“Saúde mental se tornou uma das coisas mais importantes para mim”, diz Berrettini

Foto: Mutua Madrid Open

Buenos Aires (Argentina) – Nos últimos anos, Matteo Berretini, ex-número 6 do mundo, sofreu com uma série de lesões – do tornozelo ao abdômen – que o impediram de competir em alto nível nos principais torneios do circuito. Em entrevista à revista Marie Claire, o italiano destacou a importância da saúde mental nesse processo de recuperação.

Para ele, um bom mental foi o que o fez passar pelas competições sem tanta pressão pelos melhores resultados. “A saúde mental se tornou uma das coisas mais importantes para mim. Obviamente, cuido da minha alimentação, treino, rotina de sono e tudo mais, mas o bem-estar mental se tornou crucial, principalmente por causa das lesões e tudo o que veio com elas. Estou trabalhando muito nesse aspecto com a minha equipe. Tenho pessoas que me ajudam, e isso se tornou uma rotina super positiva que me ajudou muito, especialmente nos últimos dois ou três anos, quando a pressão era maior e eu tinha que lidar com as lesões”, afirmou.

Entre 2019 e 2021, o italiano obteve algumas de suas melhores marcas da carreira em Grand Slam, chegando às quartas de Final de Roland Garros, às semifinais do US Open e do Australian Open, e à final em Wimbledon. Hoje em dia, número 58 do mundo, enxerga suas ambições de outra forma. “Já ganhei alguns troféus importantes, tive uma carreira que jamais imaginei quando comecei a jogar. Poder viver da minha paixão e tê-la como meu trabalho é um privilégio. Obviamente, os resultados importam, mas acho que a maneira como você vive sua carreira e como você a aproveita é o que realmente define o sucesso. E é por isso que me sinto feliz hoje”, disse.

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Ao pensar na aposentadoria, também compartilhou ter vontade de usar a influência de sua carreira em outras áreas. “Não sei se vou continuar no mundo do tênis. Às vezes quero, mas outras vezes não, porque é uma carreira exigente, com muitas viagens, longe das pessoas que amo… não é fácil. Sei que vou fazer algo que exija energia, porque tenho muita. Acho que sou bom em me comunicar, falar, e por que não? Ensinar. Sempre tive essa vontade de ajudar crianças , as novas gerações. Provavelmente algo relacionado a isso, mas decidirei quando chegar a hora”, disse o tenista de 29 anos.

Nesta terça-feira, Berrettini retorna ao circuito após três meses de afastamento para o ATP 250 de Buenos Aires. No torneio, ele será o oitavo cabeça de chave e estreará contra o tenista da casa Federico Coria.

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Wanderson
Wanderson
25 dias atrás

Esse é outro da geração 90 que ajudou djokovic a inflar seus números.

Renato dos santos Pachecocon
Renato dos santos Pachecocon
24 dias atrás
Responder para  Wanderson

Vdd. Na época do guga só tinha cachorro grande. Inclusive tenistas que já tinham sido número 1.

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