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Fonseca: “Estou ganhando experiência e no caminho certo”

Foto: Millennium Estoril Open

Estoril (Portugal) – Apesar da eliminação na estreia do ATP 250 do Estoril nesta quarta-feira, o carioca João Fonseca sai de cabeça erguida do torneio português. Disputando apenas sua terceira chave principal de ATP na temporada e a quarta na carreira, o brasileiro de 17 anos entende que essas são grandes oportunidades de adquirir experiência e acredita que está no caminho certo para alcançar seus próximos objetivos.

“É sempre bom ganhar experiência em torneios maiores, mas tenho que seguir trabalhando, com a cabeça no lugar e com pessoas que gostam de você. Quero chegar lá em cima e o caminho está certo. Ganhando essas experiências a gente vai se tornando mais forte. Foi muito importante jogar um torneio tão grande fora de casa”, falou aos jornalistas após a partida.

Sobre o jogo em si, Fonseca diz ter alcançado um bom desempenho, embora não tenha sido o suficiente para derrotar o britânico Jan Choinski, que levou a melhor por 6/2, 6/7 (5-7) e 6/4. “Foi uma partida dura. É difícil jogar em ATPs assim, mas estou ganhando experiência e feliz com o jogo que eu fiz. Ele veio do quali e estava há mais tempo ambientado nessas quadras. Mas estou muito feliz pela oportunidade e grato por ter jogado esse torneio tão maravilhoso. Espero seguir jogando assim e cada vez melhor”, analisou.

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O jovem carioca também falou sobre o apoio da torcida, destacando a energia das arquibancadas como fator fundamental para reagir no segundo set, quando chegou a estar uma quebra atrás e viu o adversário sacar para a vitória antes de empatar o placar e levar a decisão para terceira parcial. “Tinham uns brasileiros espalhados, mas também vi os portugueses torcendo e fico muito feliz por esse carinho. Um dos fatores para que eu conseguisse reverter o segundo set foi por causa da torcida, me trazendo energia. Consegui ganhar o segundo set, mas ele jogou melhor no terceiro”, explicou.

João respondeu ainda a perguntas sobre a decisão de focar no profissional ao invés de ir para o tênis universitário norte-americano. “Logo depois do Rio Open, eu comuniquei que ia focar 100% no profissional. Depois daqueles resultados, eu não podia dizer não ao profissional. E estava jogando num nível muito bom, contra jogadores do top 100. Foi uma decisão familiar, mas muito difícil. E estou feliz com minha decisão”, enfatizou.

Ele também falou sobre as metas para esta primeira temporada no circuito. “É o meu primeiro ano como profissional e acho que devo ganhar experiência e aproveitar ao máximo esses convites, talvez beliscar uns qualis de Grand Slam que estou cada vez mais perto. É seguir trabalhando”, pontuou.

Embora tenha sido eliminado na chave de simples, Fonseca seguirá no Estoril para a disputa do torneio de duplas. Ele formará parceria com o português João Sousa, ex-top 30 de simples e duplas e que faz sua despedida do tênis nesta semana, aos 35 anos de idade. Eles estreiam ainda nesta quarta-feira contra o gaúcho Marcelo Demoliner e o holandês Sem Verbeek. “Para mim é uma honra [jogar ao lado dele]. É o maior português da história, um cara muito gente fina e um grande jogador”, comentou o brasileiro sobre o dueto com o anfitrião.

16 Comentários
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GERT FERNANDO DE OLIVEIRA RICHTER
GERT FERNANDO DE OLIVEIRA RICHTER
3 meses atrás

Maurício, Nível dele está entre challenger e atp e são esses torneios que ele está disputando. Tanto que negou convite de master 1000 para jogar challengers na américa do Sul

Bukele
Bukele
3 meses atrás

Concordo plenamente. Pra ser top 100 Fonseca vai precisar aumentar a resistência física, a regularidade e ganhar experiência. Já tem bola pra chegar perto do 100, mas se atirar em Masters 1000 agora é queimar etapas de forma hardcore.

Andrade
Andrade
3 meses atrás

O que me preocupou hj foi não encontrar o saque do adversário, devolução estava terrível. A falta de regularidade também é preocupante no jogo dele, faz uma winner, depois comete vários erros não forçados. Espero que com o tempo ele melhore nesses quesitos. Muitos ja o colocam como sendo um Top 20, até Top 10 no futuro. Eu acho muito cedo pra isso, melhor aguardar as cenas dos próximos capítulos.

Cacio Luiz Crozariolo
Cacio Luiz Crozariolo
3 meses atrás
Responder para  Andrade

Ainda tem muito aprendizado pela frente. Vi grandes dificuldades em pegar as bolas na esquerda quando era distante. Todo slice com a bola distante ficava na rede. Tem um grande repertório, isso que é uma grande alegria, agora precisa amolar o machado.

Jose Carlos
Jose Carlos
3 meses atrás

Toda declaração de tenista hoje em dia é a reprodução automática e insossa de algum texto pré-fabricado por “assessores de imprensa” recheado de clichês e obviedades para o consumo dos que habitam as redes sociais. Personalidade zero, autenticidade zero (vale pra João como pra Bia como pra Sinner, Alcaraz ou Iga). Sinceramente, ao se postar numa posição passiva de meramente reproduzir esse tipo de press release oco e vazio, a mídia especializada presta um desserviço aos fãs do esporte e aos próprios tenistas. “Declarações” e “entrevistas” arranjadas e artificiais com esse teor merecem é ser solenemente ignoradas e boicotadas pelos editores sérios.

José Nilton Dalcim
Admin
3 meses atrás
Responder para  Jose Carlos

Acho que a maciça maioria dos que seguem tênis gostam de saber o que o tenista falou sobre o jogo. Se é vazio ou não, depende de cada tenista. Não concordo com você que sempre sejam inócuos, há muitos com conteúdos muito relevantes. De qualquer forma, é obrigação de um veículo especializado publicar o que o tenista disse, ainda que não seja tão profundo, por respeito a seu próprio leitor.

Gusmão
Gusmão
3 meses atrás

Humildade tem que ter em reconhecer que precisa seguir a sequência normal como todos fazem.
Primeiro ITF, depois Challenger, depois ATP.
Pulando Challenger na América do Sul e Brasil é um erro, deixa de ter ritmo de jogos, e de pontuação.
Com derrotas constantes, os torcedores e imprensa não vão aceitar, depois vem as críticas ofensivas.

Bukele
Bukele
3 meses atrás
Responder para  Gusmão

ITF é perda de tempo pro Fonseca. No nível dele pode ignorar isso e jogar Challenger fraco na América do Sul, só não pode se achar top 100 e sair jogando ATP e Masters 1000 que aí sim estará queimando etapas. Nível do Fonseca hoje já permite a ele beirar o top 100 mas não, entrar lá. Aí falta resistência física e rodagem.

Última edição 3 meses atrás by Bukele
Maurício
Maurício
3 meses atrás
Responder para  Gusmão

Blá blá blá e como tá o Monteirao nessa ? E o Wild jogou ITFs quando era 400 do mundo, chega com essas picuinha, blá blá blá.

Gusmão
Gusmão
3 meses atrás
Responder para  Gusmão

Wild foi queimado quando pulou os ITF, torcedores e Imprensa foram só críticas destrutivas, ele entrou em depressão, com o tempo ele se recuperou, hoje em dia está num nível melhor, mas pagou o preço.

Fonseca jogou alguns ITF, assisti a semifinal em Mogi das Cruzes X o Luz. Onde Luz venceu. Hoje ele está em Nível de Challenger para buscar pontuação.
É que tem uns torcedores emotivos, sem analisar a consequência do que pode gerar uma precipitação. No mínimo uma semana sem pontuação.

Bukele
Bukele
3 meses atrás
Responder para  Gusmão

ITF pro Fonseca não é bom, porque o tênis dele não vai evoluir mais nada ali. Só serviria pra ele fazer exercício físico. Pelo demonstrado até agora, é melhor o Fonseca jogar bastante Challenger de 50 e 75 pontos, e também alguns 100, ali tem uma mescla dele aguentar ganhar jogos (pegar experiência e resistência física) ao mesmo tempo que o jogo dele pode dar uma evoluída também. Jogar em nível muito baixo não ajuda. O Fonseca tem bola pra aguentar até uns jogadores de ATP mas isso não adianta nada se ele além de ainda não estar no físico máximo, não pega sequência de jogos e nem pontos. Tem que ser feito em etapas, mas não em etapas de nível muito abaixo do que ele aguenta.

Paulo A.
Paulo A.
3 meses atrás

Tem tudo para, até o fim do Não, já ser um top 150 ou até mais

Leonel
Leonel
3 meses atrás

Olha o Sinner. Quanto tempo ele foi moldando e agora tá aí pra ficar. Fonseca vai subir cada degrau num ritmo próprio dele e com muito trabalho. Esse obaoba da imprensa acho que ele tá sabendo blindar. Fez uma final de challenger em Assunção depois de ter perdido jogos em primeiras rodadas. Logo vai apavorar nos challengers e ATPs que vierem. Ele faz o caminho do Wild. Vai ter oscilações e vez em quando vai ganhar de alguns top até eles se firmarem nesse nível que para o Fonseca pode ainda ter uns 3 anos de trabalho.

Eder Faria
Eder Faria
3 meses atrás

Vi grande parte do jogo, e fica muito nítido o grande repertório e potencial do João. Mas vamos com calma, turma… o garoto tem 17 anos, e hj foi um daqueles jogos em que foi ele quem perdeu e não o adversário que ganhou. Bora pra próxima!

Marcos Toledo
Marcos Toledo
3 meses atrás

Na minha opinião deveríamos observar questões muito importantes ao invés de entrar só com críticas, no sentido de perceber o potencial do João. A começar por ser um momento novo e muito importante na sua carreira. Já começa com muito atraso, chuva, quadra muito pesada de saibro ao nível do mar, que não é ideal para jogadores agressivos como ele, grande torcida, que ao mesmo tempo que ajuda também pressiona, pega uma jogador embalado, muito experiente, que saca e se movimenta muito bem. Tudo isto e João sem primeiro serviço. Faz um tempo que ele não vém encontrando o primeiro saque, imagino que tenha feito algum ajuste e esteja se adaptando porque ele saca muito mais do que sacou nos dois últimos jogos.
Com tudo isto ele segurou na raça e quase vira o jogo.
Para um garoto de 17 anos é uma clara demonstração que possui, de fato, um grande potencial. Que é muito diferenciado !

Rebeca
Rebeca
3 meses atrás

Há ótimos exemplos no circuito: Sinner top15, seis partidas contra Medevedev, seis vitórias do russo e Sinner top 2, cinco vitórias consecutivas contra Medevedev, inclusive repetiram a final do Master 1000 de Miami este ano, com o italiano não dando a menor chance pro russo na final. Sinner passou quase duas temporadas no top15, onde a parte física ainda pedia adaptações, resolveram e convenceram, ele e sua equipe, venceu o primeiro slam este ano, Australian Open.

Zabalenka por exemplo, já uma top 10, tentava 10 winners, acertava 03 ou 02 . . . baixo aproveitamento ne primeiro saque, resolveram, ela e equipe, melhorou o primeiro serviço, e por exemplo, de 10 winners, hoje acerta sete, seis . . . Ganhou 02 slam, o bi do Australian Open, disputa a liderança do ranking, onde já chegou no topo, e hoje top 2.

Gauff, hoje com 20 anos, parece uma veterana no circuito, contratou outros treinadores e evoluiu todos fundamentos: mental, saque, e direita, ganhou o primeiro slam, US Open, hoje top 3. Teve o tempo necessário, e gradativamente evoluiu em todos os fundamentos.

Fonseca têm só 17 anos, tem tudo pra evoluir fisicamente, regularmente, e mentalmente. Nota-se que o garoto tem um enorme potencial de técnica, e acredito que com duas temporadas regulares, irá evoluir potencialmente seu jogo.

Última edição 3 meses atrás by Rebeca

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