Milão (Itália) – Um dos principais envolvidos no caso de doping de Jannik Sinner, o ex-preparador físico Umberto Ferrara não havia se pronunciado, mas nesta quinta-feira ele quebrou o silêncio em uma ampla entrevista na Gazzetta dello Sport, em que explicou sua versão dos fatos. Ele reconheceu que a medicação era sua, mas explicou claramente que nunca deveria entrar em contato com Jannik quando a deu ao fisioterapeuta Giacomo Naldi.
“Eu o uso há anos, conforme prescrito por um especialista, como tratamento de suporte para uma doença crônica. Eu estava totalmente ciente da proibição e sempre o guardei com o máximo de cuidado na minha bolsa de higiene pessoal”, explicou Ferrara, que deixou claro sempre ter evitado que o spray usado pelo fisioterapeuta Giancomo Naldi, que causou a contaminação de Sinner, chegasse ao corpo do número 1 do mundo.
“Não dei nada a Naldi, apenas sugeri que ele usasse porque tinha um corte no dedo que não cicatrizava e estava dificultando seu trabalho. Expliquei muito claramente a natureza do produto e a necessidade de ele não entrar em contato com Jannik em nenhuma circunstância. Naldi não negou ter sido informado, mas disse que não se lembrava”, falou o preparador físico, continuando a explicar todo o processo passo a passo.
Ferrara contou que quando ouviu falar do clostebol, a conexão com o remédio foi imediata. “Em poucas horas, reconstruímos os passos que levaram à contaminação de Jannik e apresentei evidências da compra do spray em uma farmácia de Bolonha”, disse o preparador físico, lamentando o fim de sua colaboração com Sinner. “Fiquei muito triste, mas estava ciente de que poderia ser um dos possíveis finais”.
Resumindo: o erro foi da equipe, o atleta nesse caso é vítima e não deveria estar suspenso (se essa versão for verdadeira).
O erro foi da equipe mas quem assume a responsabilidade é o atleta
Concordo em um ponto, nunca acreditei que Sinner tivesse qualquer viés antidesportivo. Por outro lado, alguma medida, ainda que branda, tem que ser tomada, apenas para que a regra seja clara e que outras desculpas não possam ser alegadas. No fim, bem no sentido que foi (em que pese a via sacra e bateção de cabeça): o jogador entrou em contato de maneira não intencional com a substância proibida, em nível que não gera benefício, mas por ser responsável por sua equipe, tem a pena administrativa mínima. Que Sinner possa voltar logo e nos brindar com seu tênis absurdo.
Seu comentário faz bastante sentido, Julio, e só acrescento que esse caso deixa claro a diferença de tratamento no circuito.
Ainda que o italiano seja inocente, fosse outro tenista aí a gente sabe que o tratamento seria outro… falta uma padronização maior ao lidar com esses casos.
isso aí, Sinner, não dê bola aos críticos… vc é uma pessoa acima de qualquer suspeita, ao contrário de um certo espanhol e um certo iugoslavo…
Chegou o papagaio, rs.
Sempre no copia e cola.
Só porque o Freguêser amava perder finais para Nadal e Djokovic ele ficou sequelado…Kkkkkkkkkkkkkkk
Fazendo o papel de “advogado do diabo” : eu nunca vi ninguém que foi pego em doping falar: realmente eu usei e tinha a intenção de me beneficiar. Falar até papagaio fala.
Lance Armstrong, que chegou a ser considerado o maior ciclista de todos os tempos, falou algo bem próximo disso.
mas depois a mentira veio à tona
Sim, ninguém admite. Mas há evidências como o tipo da substância e dose para saber que o caso dele foi uma trapalhada de terceiros.
Pois é, bem diferente do Lance e de outros que foram pegos com grandes quantidas e produtos que faziam realmente diferença.
Pois eu já vi, em outras modalidades, esportistas que admitiram e pediram desculpas …
O erro, na verdade, é da WADA que mesmo reconhecendo que SINNER não foi culpado e que a quantidade ínfima e irrelevante da substância nunca causaria ganho de desempenho nenhum, estava querendo uma punição injusta do SINNER por pura perseguição indecente à vítima de contaminação!!! Simplesmente a WADA deveria reconhecer que SINNER foi vítima de contaminação que em vez de lhe dar benefícios de desempenho só trouxe prejuízos financeiros e psicológicos… A WADA deveria pedir desculpas ao SINNER por tê-lo perseguido injustamente e ressarci-lo financeiramente por danos morais e financeiros por ser impedido injustamente de exercer sua profissão!!!
Se isso for verdade mesmo, o Sinner deveria receber uma indenização ou ter os pontos descontados devolvidos.
Ele pegou esses 3 meses de gancho porque ficou com receio da pena ser maior (corria risco de ficar 1 ano ou mais fora).
Pelo que acompanhei, os dois que foram demitidos admitiram culpa. Isso deveria ser bem relevante.
Eu não entendi…
A pomada era do Umberto Ferrara (que fazia uso), ele diz que não deu nada para o Naldi:
“Não dei nada a Naldi, apenas sugeri que ele usasse porque tinha um corte no dedo que não cicatrizava e estava dificultando seu trabalho”
(Se ele não deu a pomada, que estava na sua bolsa, logo, Baldi pegou sem autorização).
Mesmo assim diz que explicou o perigo da pomada para o organismo do Sinner.
Naldi não negou que foi informado, mas não se lembra (como Naldi pode não lembrar de algo que diz que foi informado?)
No final, Humberto Ferrara diz que “em poucas horas, reconstruímos os passos que levaram a contaminação”…ou seja, a farmácia onde Humberto Ferrara comprou a pomada, com a substância proibida.
Blá Blá Blá… Blé Blé Blé… Bli Bli Bli… Bló Bló Bló… Blu Blu Blu… Gosta de se fazer de sonso para maquinar uma Teoria da Conspiração, não é mesmo???
“A WADA deveria pedir desculpas ao SINNER por tê-lo perseguido injustamente e ressarci-lo financeiramente por danos morais e financeiros por ser impedido injustamente de exercer sua profissão!!!”
(Guerreiro Sandro, sua inocência é algo que salta aos olhos, o poste não pode fazer xixi no cachorro)
A única coisa que “salta aos olhos” são os seus “cílios postiços” … Kkkkkkkkkkkki
A tecnologia evoluiu, é a detecção de substâncias está muito mais eficiente. É possível que qualquer alimento, hoje tenha resíduos de substâncias proibidas, mas q não afetem o desempenho de um jogador. Porisso minha avaliação é de que o Sinner é inocente, além de vários outros jogadores. Os critérios e métodos de julgamento devem mudar para minimizar prejuízos irreversíveis à carreira de jogadores que não tiveram benefício nenhum.
Olá Roberto…
A detecção de substâncias proibidas sempre estará, aquém da trapaça do doping.
Uma prova, o passaporte biológico, foi desenvolvido para no futuro as entidades (laboratórios) fiscalizadores poderem, mesmo que tardiamente, descobrir o uso de substâncias ilegais (no momento os laboratórios antidoping não tem tecnologia para detectar a droga ou a mistura delas).
Atualmente, existe pesquisa sobre mistura de substâncias para conseguir ganhos, um exemplo é o próprio clostebol que misturado com metandienona foi usado na década de 70 pela Alemanha Oriental no atletismo olímpico, algo que na época não era de conhecimento científico (atletas olímpicos dopados).
O caso do Sinner é no mínimo estranho, o relato do preparador físico é estranho (na entrevista afirmou que avisou o fisio, por saber sobre o perigo da substância, disse antes de usar).
Resumindo, creio que foi bem punido (Sinner) acho mesmo que o italiano saiu no lucro (o caso é sobre imagem e dinheiro de entidades do esporte, afinal não se pode jogar a água suja fora com o bebê junto).
Abs
Eu acho que a punição ao Sinner ficou de bom tamanho. Embora ele não tenha tido a intenção de se beneficiar ilicitamente e a quantidade de substância proibida encontrada no seu organismo não lhe proporcionou um ganho de performance, ele tem que se responsabilizar pela sua equipe, por ele ser uma pessoa adulta que responde por seus atos. Sendo assim, penso que teria que haver uma punição mínima e três meses de suspensão acredito que ficou justo.