Após comemorar seu aniversário de 19 anos e atingir o melhor ranking da carreira, no 579º lugar, Carolina Bohrer já definiu seu calendário de competições para as próximas semanas. A jovem catarinense foi aceita para participar do programa de desenvolvimento da World Tennis (antiga ITF) e disputará três torneios W35 em Santa Margherita di Pula, na Itália, no mês de outubro.
Bohrer e outros tenistas selecionados terão um período de treinos entre os dias 2 e 4 de outubro. Na sequência, jogam o primeiro torneio entre os dias 5 e 10, o segundo entre os dias 12 e 17 e o terceiro entre os dias 19 e 24 de outubro.
“Estou tendo que mudar todo meu calendário mas estou super empolgada e treinado muito”, disse Bohrer a TenisBrasil. “Recebi um convite via CBT para tentar uma vaga no Grand Slam Player Development Programme junto com a World Tennis. Devo embarcar dia 2 de outubro de Miami para Roma e espero conseguir jogar bem. Serão os meus primeiros torneios na Europa”.
“O nível está bem alto dos torneios. Vou jogar o quali na primeira semana. Acredito que sou a única atleta das Américas participando deste programa, o que aumenta a minha responsabilidade”, acrescentou a atual oitava melhor brasileira no ranking profissional da WTA.
Criado em 1986 pelos quatro torneios do Grand Slam e a Federação Internacional, o Grand Slam Player Development Programme é administrado atualmente pela World Tennis e busca ampliar as oportunidades de desenvolvimento para tenistas de países ou regiões com menor estrutura no circuito. O programa já destinou mais de US$ 68 milhões ao desenvolvimento do tênis, incluindo apoio financeiro e oportunidades de competição para jogadores em diferentes etapas da carreira.
+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp
Uma das iniciativas é a formação dos chamados Touring Teams, grupos de jogadores de países em desenvolvimento escolhidos para disputar torneios de nível mais alto fora de suas regiões. As equipes contam com treinadores durante as viagens, entre eles a brasileira Roberta Burzagli, ex-capitã do Brasil na Billie Jean King Cup. É nesse projeto que a jovem tenista foi incluída para jogar os torneios na Itália.
Ver esse post no Instagram
Um post compartilhado por Carolina Bohrer Martins (@carolinabohrermartins)
Vencedora de um ITF W15 em Campos do Jordão no início de agosto, onde conquistou seu primeiro torneio profissional de simples, a catarinense vivia a expectativa por um convite para o SP Open, mas não conseguiu vaga no WTA 250 da capital paulista. Ainda assim, se mantém motivada e esperançosa por novas oportunidades no futuro.
“Fiquei triste por não ter a oportunidade de jogar o SP Open este ano. Ano passado, eu não podia competir por conta das restrições de idade. Então, sem dúvida, esta seria uma oportunidade muito importante para somar pontos valiosos e dar visibilidade ao meu trabalho na busca por apoio e patrocínios”, relembrou a tenista, que havia atingido o limite do número de torneios profissionais antes de completar 18 anos e estava impossibilitada de jogar na semana do torneio de 2025.
“Mas o tênis nos ensina a ser fortes e a criar calos logo cedo. Respeito totalmente as decisões de convites da organização do torneio e sei que isso faz parte da dinâmica do circuito. Eu vinha muito confiante, principalmente pelos bons resultados que conquistei recentemente no piso duro, que é a minha superfície favorita, mas sei que nem tudo acontece no nosso tempo”, complementou.
A jogadora que reside nos Estados Unidos com a família também deverá passar por uma base de treinamento no país nas próximas semanas, trocando Orlando pela cidade litorânea de Boca Raton, também na Flórida. “Sigo de cabeça erguida, focada no meu caminho e trabalhando duro para que os meus resultados em quadra continuem falando por mim. Tem muita coisa boa acontecendo de uma vez só: mudança, viagem, perspectivas boas e propostas de treinamento… Quando uma porta fechou acabou abrindo uma maior ainda. Está todo mundo muito feliz aqui em casa”.
Leia mais:
Bohrer celebra conquista inédita e sonha com lugar no SP Open










Minha opinião é que os convites devem contemplar jovens promessas ou então tenistas em ascensão. Jogadores (as) que já estão há anos no circuito e não mostraram bons resultados não deveriam receber convite.
Convidar a Carolina Meligeni, em fima de carreira e sem perspectiva, foi uma piada. O que o nome não faz?
De fato, foi uma injustiça não reservar ao menos um convite pro Qualy do SP OPEN pra Bohrer esse ano, mostrou progresso tecnico nessa serie de ITFs jogados no estado de São Paulo levantando seu 1° caneco profissional inclusive(feito raro pra atletas BRs sub-20)..
Feliz por ela estar tendo essa oportunidade de se testar em um nivel competitivo mais alto com aporte financeiro para a viagem.. parece ser uma menina batalhadora e com poucos recursos financeiros no momento.. na torcida!
Seria muito melhor tê-la no SPOPEN do que as convidadas que com as idades que tem já mostraram que não vão a lugar nenhum,foi uma grande mancada da organização
Boa sorte “menina”. Nesta eu acredito. Está num momento crucial na carreira. Acredito que agora, com 19 anos, definirá se será uma tenista, ou mais uma das tantas jogadoras que vagueiam e se divertem dentro do circuito, sem nunca terem padrão e qualidade para serem, verdadeiramente, consideradas “tenistas profissionais”.
Não é pra tanto. O tênis é um esporte com múltiplas dificuldades. É louvável alguém, homem ou mulher, insistir em disputar torneios por anos seguidos mesmo que tenha muita dificuldade em escalar o ranking a seu contento.
Concordo plenamente. Mas, eu penso e anseio por um tênis brasileiro de resultados. O que jamais aconteceu. Pouquíssimos conseguiram. Poucos dias atrás, foi postado aqui no Tenisbrasil, nomes que chegaram dentro dos top 100. Confesso que foi deprimente para mim. Acompanho este esporte desde o início dos anos 70. Comecei através de reportagens da revista “Placar” acompanhando, inicialmente, Thomas Coch. Não preciso estudar a matéria em questão Eu a vivi como observador ao longo de tanto tempo. Continuo ansiando que este esporte crie uma estrutura que permita a massificação e dela saiam gerações vencedoras.