A equipe garante: o desconforto no abdômen que acometeu João Fonseca não é coisa grave e que a retirada da terceira rodada do Masters 1000 de Cincinnati, onde jogaria no começo da rodada desta terça-feira, aconteceu por absoluta cautela.
Fonseca se preparava para enfrentar o quali australiano Christopher O’Connell, que está fora do top 100, quando teria sentido o problema. Como todo mundo sabe, é uma contusão que afeta diretamente o movimento de saque.
A desistência faz todo sentido. Em primeiro lugar, porque a situação pode se agravar e gerar uma ruptura, algo muito grave e que custaria longo afastamento. E ainda temos a proximidade do US Open, certamente um objetivo maior.
O retorno para o Rio teoricamente é lógico. Fora do torneio ainda na segunda-feira, ele ficaria duas semanas inteiras por lá antes do efetivo início do Grand Slam de Nova York. Sem falar que os próximos três dias devem ser focados na total recuperação do abdômen.
De qualquer forma, este já é o quarto afastamento de Fonseca do circuito devido a diferentes contusões, todas surgidas em treino. Sofreu com a lombar em janeiro, o punho direito em maio, o ombro direito em junho e agora veio o abdômen. A primeira o incapacitou dos preparatórios e do próprio Australian Open e foi certamente a mais grave, já que tem raiz congênita. As demais pareceram acidente de trabalho.
Nada disso impede que estejamos preocupados com seu físico, já que abandonos e afastamentos têm sido um fantasma no atual circuito profissional e não poupa sequer os mais jovens e bem preparados. Vejam o caso de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz. Todo cuidado não é exagero.
E mais
– Dois jogos muito legais no complemento da terceira rodada masculina. Medvedev se postou perto da linha, tentou ditar o ritmo e chegou a ter 0-40 para ganhar o jogo. Não conseguiu e aí Nakashima atropelou no terceiro set. Já Tiafoe e Tien lutaram por cada bola, alternaram chances até a justa vitória de Tiafoe.
– Nas oitavas, Nakashima pega um confiante Borges, que tirou Cerúndolo e Rublev depois de quase perder de Kokkinakis, enquanto Tiafoe desafia Aliassime.
– Depois de surpreender Shelton, Faria precisou de dura virada contra Walton e enfrentará Musetti, que parece ter recuperado a forma.
– Na parte de cima, jogos bem interessantes: Zverev-Paul, Jódar-Cobolli, De Minaur-Fils e Mensik-Tirante. Gostaria de rever duelo entre Zverev e Jódar.
– Sabalenka atropelou Xinyu Wang e se livrou do reencontro com Alexandrova, derrotada por Bejlek. Em rota de colisão nas quartas, Gauff e Andreeva tiveram bons testes.
– Anisimova virou contra Eala e faz outro jogo complicadíssimo contra Noskova. Quem ganhar, pega Pegula ou Cirstea.
– Outro possível e aguardado duelo nas quartas é Swiatek x Rybakina, que reviveriam a final de Toronto. A polonesa pega Parry e a cabeça 2, Shnaider.
– Mais uma grande atuação de Matos e Luz, num jogo bem equilibrado contra Harrison e Skupski, vencido em outro supertiebreak. Agora, pegam Melo e Zverev.
– Provisoriamente, Orlandinho chega a 19º e Matos cai para 22º. Os gaúchos disputam o 7º lugar da Corrida para Turim com duas duplas francesas: Arribagé/Olivetti e Doumbia/Reboul.
– Todas as oitavas de simples e também de duplas acontecem nesta quarta-feira em Cincinnati.









Mais uma vez nos obrigamos a questionar: não seria mais produtivo usar essa tempo livre para disputar mais torneios doq com esses “treinos” que, estatisticamente, não mostraram nenhum progresso tecnico em 2026 e ainda parecem ter relação com essas seguidas “lesões”..
Até gastar mais tempo com ganho de massa muscular seria mais pertinente doq esses tais períodos de treino.. enfim, se a preocupação era terminar o ano fora do top 20, vai ficando cada vez mais plausível terminar 2026 fora do top 30 e, com isso, serão inevitáveis ene questionamentos..
É o tênis roleta russa acéfalo mostrando suas consequências.
Para reduzir o número de lesões que vêm afastando tenistas dos torneios e evitar partidas excessivamente longas que ultrapassem 2 horas de duração, algumas medidas poderiam ser tomadas como: Fim do Deuce: em 40/40, quem fizer o ponto seguinte ganha o game. Tie break no 5/5 para que todos os sets terminem com quem vencer 6 games. Transformar o quinto set em um Super Tie-break de 10 pontos. Fim do segundo serviço: O sacador tem apenas uma chance; se errar o saque, o ponto vai direto para o adversário. Fim do Let: O objetivo do saque é a quadra do adversário e não a rede, logo, se o saque tocar na rede, é considerado erro de saque e o ponto vai para o adversário.
Ao menos comemorará a passagem para a vida adulta junto à família.
Belo texto. Esclareceu melhor a situação. Mestre Dalcim, já houve algum lentamente sobre a incidência dessas lesões e abandonos antes e depois dos Masteres 1000 mais longos ? Abçs!
Não, ao menos eu não vi estudos, Joaz.
Não verdade, é necessário mesmo “estudos” para se constatar o óbvio??? Quanto mais longos são os torneios, maior é o desgaste, e menor é o intervalo de descanso entre um torneio e outro, eu não preciso de “estudos” para afirmar isso que acabei de escrever, basta um mínimo de bom senso…
O limite absoluto físico e técnico era o Big 3. As novas gerações, ao tentar superar o Trio de Ouro, não na técnica (impossível), mas no físico, submetem o corpo a um sacrifício insuportável a médio e longo prazo.
Só que Sinner e Alcaraz jogam um pouquinho a mais…rsrsrs
O Alcaraz mesmo ausente por um bom tempo só tem 6 jogos a menos que o Fonseca.
Tipo de comparação sem sentido . Alcaraz venceu dois Torneios, sendo um deles AOPEN 2026 , onde JF caiu de prima. Daí Carlitos jogou 12 jogos somente nestes dois . Abs !
Acho perfeitamente compreensível que alguns abaixem as expectativas em relação ao Fonseca. Eu também, ao menos por enquanto, abaixei as minhas.
De todo modo, continuo otimista. Ele é o que tem mais potencial depois do Guga. O Thomaz Bellucci é fato que chegou a 21 do mundo, mas não tinha o potencial do João.
Os torcedores apressados/afoitos/impacientes terão que esperar. É o jeito.
Não resta dúvida, meu caro. Mesmo com esta série de lesões citadas no Post , começou a Temporada no TOP 24 , caiu para TOP 40 e mesmo com este abandono, TOP 26 . Daí vai entrar como Cabeça no USOPEN. Carlos Alcaraz fez 3 horas de Treino com Rune . Difícilmente não estará em Nova York também. Abs !
Não sabia que ele treinou com o Rune. Boa notícia! Valeu…
Tecnicamente Thomas Bellucci tinha potencial para figurar algum tempo no top 10 em sua melhor fase.
Falou tudo.