonhos tornados realidade’. E isso é uma loucura, ainda não tenho palavras para descrever. Eu não acho que isso possa ser colocado em palavras”, falou a norte-americana, que garantiu ter passado praticamente toda sua campanha sem pensar no título.

“Honestamente, não vislumbrei isso até ontem à noite. Quando perdi o primeiro set, senti que ainda tinha chance na partida e disse para mim mesma que ia dar tudo o que tinha, aconteça o que acontecer. Mesmo no match-point, com 40-0, não estava pensando muito nisso Foi louco. Eu estava apenas tentando o meu melhor para me concentrar no ponto que estava à minha frente”, contou Gauff.

Questionada sobre a primeira vez que sonhou em ser campeã de Grand Slam, ela falou que foi quando tinha oito anos. “Eu tinha vindo três ou quatro anos seguidos para ver o Dia das Crianças do US Open e estava apenas assistindo eles competirem nesta quadra”, falou a norte-americana, que também vislumbrou se campeã quando jogou o juvenil do torneio pela primeira vez.

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