Pequim (China) – Classificada para as oitavas de final do WTA 1000 de Pequim, Coco Gauff denunciou ter recebido ataques racistas nas redes sociais após uma decisão controversa no fim do primeiro set da partida desta segunda-feira contra a chinesa Xinran Sun.
O inicidente ocorreu quando Sun vencia por 5/4 e os painéis de LED piscaram durante um ponto. Gauff pediu a revisão por vídeo, a arbitragem determinou a repetição, a norte-americana confirmou o saque e quebrou a chinesa no game seguinte.
“Vocês podem não gostar de mim ou discordar do que aconteceu sem serem racistas. A quantidade de comentários e mensagens privadas racistas que recebi nas últimas horas é insana. E, por último, não sou trapaceira nem ladra”, desabafou Gauff, que ressaltou que a decisão de repetir o ponto coube à arbitragem.
Na entrevista após a vitória por 7/5 e 6/1, antes da repercussão dos ataques nas redes, Gauff elogiou o comportamento dos torcedores no estádio. “Eu sabia que eles fariam bastante barulho, mas foram muito respeitosos, sinceramente. Naquele ponto em que precisei pedir a revisão por vídeo, fui vaiada por meio segundo. Acho que pensaram que eu estava reclamando da torcida. Quando perceberam que era por causa das luzes, ficou tudo bem”, relatou.
A norte-americana revelou que teve dificuldades para preparar uma estratégia contra a número 1 do ranking juvenil, de apenas 16 anos.“Vi apenas duas partidas dela, além de alguns melhores momentos da final juvenil do US Open. Às vezes gosto de ver minha adversária perder para saber o que fazer, mas ela havia vencido as duas partidas. Então assisti ao set que perdeu”, contou.
Mesmo preparada para desafiar a anfitriã, a campeã de 2024 admitiu que entrou em quadra sem saber exatamente como enfrentar a novata. “Mesmo vendo aquelas partidas, eu não fazia ideia de como jogar hoje. Meu treinador me passou uma estratégia e, sinceramente, nem sei se realmente a segui. Estava tentando decifrá-la”, brincou.
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Gauff explicou que a falta de vídeos e estatísticas torna o desafio ainda maior contra jogadoras que estão começando no circuito. “É muito difícil enfrentar não apenas jogadoras jovens, mas aquelas sobre as quais não há muitas imagens ou estatísticas. No circuito da WTA, tirar conclusões a partir das estatísticas de duas partidas não significa nada”, avaliou.
Job done ✅
@CocoGauff defeats Sun 7-5, 6-1 to book her place in the Round of 16 in Beijing!
#ChinaOpen https://t.co/9v2XIWbkLS
— wta (@WTA) October 5, 2026
A tenista de 22 anos disse que entrou preparada para encontrar uma adversária capaz de atuar em nível muito superior ao ranking. “Hoje foi muito mais uma questão de sentir o jogo. Tentei não ficar frustrada. Sabia que ela jogaria um grande tênis e não fiquei surpresa com o nível. Acho que a melhor preparação foi esperar que ela jogasse como uma top 10 ou top 20, e foi o que aconteceu”, ponderou.
Gauff também elogiou as características da chinesa, que considera uma futura presença constante no circuito. “Ela não tem grandes fraquezas. Consegue devolver muitas bolas e também jogar de maneira agressiva. Bate bem chapado e me lembra um pouco a Jess [Pegula]”, comparou.
Apesar da pouca idade de Sun, a número 4 do mundo disse não ter enxergado no outro lado da rede uma versão mais jovem de si mesma. “Jogamos de maneiras diferentes. Senti que estava enfrentando uma garota que será uma grande jogadora por muitos anos. É uma daquelas atletas que você sabe que vai se sair bem no circuito. É apenas uma questão de tempo”, completou Gauff.
Em busca de uma vaga nas quartas de final, a terceira pré-classificada tem encontro marcado com a belga Elise Mertens, cabeça de chave 13. A norte-americana venceu os cinco confrontos anteriores entre elas, o mais recente neste ano em Dubai, também no piso sintético.
“Djokovic é um alienígena”, afirma a norte-americana
Mais cedo nesta segunda-feira, Gauff aproveitou para acompanhar a semifinal do ATP 500 entre Novak Djokovic e Daniil Medvedev. A número 4 do mundo ficou impressionada com o nível apresentado pelo sérvio aos 39 anos e exaltou a longevidade do hexacampeão do torneio.
“É um alienígena, sinceramente. Eu estava assistindo à partida e, até mesmo do lado do Daniil, praticamente não havia erros não forçados. Era preciso ganhar os pontos. Eles mantiveram o mesmo nível por duas horas e meia em apenas dois sets, o que é uma loucura”, destacou Gauff.
A jovem tenista de 22 anos lamentou o desfecho da partida, encerrada com a desclassificação de Medvedev quando Djokovic vencia por 7/5 e 5/3, mas voltou a demonstrar admiração pelo sérvio. O russo sofreu a punição depois de acertar um torcedor com uma bolada.
“Foi um final lamentável, mas fico feliz que tenha terminado em dois sets, senão estaríamos aqui até muito mais tarde. Novak é um alienígena. Sinceramente, não sei como ele consegue fazer isso nessa idade. É muito bom, não sei”, elogiou.
Djokovic soma 33 vitórias e nenhuma derrota em Pequim e disputará sua sétima final no torneio. O sérvio busca o heptacampeonato e enfrentará o australiano Alex de Minaur, nesta terça-feira, às 8h (horário de Brasília).











Gente, é um atp 500!
Gente, Roger Federer ganhou 24 ATPs 500 ao longo de sua carreira.
Verdade. Se ainda fosse o Federer para quem os ATPs 500 representam praticamente 25% da galeria de seus titulos. Ou será que na geração dele valia essa classe de ATP valia mais??
De pontos valiam a mesma coisa, mas o nível de dificuldade era bem maior antigamente. Então vejo que valiam mais.
É porque quando Mr. Federer fez 15 GS, quebrando o record de Pete Sampras, o que valia era o número.
Hoje, que 20 < 24, número é relativo.